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Cartas

Questiono até a minha fé em Deus...

Questiono até a minha fé em Deus...

From: Pastor em Crise de Fé

Sent: quinta-feira, 28 de agosto de 2003 15:22

To: contato@caiofabio.com

Subject: Questiono até a minha fé em Deus...

Mensagem:

Amado Pastor Caio,

Você não sabe o prazer de poder te escrever.

Tenho 32 anos, fui Pastor, hoje tenho tentado salvar meu casamento.

Fiquei feliz em poder lê-lo de novo, sempre com a mesma propriedade. Agora, através do site, você ficou mais perto de nós. É lindo poder enxergar a ternura de uma criança, quando você aconselha “suas ovelhas”. Terminar mandando um beijo, então, sem palavras...

Também é maravilhoso quando com coragem e autoridade você repreende os espíritos que não entenderam o “espírito” deste site. Sou mais um da legião de pessoas que cresceu lendo os seus livros e sendo inspirado por eles. De certa forma sinto que você é um tipo de “pai espiritual” para mim. Não tem idéia como lhe sou grato. Sei que você já ouviu isso milhares de vezes, mas tinha que expressar minha gratidão, obrigado!

No início disse que havia sido pastor. Na verdade, tive problemas no meu casamento e isso me afastou um pouco. Hoje estou tentando reconstruí-lo. Amado pastor, também estou em uma crise de fé sem precedentes, nunca passei por isso. Fiz seminário, mas ele não tem nada a ver com isso. Comecei a ler alguns livros tais como O Evangelho segundo Jesus, do Saramago e O Poder do Mito, de Joshep Campbel. Pastor esses livros me fizeram questionar a minha fé. Já não tenho muita certeza de nada. Acho que não restou muita coisa. Virei um deísta.

Como se não bastasse a descrença na “igreja”, no sistema, na instituição; agora até o próprio Deus eu estou questionando! Apesar de tudo, quero crer, pois se não houver razão (Jesus), a vida não tem o mínimo sentido. Seja como for, não quero mais me sujeitar a tirania da igreja, aos seus esquemas, a não fazer mais isso nem aquilo sem a mínima justificativa plausível, me render a um super-ativismo e justificá-lo dizendo que estou trabalhando pro Senhor. Não dá mais!

Amado Pastor, será que o senhor poderia dizer algo a respeito. Já li o site inteiro e sei que o senhor nunca sofreu desse mal (crise de fé), mas se puder me ajudar...

Sabe Pastor, em relação à igreja, me lembro quando ainda pastoreava, quando um dos meus “colegas” pastores disse com ar de piedade: O Caio Fábio “caiu”. Disse ele como se nunca tivesse “caído”. Na hora fiquei triste, não pelo que havia acontecido, pois eu sabia que você passaria por aquela tempestade. Mas fiquei triste por aquilo que haveria de acontecer: julgamento, mentiras, injustiças, inveja. Afinal sempre é assim. E o pior é que isso procede de quem deveria agir justamente ao contrário.

Aconteceu algo muito semelhante comigo. Mas passada a noite, vem surgindo a alegria do amanhecer em sua vida, para “nossa alegria”.

Amado, escrevo com o coração cheiro de ternura pela sua pessoa, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente. Que você seja abençoado mais e mais.

Um grande abraço.


Resposta:

Meu querido irmão: Um Bom Alvorecer pra você!

Você chegou no lugar certo. Boa será essa crise. Especialmente porque ela chegou onde deveria chegar: no questionamento de “Deus”. Quem está em questionamento não é Deus, é apenas “Deus”. Ou seja: você não consegue mais crer em “Deus”; portanto chegou a Hora de Conhecer a Deus!

“Deus”, conforme o catecismo, é uma produção humana, facilmente esboroável, até pelo Saramago! E olha que eu acho ele meio bobinho! Sara-mago! Quem sabe esse é o ministério dele: sarar magos!

“Deus” está morto — segundo já fomos informados. E eu creio que sim! O “Deus” da religião está morto porque nunca foi Deus!

Transcrevo para você um texto que escrevi não faz muito tempo. Creio que poderá lhe ser útil Hoje! Leia.

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De fato, o Grande Escândalo vem da fé e da devoção de Abraão, quando, sem consultar a ninguém, leva o filho, Isaque, para ser sacrificado à Deus e assassinado aos olhos dos homens. Isto aconteceu no meio da noite, em profunda solidão, quando a Voz se fez ouvir. “Toma teu filho, a quem amas e oferece-o em sacrifício em um monte que te mostrarei”. Levantou-se, pois, Abraão de madrugada...e foi...!

