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Cartas

SOU CASADO MAS ANDO OLHANDO AS MENINAS

SOU CASADO MAS ANDO OLHANDO AS MENINAS

-----Original Message----- From: SOU CASADO MAS ANDO OLHANDO AS MENINAS Sent: quarta-feira, 26 de novembro de 2003 15:59 To: contato@caiofabio.com Subject: SOU UM OBREIRO EM CONFLITOS Amado pastor. Eu sou obreiro de uma igreja tradicional (pentecostal) com quase 100 anos de existência. Essa igreja passa por uma crise muito grande, foi invadida por doutrinas neo-pentencostais e perdeu a identidade evangelizadora. Em alguns estados brasileiros irmãos têm escolhido viver em grupos pequenos, e pagado um preço muito grande para não participar dessa onda! Sou casado há 4 anos. Minha esposa é uma benção. Eu a amo muito. Não temos filhos. Mas de uns tempos pra cá, tenho uns pensamentos malucos, como vontade de trair minha esposa. Estou certo que não tenho cometido este adultério "com o corpo", mas tenho adulterado na mente. Tive vontade de escreve-lhe varias vezes, mas vasculhei seu site, imprimi seus artigos, li quase tudo do seu site, foi quando eu li SOU PASTOR, SOLTEIRO, E NÃO CONSIGO FICAR SEM SEXO, que resolvi escrever. O que faço pastor? No meu trabalho sou cercado de muitas meninas bonitas que gostam de mim. Mas eu tenho feito o possível pra não entrar em contato com elas. No entanto, tenho feitos algo nestes últimos dias que pode ter comprometido meu relacionamento com Deus! (como, por exemplo, abraçar as meninas, pensar demasiadamente nelas, a ponto de me masturbar pensando nelas). Disso tenho medo! de perder minha vida toda por um pecado desses! Sou daqueles jovens "exemplos" para todos, e tenho admiração de toda a minha cidade!! preciso de uma palavra!! Resposta: Meu querido: Paz e Equilíbrio! Você notou como o assunto dos “pensamentos lascivos” veio logo após você dizer que anda decepcionado com sua igreja? De fato são dois parágrafos. Um fala da crise na igreja, e da desilusão que isto lhe causou. Ou seja: uma mudança. Você falou que a igreja perdeu a sua identidade, está sendo seduzida por uma outra doutrina, e que os que resistem estão pagando um preço grande. Então, a seguir, você muda de assunto, mas não de realidade. Você está sentindo as mudanças—de um tempo para cá—, e essas mudanças estão mexendo com a estabilidade de sua vida conjugal, pois você anda olhando outras mulheres, desejando-as e até masturbando-se em memória de belezas e abraços. Será que uma coisa tem a ver com outras? Eu penso que sim. 1. Você deve ter conhecido a sua mulher na igreja, e seu casamento devia trazer as marcas daquela ordem anterior, e que agora está mudando. 2. Sua esposa deve ser crente conforme o modelo antigo, e, agora, ocupa em seu inconsciente esse lugar que você diz amar—a segurança e a identidade de antes. Mas você não está com a maioria por uma questão de consciência. 3. Essa decisão de não mudar com os demais deve ter feito o seu mundo e o de sua mulher ficar encharcado com o tema dessas fofocas. Aposto que é só o que rola nos papos de vocês (não tem cristão que agüente; é brochante esse assunto). 4. Sua alma mergulhou, simultaneamente, num grande cansaço. Você gostaria de jogar tudo para o alto. De fato, você está se sentindo ridículo de ter gasto toda a sua vida num projeto que “vapt-vupt”...muda assim. 5. Ora, isto faz começar a fazer morrer o romantismo pelo projeto anterior de vida—seu casamento incluído nele. 6. Sua mente, então, começa a ser vítima da decepção. Uma certa descrença se instala. Nada vale a pena. Você vai ficando blazé. 