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Cartas

TEM GENTE “VOMITANDO DEMÔNIOS” NA MINHA IGREJA

TEM GENTE “VOMITANDO DEMÔNIOS” NA MINHA IGREJA

-----Original Message----- From: TEM GENTE “VOMITANDO DEMÔNIOS” NA MINHA IGREJA Sent: quarta-feira, 2 de junho de 2004 07:34 To: contato@caiofabio.com Subject: PRECISO DE UM CONSELHO Pastor Caio Fábio, Sou coordenadora de Educação Cristã da minha igreja. Meu pastor é uma pessoa maravilhosa. Quem o conhece sempre tam por ele grande consideração. Vou ser brevíssima: Existem cerca de 100 a 150 pessoas envolvidas na igreja no movimento de libertação, mais precisamente sendo doutrinadas no Movimento de Batalha Espiritual. O “movimento” e “estudo” sobre o assunto tem mais ou menos 1 ½ ano que vem sendo desenvolvido em salas fechadas, sem nenhuma propaganda, sob autorização do pastor . No começo do ano, ele autorizou uma jovem senhora a dar um curso formal a quem se interessasse. Ora, ninguém dos coordenadores da igreja e diretoria nega que haja a batalha espiritual, visto Efésio 6 ser bem claro. Entretanto, brechas espirituais, nomeação de demônios, repreensão de demônios em camisetas e objetos, vomitar pecados e hereditariedade de pecados não são doutrinas nas quais cremos. Aliás, muitas destas práticas reportam-se ao tempo da Idade Média, no tempo das Magias. O pastor foi pressionado pela diretoria, mas ele autorizou o curso anyway e disse que iria supervisionar pessoalmente.( o que raramente o fez) O resultado foi uma lástima. Uma parte da igreja está dividida e eu já tenho 3 grandes líderes que estão em posição de abandonar o cargo “se você (eu) não fizer algo”. Eu já escrevi um longo e-mail para o pastor relatando todo o histórico, tudo o que sabia e as implicações do silêncio e conivência dele. A esposa dele está envolvida até o pescoço, utilizando a condução da igreja para ir a seminários de libertação, e na semana passada, aprendendo a ser uma libertadora. Opastor deixa o gabinete para ela, durante a semana, para que ela “ministre”. Este povo, incluindo e esposa dele, que freqüentou minha casa inúmeras vezes, não fala com pessoas que consideram Satanistas e já me falaram que eu sou uma destas pessoas. Pastor, chegou um momento que eu me questionei perante Deus se eu era crente realmente. Sei que estou no meio da Batalha mesmo. Enviei este e-mail para o pastor há alguns dias atrás, quando estava saindo para uma viagem. Queria que ele tivesse um tempo para pensar. Pastor, estou situando-o, para que você possa me ajudar numa dúvida terrível que tenho: Fui criada e fui aprendendo ao longo da trajetória cristã para não “tocar” no pastor da igreja. “Ele é o anjo do Senhor” “Aquele que o confrontar será amaldiçoado”, etc. Eu AMO o meu pastor. Mas, ele está errado em não dirigir a igreja e em acobertar a esposa. Posso dizer isto para ele, em amor? O que posso e o que não posso fazer? Os professores me tem pedido para que façamos pressão juntos. É o caminho? (Não por força......) Por favor, sei que é pedir muito, mas muito estou pedindo: me responda hoje. Em Cristo Jesus, ___________________________________________________________ Resposta: Minha querida amiga: Paz e Discernimento! Esta é uma das situações mais desagradáveis e inconcebíveis, especialmente porque o seu pastor é um homem bom, e que tem um histórico de bom senso e calma em tudo o que faz. Sinceramente, não estou conseguindo entender o que possa ter acontecido a ele. De fato, apesar de nos vermos pouco, gosto imensamente dele. A única coisa que posso pensar é que a esposa dele tenha muita mais ascensão sobre ele que a gente imagina. Isto porque não possível entender de outro modo, especialmente porque ele não é tolo, nem entregue às loucuras de certas superstições evangélicas. Tenho um livro sobre Batalha Espiritual, e gostaria de recomendar a leitura dele. Se você escrever para cafecomgraca@caiofabio.com eles o enviarão para você. Creio que no livro você encontrará base bíblica para discernir o que é e o que não é batalha espiritual. Toda essa cena que você descreveu me é comum desde o tempo em que pastoreava em Manaus, há quase trinta anos. De fato, já cansou até aos que praticavam a “coisa” como ela está sendo praticada agora, bem anacronicamente. Minha sugestão é a seguinte: 1. Diga a ele o que você pensa, mas não o julgue; nem diga que ele está errado. Apenas mostre o desconforto geral que isto está gerando, e mostre as conseqüências desastrosas que isto poderá trazer para a igreja. 2. Também não compre nenhuma briga com a esposa dele. Certamente há muito mais passionalidade nessa história que se pode imaginar. Tenho minhas suposições a respeito, mas prefiro esperar o desenrolar dos fatos, ou novas informações de sua parte. 3. Não vá como “representante” de ninguém, mas apenas de sua própria consciência. 4. Se há um grupo preocupado e descontente, diga a eles que vão juntos, em comissão, mas sem hostilidade. 5. Dê meu livro de presente a ele; mas não diga que eu mandei para ele, mas apenas que você vê no livro uma visão que não nega, mas que põe as coisas em equilíbrio e em perspectiva bíblica. Quanto ao mais, tenho apenas a lamentar. Esses acontecimentos não combinam com a pessoa dele. Todavia, a pessoa que é a responsável nacional por esse movimento, embora seja gente boa, é um ser obcecado pela idéia; e por isso carrega claros sinais de fixação psicológica, tendo mergulhado nessa temática há anos, e nada mais faz além de fazer propaganda do diabo, mesmo que o desejo dela seja “libertação” de pessoas. Quanto mais se fala do diabo, mais o diabo se apresenta! Receba meu carinho e minhas orações. Nele, que despojou os principados e potestades, e publicamente os expôs ao desprezo na Cruz, Caio