Se a Moral tem alguma importância diante de Deus, então, Abraão está perdido, conforme Kierkegaard em Temor e Tremor. E, de acordo com o que penso, Deus também está perdido, pois, contra o Geral-Moral—afinal, todo pai deve amar seu filho e protegê-lo até contra os caprichos dos deuses—, ordenou a seu “amigo” que matasse seu próprio filho, colocando-o e colocando-Se sob os juízos do Geral. Assim, pela Moral, aquilo que Deus pediu e Abraão obedeceu—ob-cedeu, pois ob-desceu—, faz de Deus a-penas de todas as penas, só-mente mais-uma-má a-divindade, e de Abraão, caridosa-mente, apenas o mais devocio-ira-cional de todos os santarados!

Dessa forma, para ambos—Deus e Abraão—apenas não há-penas! Sob que penas ambos encontrariam, apenas, pena? As penas das Asas do Altíssimo agora só-mente traziam a Abraão tão-somente as escuridades da angústia que não tem pena de si mesma, pois, apenas crê que as penas não a penalizariam a des-peito do momento da dor! Assim, Deus creu em Abraão e fez-se Deus para Abraão. E Abraão creu em Deus, e isto lhe foi imputado para a salvação! e, assim, essa fé criou Abraão para Deus! Adão foi feito do barro. Abraão, toda-via, foi feito de fé, fogo, loucura, dor, medo, temor, tremor e paz-ciência! Se Abrão, o Pai Grande, fosse um homem do que é Geral e normativo, ele nunca teria se tornado Abraão, Pai de Muitos!

Todavia, ele é o pai da fé justamente porque aceitou o ab-surdo-convite-in-posição de andar, circunstancialmente, acima do Geral e do normativo. A Moral, que é o Geral, tem sua significação fora de si mesma; ou seja: ela se afirma como ente que diz respeito a todos, portanto, ao Geral. O que é Geral só se valida como afirmação de todos, do contrário, não confia em si mesmo para ser e existir, pois, seu significado não-é-em-sí, mas vem de fora! O que é Geral não conhece intimidade, pois, o que é de todos nunca é intimo! Já a fé não é de todos!— pois, contra o Geral, ela pode nos remeter, na Graça, solitariamente, para a obediência a Deus como o ab-surdo-ab-soluto; e isto sempre acontece contra o normal, pois, o Monte Moriá não acontece todos os dias de nossas vidas, e nem nós oramos: “O Moriá nosso de cada dia nos dá hoje”. O sacrifício de Isaque, que se realizou aos olhos de Deus, é um golpe definitivo da fé nas forças da Moral para a salvação. E assim, destroi o mundo de todos e abre para todos um mundo, onde haja chão para cada indivíduo, quando o Monte Moriá nos for indicado!

O sacrifício de Isaque, conforme Gênesis 22, nos põe frente a frente com a total suspensão da Moral ante a obediência à fé. A Moral não levaria Abraão ao Monte Moriá! só se fosse para aniquilar a si mesma! Quando Deus fala, a fé começa, e a Moral pára! E a fé a deixa em suspenso, pois, a Moral não tem como explicar o “crime do pai”, Abraão; e não tem como acalmar a “angustia do filho”, Isaque. E nem teria como impedir a História de ver Abraão como um des-naturado, uma besta maligna, não fosse a fé! Pela Moral-Imediata Abraão está condenado. Ele foi salvo pela fé até mesmo diante e aos olhos de Isaque. Não sem traumas, pois, Deus passa a ser o Temor de Isaque. Afinal, seu ato de devoção era completamente imoral, apesar de ser a mais elevada de todas as devoções entre os santos! Ele creu em Deus e isto lhe foi imputado como justiça! E mais que isto: o caminho-ato que levou Abraão ao Monte Moriá a fim de oferecer seu filho em sacrifício, conforme a horrenda ordem da Voz, em si mesmo, subverte a Moral e isto até nas arenas do mais aberto paganismo.

Hoje já se conhece bastante sobre a infindável quantidade de oferendas des seres humanos que foram feitas aos deuses. E por que foram feitas? Os humanos não resistem à tentação da auto-justificação. E sacrifícios sempre estabelecem a base fundamental da culpa do pecado em nós, que, enganosamente, nos remete sempre no caminho do auto-merecimento. Daí a presunção de que o sacrifício do homem pelo homem, feito aos deuses, pudesse abrandar os humores do reino invisível, pela via do mérito, do pagamento realizado pelo homem. No caminho para o Monte Moriá, toda-via, não-há-via! Por isto, não há fala, nem dis-curso, nem explicação e nem auto-justificação! Nem mesmo se dito fosse a Abraão: “Aquele que sabe que deve fazer o bem, e não faz, nisto está pecando”—se poderia ajuda-lo naquela hora.

