Português | English

Cartas

SEXO NA IGRJA. OS JOVENS ESTÃO COM A

SEXO NA IGRJA. OS JOVENS ESTÃO COM A "COCEIRA"...

-----Original Message----- From: Isolda To: contato@caiofabio.com Subject: Sexo e Adolescência Mensagem: Pastor Caio, Já faz algum tempo que tenho tido minha vida ministrada por suas mensagens. Gostava muito, inclusive, do programa Pare e Pense. Tive a oportunidade de ler alguns livros seus, inclusive o Confissões, e o que mais me faz feliz em ouvi-lo e lê-lo, é a humanidade de suas mensagens nos levando a presença do ser Divino e Todo Poderoso. Estou fazendo um seminário pré-teológico e devo, a partir do ano que vem, estar ingressando numa Faculdade de Teologia. Tenho trabalhado com Jovens e Juvenis, e tenho tido alguma dificuldade em aconselhá-los quanto a sexualidade. Por mais que sejam ministrados e que queiram e busquem acertar, tenho visto que os hormônios encontram-se de forma alucinadamente aflorados. É como se estivessem (ao menos uma parte deles) com a bala na agulha: só um clique e detona. Meu pastor é uma pessoa muito amorosa, mas talvez pela sua idade (67 anos) tenha uma certa dificuldade em falar desse problema, e, quando fala, apenas aponta o pecado. Eu e meu marido, que também trabalha com os jovens, estamos muito preocupados com a situação. Gostaria de saber se você tem algum livro que poderia me ajudar nesta área. Desde já agradeço a sua atenção e compreensão. ****************************** Resposta: Minha querida Isolda, Não conheço nenhum livro cristão que trate do tema como deve ser tratado. Talvez o livro Sexualidade e Libertação, do Robinson Cavalcanti passe por aí. Mas o tempo no qual o livro foi escrito é bem anterior ao “formigamento” atual. Os cristãos não tratam disso, por isso, vai formigando cada vez mais. Então, fica tudo assim... Sugiro que vocês os eduquem. Educação na verdade é o que se tem que fazer. Cada um ande conforme foi chamado e cada um tem que viver o seu chamado na estação da vida em que está. O que não se pode é botar a moçada na rua por causa disso. Seria como expulsar a natureza do templo. Sexo é natureza! E Natureza, a gente trata, cuida, poda, estimula; enfim, a gente lida com ela, com sabedoria e respeito. Do contrário, ela explode. Sexo é inevitável e cada vez mais o será. Ninguém mantém mais ninguém virgem faz tempo. Os pais sabem disso, e só não sabe disso aquele pai que é cego e que cria um filho sonso. Virgindade só se mantém se o “próprio”—digo: a pessoa mesma—desejar ficar virgem. E só será sadio se desejar ficar virgem de livre vontade. Se for por imposição, adoecerá ainda mais... Ou, quem sabe, casará precocemente a fim de resolver uma “coceira”, apenas para ter todos os problemas conjugais e disfunções sexuais depois. O que ensino à moçada é que sexo sem significado dissolve a alma! Faz mal para o ser! E a moçada vai ficando “assim”—taradinha—, justamente pelo Tabu e pela Repressão. Tem-se também que ensinar que tudo tem hora para começar sadia e responsavelmente. Especialmente a pratica sexual, já que a sexualidade nos é inerente, e se expressa do jeito que quer, e ninguém controla “de fora”. Pré-adolescentes devem ser totalmente desestimulados ao ato sexual. Adolescentes devem ser estimulados a se guardar. Mas, deve-se saber que será cada vez mais difícil. Portanto, tem que haver um apelo para a consciência, não para o medo. Nenhum jovem evangélico tem mais medo de nada disso. Os pastores podem estar até se contorcendo com o que digo. Mas no fundo do coração eles sabem que é verdade! E mais: quando vejo que o sujeito em questão não tem saída, faço o seguinte: 1. Estimulo a moçada a não sair “ficando”. Isso acaba com o caráter e dissolve o ser. Gera dissolução! 2. No caso de um namoro evoluir, pelo amor e pela intimidade, para o inevitável; recomendo que se cuidem ao máximo e usem preservativo. Gravidez precoce é ainda pior que sexo precoce! Portanto, que ninguém pense que estou estimulando quem quer que seja ao erro. O que estou é apenas sendo realista e tentando evitar erros maiores. E mais: não tenho medo de falar nada que julgue ser verdade e que ajude as pessoas a viverem melhor. Quem vive num mundo caído tem que, muitas vezes, ensinar o mal menor, quando não se está conseguindo estabelecer um bem maior. Mas observe: moços tratados desse modo—com franqueza e verdade—, tendem a ficar com menos “coceira”. E é obvio: se o consciente é iluminado pela verdade e pela clareza, o inconsciente não tem como produzir tantas sombras, taras, doenças e compulsões. Digo o que digo com verdade e com a consciência de um homem que responderá a Deus pelos conselhos que dá. Quem conhece a verdade, sabe que estou sendo sensato, justo e moderado. O que passar disso, gera mais doença ainda. E, para produzir doenças, não contem comigo. As “igrejas” que digam se o que aqui afirmo é verdade ou não. Quem tiver dúvidas, entre num site de bate-papo evangélico. É freud. Só falam e pensam “naquilo”. É cantada de todo lado. Outro dia entrei num e me espantei. E por que? Ora, não sou criança. Ta difícil de eu me escandalizar com qualquer coisa. Sei como as coisas são. Espantei-me foi com a nova doença: A igreja não trata a questão, mas a moçada não agüenta. Quem tem peito, parte pra dentro. Quem não tem, adoece nos sites evangélicos de transa virtual e cantadas virtuais. Assim, não realizam o ato físico, mas entram num sistema que só gera um tipo ainda mais adoecido de vício de masturbação, e fabrica fariseus eletrônicos. Sou pela saúde humana. E a saúde humana não acontece virtualmente. Gente tem que encontrar gente. E a sexualidade virtual acaba em doença animal e bestial. Por isso, sou contra toda falsificação da humanidade. O sexo virtual e as ficadas virtuais, acredite, fazem mais mal que as reais. Portanto, medite no que eu disse e haja conforme a sua consciência. Quem tem filhos, e não é hipócrita de carteirinha, sabe o que eu estou dizendo é realidade e é verdade. Quanto aos mais: não me molestem, pois, já ando com Jesus há muito tempo, e com meu próximo o suficiente, para ensinar mentiras agora! Estou livre em Cristo para falar a verdade. E, verdade, não é somente aquilo que é ideal, mas também aquilo que, no mundo real, é melhor do que aquilo que é pior. Nele, Caio