7. O próximo passo é começar a liberar uma energia diferente. Aposto que suas amigas de trabalho sentiram. Aposto que esse negócio desabrochou assim, como um tchan, de repente, e você disse para si mesmo: O que é isto? Eu ainda estou vivo?! E sou ainda tão jovem?! 8. Nesse ponto o cara mergulha na Síndrome de Azafe, conforme o salmo 73. Leia o salmo e você entenderá. Bem, meu amigo, o que passar disso é com você! Pessoalmente eu acho que isto pode ser apenas uma fase, que, infelizmente, veio a se embolar com a outra. E, assim, você descarrega sua frustração de um lado, no outro. E como não pode punir a igreja, puni a si mesmo e a mulher. Frustração e amargura costumam fazer homem pular a cerca. Sabia? O que eu já vi de marido zangado e frustrado sair para se vingar da vida na primeira saia que dá mole, e faz isto sem nem saber o por quê!!!??? Desse modo, meu amado, se eu fosse você faria algo muito bíblico. Sabe o que é? Vou mostrar a você. Garanto que depois que você tenha feito isto seu casamento estará novo em folha. Sabe por que? Porque você ama a sua mulher e isto é só uma fase. Eu buscaria, mais do que nunca, exorcizar esse cheiro de vela e defunto que essa história da igreja de vocês está gerando. Então, meu amigo, eu abriria um bom vinho, e diria para minha mulher: Você é o banquete! Deixaria de lado todo esse papo de sacristia e partiria para as vias de fato. Tudo aconteceria com total naturalidade. E seria o início de algo que sua mulher desejará ter para sempre. É assim... Quando um homem encontra sua mulher e a mulher o seu homem, tudo acontece na maior normalidade. O anormal é ver casais que não se amam, não se desejam e não se gostam, transando para “cumprir as Escrituras”, e, depois, levantarem-se do leito cheios de culpa, medo e neurose. A Bíblia não conhece pudores dentro de um quarto onde dois amante de verdade se encontram. Pecado é a objetização do sexo. É praticá-lo sem amor e sem desejo. É realizá-lo como mecânica orgânica apenas. Aí está o erro; ou melhor: o pecado do desperdício! Se seu problema é não pecar contra Deus, ouça o que Ele diz. Mas se sua questão é agradar o seu pastor; então, seja solidário a ele; e não faça nada daquilo que a mulher dele deseja experimentar. Mas Deus diz outra coisa, bem diferente. Aliás, Deus deu liberdade. Ele é quem fez todas as coisas. Por isso, bebe a água da tua própria “cisterna”, e das correntes do teu “poço”. Derramar-se-iam as “tuas fontes para fora”, e pelas “ruas” os “ribeiros de águas?” Seja tua mulher só para ti mesmo, e não para os “estranhos” juntamente contigo. Seja bendito o “teu manancial”; e regozija-te na tua mulher. Ela deve ser vista como uma cabrita amorosa, e graciosa como uma égua no campo. Saciem-te os seus “seios” em todo o tempo; e pelo seu “amor” mergulha no encanto para sempre. E por que andarias atraído pela mulher fácil, e abraçarias o peito de uma outra, até casada? Os lábios da mulher fácil destilam mel, e a sua boca e mais macia do que o azeite. Ensina a tua mulher a ser assim também: molhada e doce. Ora, isso vai, juntamente com a Palavra, te guardar da mulher que só quer uma aventura, e te salvará das cantadas da língua da mulher sedutora. Cobices no teu coração a formosura de tua própria mulher. Ensina-a a seduzir-te. Isso te livrará de ser preso como um bobo pelos “olhares” da mulher que olha para todos. Pode alguém tomar fogo no seu seio, sem que os seus vestidos se queimem? Assim, incendeiem os teus beijos a tua mulher, de tal modo que lhe queimem as vestes! Não é desprezado o ladrão, mesmo quando furta para saciar a fome? Assim, se por causa de tua “necessidade” tu te deres mal, ainda assim serás maltratado pelos