Afinal, naquele caso, o bem era o mal e o mal era o bem. Não levar Isaque ao altar de Moriá era desobediência à Voz de Deus, o que é mal para o homem. Leva-lo, entretanto, era a transgressão do que é intrinsecamente instintivo para os animais e também daquilo que há de mais sagrado para os humanos: a vida, especialmente a do filho!—era, portanto, um Crime Hediondo! Toda-via, não-havia... Havia sim, todavia, a não-via. Assim, Abraão nada-via, pois, Nada-Havia como via! Entre-tanto, tudo-via, onde, todavia, nada-havia! Mas ele se via na via como um en-via-do do in-viá-vel! Assim, tudo ha-via como via, mesmo que fosse, toda-via, a não-via! Isto é Fé! Pois, mesmo no nada-via, ele via a via da Graça: “O Senhor proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto”.

Portanto, na Fé, o absurdo é des-absurdificado! Sem fé tudo é absurdo! Sem fé, todavia, nada-há-como-via! Nem há a via de Deus! Daí, sem fé, não ser possível agradar a Deus! Afinal, Deus é a não-via de quem presume ver! É nessa esquina que Abraão se encontra enquanto tem três dias para andar. E um homem existindo nesse lugar-existencial, só tem duas opções: ou vira assassino e criminoso ou se torna o pai da fé.

E por quê é Abraão o pai da fé e não o Juiz Jefté? O que diferencia o sacrifício da filha de Jefté, do sacrifício espiritualmente consumado que Abraão fez, oferecendo Isaque, seu filho pela fé? E o que o diferencia dos demais pais que em-crença entregaram seus filhos aos deuses? Jefté tentou fazer uma barganha com Javé: “Dá-nos a vitória e a Ti darei a primeira pessoa que sair-me a saudar dentre os da minha casa”—des-graça-da-mente veio-lhe ao encontro a sua filha! Os demais pais que ofereciam seus filhos aos deuses o faziam na tentativa de aplacar os caprichos das divindades ou para garantir que as maldições não lhes cairiam sobre a cabeça. Abraão, no entanto, jamais ofereceria Isaque à menos que fosse esmagado pela Voz. Abraão não era louco, era apenas capaz de loucura!

O que se seguiu a isto foi o caminho silenciosamente angustiado de um homem andando em fé, e em obediência à loucura de Deus. A loucura de Abraão vinha da mente de Deus! Ora, aqui se percebe a diferenciação mais que tênue entre os atos humanos e seus significados, pois, à vista dos olhos e pela observação moral, ética, filosófica e psicológica do ato, não-é-possível-não-incluir Abraão entre os bárbaros da Terra. Assim, não é também possível não atentar para o fato-subjetivo que diferencia Abraão dos demais bárbaros. A fé carrega uma ética que lhe é intrínseca!

Jefté agiu conforme a crença-imitação da fé de Abraão, mas não havia nele a ética da fé, pois, foi ele quem indireta-mente ofereceu a sua filha, quando autorizou uma vida-oferenda a Deus, podendo ser qualquer um de sua casa!—ou seja: uma iniciativa louca; ao contrário de Abraão, que foi silenciosamente caminhando contra todas os seus desejos e vontades a fim de realizar a loucura de Deus. Se a loucura de Deus é mais sabia que a sabedoria dos homens, então, como não pensar que os critérios da própria sabedoria não caem desvalidamente ante ao convite de Deus para que se pratique o ato-contra-todos-os-atos? Só há ética se há Deus. E se há Deus tudo o que Ele pede passa a ser ético, pois, sem Ele não há ética.

Portanto, se Deus é amor, Deus é também ética. Assim, toda obediência da fé àquilo que Deus pede, é ético, mesmo que os sentidos humanos não possam assim entender o ato! Desse modo, Abraão cala a boca de todos, visto que, pelo ato-objetivo ele não era diferente dos demais. Ele torna-se o pai da fé pelo simples fato de ter obedecido em fé aquilo contra o que todo o seu ser se rebelava. Sua fé vence sua rebelião, mas é por existir uma rebelião-angustia na obediência da fé, que Abraão é um ser ético e diferente dos demais. Ele crê contra o desejo! E esta é a razão de eu dizer que a fé carrega em si a ética que relativiza todas as éticas objetivas; do contrario, Abraão não pode ser visto diferentemente de Manasses, que imolava seus filhos nos altares de Baal e Moloque.

