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Cartas

SOU POLICIAL E CONCORDO!

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From: SOU POLICIAL E CONCORDO!
To: contato@caiofabio.com

Date: 03/10/2007 22:32
Subject: "Tropa de Elite" Burra - O Filme – Caio

 

Link: “TROPA DE ELITE” MUITO BURRA



Acho que a pessoa que reproduz este sistema está na verdade vivendo seu inferno pessoal e querendo se justificar como boas ou espertas.

 

Tentam "curar" o próprio mal comendo fezes.

 

Se é que querem curar alguma coisa...

 

Acontece que se encarar frente-a-frente no espelho e admitir que é fraco, inseguro, mal amado, bobo, interesseiro, vingativo e que nada sabe — dói demais...

 

Assim, elabora-se um sistema de justificativa pessoal maligno para, no fundo, achar que se superou como pessoa, que consegue ganhar $inheiro, etc.

 

Mas o buraco só aumenta...


Essa análise é baseada em fatos reais-pessoais.

[8 anos de PM do DF e 2 anos na PMERJ]

 

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Resposta:

 

 

Amado amigo e irmão no Reino que é sobre toda Potestade: Graça e Paz!

 

 

Paulo nos diz em Romanos 13 que quando a autoridade é boa e promove o bem comum, ela é ministro de Deus, tanto para facilitar a vida, como também para tirar da sociedade os que existem contra o bem comum. Nesse caso, a autoridade tem que ser justa e imparcial a fim de ser ministro de Deus entre os homens. Neste caso, diz Paulo: “... faze o bem e dela terás louvor, faze o mal e terás a espada...”.

 

Entretanto, quando a autoridade se farda de oficialidade a fim de oprimir, expropriar, usar, abusar, tiranizar, matar e manter o povo em dependência e cativeiro [não importando a natureza do cativeiro], João nos diz no livro do Apocalipse [capítulo 13] que ela [a autoridade] se torna uma besta, o monstro que devora os homens e todo o fruto de seu trabalho.

 

Assim, a autoridade pode ser ministro de Deus ou a Besta do Inferno, dependendo de como ela procede. No 1º caso deve-se submeter à autoridade, mas no 2º caso se deve enfrentá-la.

 

Só não vê que o sistema que nos cerca [não apenas no Mundo, mas no País] é uma Grande Besta do Mal, aquele que faça tão profundamente parte da manutenção da perversidade implantada, que já não consiga ver a vida senão a partir do olhar do inferno.

 

De fato, estamos falando de uma Potestade espiritual. Sim! O sistema de Legislação, de Execução, de Repressão, e de morte, do lado da Polícia [que cumpre o papel final de Gourmet de excremento social]; e, de outro lado, o comercio da ilegalidade feita pelos traficantes e seus comandados, são o corpo objetivo desse drama. Entretanto, sobre ambos os lados existem os agentes de animação do fenômeno, a saber: os usuários, os meios de divulgação, os formadores de opinião, e os seres discursivos moralistas — essas forças, somadas, formam essa Besta, a qual, entre nós, na questão da violência relacionada ao tema do filme “Tropa de Elite”, tem a fisionomia que possui.

 

O moralismo católico e hoje também o evangélico [ambos são idênticos em quase tudo] impedem a discussão de qualquer tema que relativize dogmas morais.

 

Ora, acima desse poderes locais há ainda o Lobby Protestante que garante boa parte das políticas Americanas tanto de repressão como também de guerra à volta do globo desde o fim da 2ª Guerra — as quais dão as referências policiais para a nossa máquina de repressão.

 

Ora, na perspectiva da “religião moral” tudo o que seja acordo moral é dogma divino. E como a “religião” não se melhora em nada, mas prega que tem o poder de mudar o mundo e reorganizar a “Queda”, então, tudo o que não seja “ideal”, em razão de tal idéia deve ser imposto pela Lei; e, assim, como seria de se esperar, aumenta-se a compulsão do consumo do “proibido”.  

 

A cegueira da “religião moral” faz a pessoa lutar pelo ideal enquanto vive no inferno, sem ter em si a idéia da Escalada.

 

Tal perspectiva deseja que o homem saia do caos [que os lutadores contra o caos não vencem nem mesmo em si próprios] para um patamar de perfeição da Nova Jerusalém por conta própria e subitamente [fruto de um pensamento “mágico”]; e, assim, impede o processo histórico e social que vai do inferno ao purgatório, do purgatório ao reformatório, do reformatório à liberdade assistida, da liberdade assistida à liberdade consciente; até que se chegue à maturidade social.

 

É o mesmo espírito que prefere não mandar usar camisinha, pois, se o fizer, supostamente está estimulando o “sexo fora do casamento”; e, em razão de tal silencio moral, abre o caminho para que o que seja feito [e sempre é], o seja sem cuidados e proteção. Por esta razão é que a hipocrisia que silencia temas da realidade é a maior promotora das desgraças que decorrem da ignorância e do desaviso.

 

Pelos contornos que vejo serem delineados à nossa volta, especialmente no que tange ao poder hipocrizante da religião, não vejo qualquer saída para o Brasil na questão da violência, pois, entre nós, já há muito que passou o tempo em que “repressões” poderiam coibir tais coisas.

 

Portanto, esse Brasil burro, passional e religioso que aí está, se drogará até a morte; e matará os que se drogam até que morram também os que matam; e apenas aumentará o problema pela tentativa louca de manter o Titanic flutuando em razão de que os crentes julgam que enfiando os dedos nos buracos do navio podem impedir o naufrágio.

 

A fim de melhorar uma sociedade caótica como a nossa, tem-se que começar do possível e não do impossível.

 

Ora, as leis de repressão de drogas em nosso país são tão burras quanto as leis comunistas que julgavam que poderiam gerar solidariedade por decreto.

 

Minha oração é que você encontre o caminho da justiça e da verdade nesse lugar no qual há muita gente boa vivendo ao lado de seres desalmados, como você bem sabe que hoje acontece aos montes na Polícia do Rio de Janeiro, e, de resto, em todo o país.

 

Receba meu beijo, carinho e orações!

 

 

Nele, que viu fé maior num centurião romano do que nos mestres da religião de Israel,

 

 

 

Caio

 

05/10/07

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