demais homens! Por que correrias este risco? Por que transferirias todos os prazeres para fora de tua casa? Por que teus sonhos e fantasias de alma não se realizariam com tua mulher, livremente, dentro de teu quarto? Por que “construirias” tu uma “mulher virtual”, se tens uma que é mais que real? O que não possui a sua própria mulher com o “fogo” de quem possui uma “adultera”, é burro; destrói-se a si mesmo se assim não a “trata”. Se assim não for, pode ser que ela venha a desejar uma “outra imagem”, e tu também acabarás por cobiçar o que não é teu. Come o que é teu e bebe de tua própria cisterna. Sacia-te dos frutos de tua árvore encantada. A mulher aprazível obtém honra—diz o provérbio. Desse modo seja a tua honra, também, mostrar à tua própria mulher o quão desejosa e aprazível ela é. A discrição de tua mulher tem que ser para “fora”. Mas para ti, que ela seja a mais sedutora de todas as mulheres. A mulher virtuosa é a coroa do seu marido; porém a que procede vergonhosamente é como apodrecimento nos seus ossos. Assim, ensina a tua mulher a “coroar a tua cabeça” com toda honra. Do contrário, tu terás tristezas. E tem marido que não sabe por que a mulher se torna mulher de rixas, uma goteira contínua enchendo a paciência?! Ora, elas nunca foram saciadas! Tal é o caminho da mulher adúltera: ela come, e limpa a sua boca, e diz: não pratiquei iniqüidade. Pois assim deveria ser a liberdade e a consciência de toda mulher para com seu próprio marido. Por que não usar o direito em favor do direito? Se aquilo que é torto é prazeroso, por que aquilo que é bom tem que ser culposo? Portanto, que tua mulher seja livre como aquela que come, limpa a boca, e diz: não pratiquei iniqüidade! Que tu não percas mais tempo. A Bíblia não nos ensina a perder tempo uma vez que o amor tenha sido acordado. Ao contrário. O homem apaixonado da Bíblia, diz assim: Como és formosa, amada minha, eis que és formosa! os teus olhos me seduzem; o teu cabelo é ondulante. Os teus dentes são perfeitos e limpos. Os teus lábios são vermelhos, formosos e gostosos; e a tua boca é linda; as tuas faces são coradas e cheias de vida. O teu pescoço fica lindo com os cordões e adereços que tu usas para me encantar.Os teus seios são gêmeos em beleza e são cheirosos como um mergulho entre os lírios. Aproveitarei as sombras da noite e ti escalarei, pois tu és para mim como uma montanha de perfume. Enlevaste-me o coração, minha amante; enlevaste- me o coração com um dos teus olhares, com um dos colares do teu pescoço tu me seduziste. Quão doce é o teu amor, minha mulher! quanto melhor é o teu amor do que o vinho! e o aroma dos “teus cheiros” é melhor do que o de toda sorte de cheiros comprados! Os teus lábios destilam o mel; mel e leite estão debaixo da tua língua, e o cheiro dos teus vestidos é como o cheiro da terra mais acolhedora. Tu és somente minha, ó mulher! Jardim fechado és tu; sim, jardim fechado, fonte selada—pois só eu bebo de ti e em ti bebo tudo o que gosto. Te provo como quem sente todos os sabores e sente todos os cheiros. Tu és o Éden! És fonte do jardim, poço de águas vivas, correntes de águas de delícias! Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu “jardim”, espalha os seus aromas sobre mim. E que assim diga a ti a tua própria mulher: Entra, ó meu amado no teu próprio jardim, e come dos meus frutos excelentes, que são todos para ti! Assim será se ela também puder dizer: Conjuro-vos, ó minhas amigas, se encontrardes o meu amado, que lhe digais que estou “enferma de amor”. Que é o teu amado mais do que outro amado, ó tu, a mais formosa entre as mulheres? Que é o teu amado mais do que outro amado, para que assim nos conjures?