Português | English

Cartas

TESTEMUNHO DE UM PASTOR VITORIOSO!

TESTEMUNHO DE UM PASTOR VITORIOSO!



----- Original Message ----- From: TESTEMUNHO DE UM PASTOR VITORIOSO To: contato@caiofabio.com Sent: Friday, January 04, 1980 11:42 PM Subject: Quero Compartilhar Uma Alegria Querido pastor, A Graça e a Paz. Você é o primeiro com quem desejo compartilhar esta vitória. Tenho 26 anos. Sou pastor. Mas sempre sofri muito... Minha família toda se desfez quando tinha 12 anos. Passei a morar sozinho numa cidade de Minas, sem pai, nem mãe, nem irmãos. Passei a freqüentar uma "igreja". Num primeiro momento me receberam de braços abertos... o pastor achava que eu era filho de um homem rico, porque meu pai é doutor e estrangeiro. Recebeu-me na UPA como vice-presidente, e nem membro da Igreja eu era. Depois meus irmãos da Igreja se converteram em algozes. Negro, pobre e sem família, eu não era digno de estar com eles... Nisto conheci minha esposa: ela se identificou com minhas dores (na época namorávamos). O pastor aconselhou: ele é negro... você é branca, bonita, loira... ele não tem onde cair morto... sai dessa.. Ela não saiu. Prosperei com trabalho honesto... larguei tudo para ir ao seminário. Casei-me... Casei-me achando que tinha encontrado o amor que precisava e não tinha tido. Mas me casei com alguém que não me amava, mas amava a minha companhia - que era agradável pois não queria perdê-la. E eu amava a possibilidade de ter alguém pra cuidar de mim. O tempo passou, as crises vieram. Como eu estava dependente do vínculo com ela! Não queria acreditar que meu carinho e dedicação não eram suficientes. Queria acreditar que o "amor" nos manteria unidos Ela se cansou, foi embora e voltou várias vezes. E eu não conseguia me livrar dos vínculos com ela - não vínculos de amor, mas a necessidade de família, de alguém que ficasse comigo. Por fim, ela terminou com tudo... Num primeiro momento, senti-me o mais rejeitado dentre os homens. Lia diariamente o site. Lia as histórias, uma a uma, e passei a me identificar com elas.Vi-me como num espelho - e percebi que precisava assumir a responsabilidade em ser feliz... em parar de construir castelos de areia... Entrei com o processo de separação. Pensei que estaria terminado como pastor. A Igreja em que sou pastor me ouviu, entendeu-me, acolheu-me - com meus erros e acertos. De pastor, virei ovelha... e fui inundado com amor... puro amor. Aprendi no seminário que nós não temos amigos na Igreja.... aprendi na vida que Deus é amigo, e coloca gente boa e sincera pra ser instrumento dele pra mostrar sua amizade em relação a nós. É claro que alguns fizeram aqueles juízos que você bem sabe: ele não presta... ela cansou porque ele não dava tempo pra ela... etc... Mas a ferida cicatrizou... Emagreci - com saúde... Fortaleci-me como gente... Meu coração se abriu. Minha mente se abriu. Fiquei in-dependente dos homens e dependente de Deus. Aí Deus passou a restituir o que perdi: meu pai, após seis anos de ausências, virá amanhã aqui pro Rio... quer me ver...Minha mãe, após dois anos sem querer me ver, virá aqui em outubro... A Igreja me aceita como sou, e me vêem não mais como "pastor", mas como alguém que os conduz ao Supremo Pastor... Minha ex-esposa conversa comigo de vez em quando e nos damos bem... Estou vivendo em paz... Estou feliz!!! Não curado... não são... mas feliz e "pronto" (ou desejoso) para viver de novo em família. E se a família me faltar, Deus faz com que o solitário viva em família. Qual é minha vitória então? É simples: é não ter nenhuma vitória aparente, mas sentir-me vitorioso por perceber o carinho do SENHOR em toda esta história. E perceber após muito tempo que até hoje ele não me desamparou. Como eu precisava disto, Caio... Muito mesmo... E quero compartilhar com você, meu amigo (na liberdade com que Cristo nos libertou) esta alegria - a alegria de ser livre... Abraços, ___________________________________________________________ Meu querido amigo: Graça, Paz e Alegria! Desde sua primeira carta, tão em favor e tão contra; tão amiga e tão adversária; tão concorde e tão discorde; que confessei na carta-resposta que muito me seria bom se tivesse amigos que discordassem tão concordemente contra mim como você fazia em seu amor bem humorado e cheio de húmus. Esta é a vitória sobre mundo, a nossa fé. E esta é a paz que o mundo não dá e nem conhece. Esta é a contradição que dita em acordo. Este é o paradoxo que só faz síntese no coração que crê. E esta é a alegria verdadeira, pois, celebra a Deus por nada, e, assim, descobre que isto é que justamente Tudo! Desejo de todo o coração que você siga andando nesse amor. E que a igreja verdadeira que o acolheu como pastor e homem, seja ela mesma humana e cada vez mais divina na manifestação do amor e da misericórdia. Que o encontro com seus pais seja pura manifestação de cura e muita Graça! Me alegro com toda a sua alegria! Nele, que conosco gargalha a boa alegria, Caio