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Cartas

VOCÊ PODE ATENDER A UMA MENINA “POSSESSA”?

VOCÊ PODE ATENDER A UMA MENINA “POSSESSA”?

 

 


----- Original Message -----
From: VOCÊ PODE ATENDER A UMA MENINA “POSSESSA”?
To: contato@caiofabio.com.br
Sent: Friday, June 23, 2006 11:04 AM
Subject: VOU ESTAR NO LA SALLE - PRECISO DE AJUDA URGENTE

 

Olá Caio,


Eu poderia começar dizendo que já faz muito tempo que conheço você; e você me perguntaria de onde, ou de quando; e eu te responderia o que eu acho.

Acho que já te conheço desde antes da fundação do mundo!

Pois o Espírito do Senhor que pairava sobre a face das águas, é o mesmo que
hoje me leva a te escrever, embora durante muitos e muitos dias eu tenha
pensado em como começar esta "conversa" com você.

O fato é que agora eu me sinto compelido a te procurar e gostaria muito de
poder falar com você sobre um caso que está acontecendo com minha prima.

Vou tentar resumir:

Eu tinha uma prima que cometeu suicídio depois de alguns anos de depressão
e um casamento baseado em aparências.

Desse casamento ficaram três filhas lindas. Agora, depois de muitos anos, uma deles que está em torno de 16 anos (faz dois ou três anos que tudo aconteceu), está passando por uma situação parecida
(pra não dizer igual) com a que a mãe passou; ou seja: depressão profunda,
desejo de suicídio, etc.

Já passou por muitos médicos sem obter melhora significante, até que a família,
em meio ao desespero, resolveu procurar ajuda em várias igrejas.

Caio, eu estou pedindo sua ajuda porque fui procurado por uma de minhas
tias que queria levar a garota pra IURD, onde já estiveram; e segundo informações,
houve uma manifestação demoníaca; e o tal demônio disse que iria matar a garota
e toda família dela.

Eu disse a ela que a única pessoa que eu "conhecia" e em quem confiava para
tratar com a jovem, seria você; e que no que dependesse de mim ela não seria
levada a nenhum lugar onde fossem usar o caso dela para promoção dos picaretas
que nada sabem dos males que acometem a alma de uma garota tão sofrida.

Amigão, por favor me ajude a ajudar essa jovem, pois enquanto escrevo pra
você não consigo conter as lágrimas de dor pela minha prima e de revolta
por ver o que uma pessoa poder sofrer nas mãos daqueles que se dizem pastores
e não são.

Neste domingo, dia 25 de junho, vou estar no La Salle. Gostaria muito de poder
falar com você; mesmo que seja apenas por dois minutos.

Um abraço apertado,

 

PS: Já li quase tudo que se encontra no seu site.


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Resposta:


Meu amado amigo: Graça, Paz e Vida!

 

Sinto de todo o coração sua dor, bem como a daqueles que você ama; especialmente a dor da filha de sua prima.

Não precisa haver diabo quando três meninas perderam os pais como casal; e, além disso, a mãe como mãe (durante a depressão); e, depois, a mãe como ente vivo na terra. Nem todo mundo agüenta um cacete desse.

Há pessoas adultas que, expostas à perdas semelhantes, nunca mais conseguem voltar direito à vida, quanto mais uma menina! 

Sobre a menina ter “manifestado” alguma coisa numa IURD da vida; saiba: numa reunião como essas, há tantos pré-condicionamentos para despertar a “possessão”, que a maioria esmagadora dos ali “caem”, são apenas pessoas sob indução.

Aquele tipo de manifestação é “aprendida”. Daí só ocorrer ali. Demônio mesmo não escolhe nem hora e nem lugar para se manifestar...; e, nem tampouco a manifestação da possessão é aquele falar “ensinado” aos “demônios” da IURD.

De fato, lá, as “manifestações” de “demônios” são do mesmo “tipo gestual e teatral” das mesmas manifestações no Candomblé — por exemplo. Isto porque, lá, os demônios não se manifestam, mas são “invocados” — é o tal do “Demônio! Manifesta pra sair! — e chamados pelos nomes que têm nos cultos afro-ameríndios.

Conheço até gente que vai até lá na brincadeira, a fim de se passar por possesso! 

Se a menina for levada a outros grupos, a submeterão a uma tal de “cura interior”; a qual, na maioria das vezes, acaba sendo uma “curra interior”. Ou pode ser que também a submetam a muitas sessões de “Quebra de Maldições”.

Em ambos os casos o que acontecerá é que “transferirão a culpa e a dor” para o diabo, para os antepassados, etc...; e, concomitantemente, iniciarão o trabalho de “introjeção” de um monte de “sugestões” acerca da família da pessoa, até que ela mesma se convença de que é filha das maldições. Então eles “controlam” os “demônios” da pessoa; passando eles a serem os “maiorais” dessas forças na vida da pessoinha — no caso, da filha de sua falecida prima.

Demônios existem. Mas a dor de uma criança que viu a família acabar e a mãe se matar, em si mesma é um diabo (a dor), no que diz respeito a ter o poder de matar, roubar e destruir tudo na alminha da pessoa.

Os “demônios” que estão nela têm os nomes de saudade, insegurança, medo, solidão, ansiedade, pânico, desamparo, orfandade e desesperança. E o “belzebu” desses demônios é a falta de significado para continuar num mundo do qual a mãe, apesar de amá-la, preferiu abandonar para sempre.

Nessas “igrejas” o que há não é libertação, mas apenas a troca de um mal por outro; muitas vezes, maior.

Sim, porque quando a pessoa apenas faz maquiagem de sua dor, em algum tempo, um pouco mais adiante, tudo voltará!

Além disso, em tais “igrejas”, o que se faz é “fabricar” um “caso espiritual” todo baseado em “induções”. Portanto, tornando-se uma situação de natureza psicológica; pois, uma vez que a pessoa diz “amém” para eles, o resto é de fácil controle e manipulação.

Entretanto, o fim de tudo isto é abismar a pessoa num mundo de imbecilização total; e, mais que isto: alterando-lhe profundamente a sanidade; pois, ninguém é exposto a tais “fabricações” e continua capaz de manter o senso de realidade; visto que o mundo passa a ser visto pelas lentes desse estelionato e dessa fabricação do mundo real. E o pior: adoece mesmo!

Portanto, não tema vir no domingo; e mais: não deixe de me procurar. Se desejar traga a sua família e a menina também.

A ela, à menina, Jesus diz: “Talita cume!” — Menina levanta-te!

Pode trazê-la; pois sei que o Evangelho de Deus a curará!
 
Nele, que nos cura de todas as nossas enfermidades, pois levou sobre Si as nossas dores,

 


Caio