—são as perguntas comuns de mulheres que conheceram machos, mas não conheceram homens; que conheceram sexo, mas não conheceram o amor; que conheceram algum prazer, mas que nunca foram arrebatadas. Se assim for, que ela, a tua mulher, saiba responder: O meu amado é cândido e belo, o primeiro entre dez mil. A sua cabeça é preciosa, os seus cabelos são gostosos, são como penas de uma ave livre. Os seus olhos são cintilantes, lavados em leite, são como jóias postas em engaste na sua face. O rosto dele cheira como um canteiro das mais doces fragrâncias; e os seus lábios são como lírios que gotejam perfume. Os seus braços são firmes; e o seu corpo é lindo de apreciar; assim eu gosto de vê-lo nu. As suas pernas são fortes, parecem árvores cheias de vigor. O seu falar é muitíssimo suave; sim, ele é totalmente desejável. Assim é o meu amado, o meu amigo! Sim! assim é ele, minha amigas! Acerca dessa mulher, fêmea e amiga, o marido pode dizer: Há sessenta rainhas, oitenta concubinas, e virgens sem número pela terra. Mas uma só é a minha cabritinha, a minha mulher de confiança; ela não tem igual nem entre as filhas de sua própria mãe; ela é especial. Minha mulher é meu harém! Portanto, aprecie a sua mulher de cima a baixo, e não deixa nem um pedacinho de fora do teu gosto, apetite e paladar! Você pode e deve prová-la toda. Dos pés à cabeça. Sem reservas e sem restrições. As palavra da Bíblia podem ser todas suas na alegria de possuir a sua mulher. Quão formosos são os teus pés nas sandálias. Os contornos das tuas coxas são como jóias, obra das mãos de artista. O teu “umbigo” (no texto original: órgão genital) é como uma taça redonda, à qual não falta bebida; a tua barriguinha é como uma mesa onde como o meu pão perfumado. Os teus seios são perfeitos. O teu pescoço me encanta; os teus olhos como são limpos como piscinas; o teu nariz é lindo de ver. A tua cabeça sobre ti é como um monte altivo, e os cabelos da tua cabeça são charmosos; até um “rei” ficaria “preso” pelas tuas tranças. Quão formosa, e quão aprazível és, ó amor em delícias! Essa tua estatura é semelhante à palmeira, e os teus seios são para mim como cachos cheios de uvas doces. Disse eu: Subirei à palmeira, pegarei em seus chachos! Pois os teus seios são como os cachos da vide, e o cheiro do teu fôlego como o das maçãs, e os teus beijos como o bom vinho, que se bebe suavemente, e se escoa pelos lábios e dentes. E nunca poupe sua mulher de coisas novas. Ouça quando ela diz: Vem, ó amado meu, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias pequenas e sem ninguém. Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, vejamos se florescem as vides, se estão abertas as suas flores, e se as figueiras e sapotizeiras já estão em flor; ali te darei o meu amor... Desse modo, meu amado, esqueça a cabecinha de seu pastor. A mulher dele parece ter muito mais o que ensinar. Pelo menos seria isso que ela gostaria, e do que, possivelmente, está sendo privada. Não proceda do mesmo modo. Fique livre, e faça sua mulher explodir de alegria. A idade da culpa acaba quando se conhece a estação do amor que não teme ser também desejo! Meu amigo, se você agir assim, logo você verá que não há mais ninguém a ver. Não fique impressionado. Isto é só uma fase. Concentre-se em sua mulher. Tudo vai ficar bem. E mais: ande sem angustias no coração. Não precisa nem lutar contra a tentação. Tentação gosta que a gente lute contra ela. Ela se fortalece. Esqueça e ande na Graça de Deus. Então, puffff...isso vai murchar. Você nem vai perceber. Ande nessa paz! Nele, Caio