O louco pratica sem fé a loucura. O homem da fé é capaz da loucura, mas somente como expressão de fé-ética, pois, só será fé se for uma resposta à Palavra de Deus, mesmo que esta chegue aos sentidos como loucura. A implicação disso é que a verdadeira ética nem sempre se manifesta como ato-objetivo, mas nunca será ética se não nascer como ato-subjetivo da fé. Assim, Abraão é também o pai da fética! No fim de tudo, sempre se ouve: “Se eu não tiver amor nada disso me aproveitará”. Fé, esperança e amor são apenas separáveis nos livros de teologia, mas nunca diante de Deus! Porém, o maior destes, é o amor! Abraão, toda-via, sem caminho, em sua loucura, caminha. Havia apenas silêncio absoluto. Somente os sons das pesadas-pisadas de dor e perplexidade se faziam ouvir. Era um ser caminhando entre a certeza do Absurdo de seu ato e a fé no Absoluto do significado de crer no que não podia nem explicar, nem entender e nem justificar. E isto lhe foi imputado como justiça!

É por isso que as duas falas do caminho implicam em duas confissões que definem para sempre qual é a jornada da fé: “Ficai aqui; e eu e o menino, tendo adorado, voltaremos...”—disse Abraão aos seus servos, que pertenciam ao Geral. A fé, depois de um certo caminhar, tem que prosseguir em solidão, sem testemunhas e sem cúmplices. Aliás, quem entenderia o Absurdo como adoração? “O Senhor proverá para si o cordeiro para o holocausto”—respondeu ele à apavoradamente reverente suspeita de Isaque. Assim, ele não confessa nada que não seja fé, fosse qual fosse o resultado. Abraão cria que Deus era o provedor-justificador de tudo o que nascesse como resposta da fé à ordem-proposta que viera na noite escura e que o acordara de seu sono, a fim de faze-lo andar em fé sobre as angustias do chão do Absurdo.

Imolar seres humanos por iniciativa própria, a fim de apaziguar a divindade, é um arquétipo universal poderoso. É fruto natural da Teologia da Terra. De um modo ou de outro—até mesmo no Cristianismo—os humanos imolam outros sobre ou fora dos seus altares a fim de apaziguar a ira de “Deus” por meios próprios. No Monte Moriá esse paradigma universal se inverte. Daí podermos afirmar que a fé que nos justifica em Cristo ser o oposto do paradigma universal. Ou seja: na Cruz, que é o Supremo Monte Moriá, é Deus fazendo provisão ao Absurdo que Ele mesmo ordenou; é Deus se entendendo com Deus, e é também o homem andando sem nada entender, porém, crendo de antemão que “no Monte do Senhor se Proverá!”

Sim! é Deus assumindo todas as responsabilidades pela obediência da fé em Sua Palavra, já que Abraão não tem outro diagnóstico entre os homens que não o ponha entre o Monstro e o Monstro! Pela Moral não se deveria confiar a Abraão nenhuma criança. Ele seria um avô perigoso também para os seus netos. E isto deveria ser assim, pois, é assim que é! Mesmo que Abraão tivesse apenas um episódio de desvario total na vida ele deveria ser para sempre visto como louco. Esta deveria ser, pela Moral, a sua sentença. Afinal, aquele “ato” deveria macular para sempre o seu caminho entre os homens. Assim, o ato-absurdo é o paradigma da fé, enquanto, simultaneamente, o absurdo-do-ato, é pecado! O caminho da fé tanto nos salva do Absurdo como angustia-moral quanto também nos faz andar sobre ele como chão da fé.

Todavia, isto só acontece quando o ato é resposta da fé à Palavra crida como inequívoca Voz de Deus, mesmo que obedecida como absurda. Na fé, porém, anda-se sobre o fato-fé que Deus é Justo e Justificador de todo aquele que crê. Entretanto, não nos esqueçamos que assim como ninguém entenderia Abraão, assim também, pela Moral, ninguém entende nada da fé! E, se confessamos que somos salvos pela fé em Cristo—o Cordeiro que fez Provisão para e por Abraão no Monte Moriá—, isto acaba com a Moral como referência para a relação do homem com Deus, visto que o Paradigma da Fé—que tem em Abraão seu pai— ser a antí-tese de toda natureza Moral, conforme o drama de Abraão. Por isto, também, pode-se afirmar que a Moral—como mediadora e justificadora das relações do homem com Deus— é irremediavelmente pecado, visto que ela não provêm de fé. E tudo o que não provêm de fé, é pecado!—disto, todos já sabemos.

A Fé, no entanto, tem a sua Ética, pois, ela opera pelo amor, conforme Paulo. E o amor, conforme João, vê o Pai em Seus filhos, nossos irmãos-humanos. Ora, mesmo Abraão quando levava Isaque para ser imolado no Monte Moriá caminhava em amor! Então, a Moral pergunta: “Amor por quem? Por Isaque?” A Ética, conforme a fé de Abraão, responde, grita, clama, brada em desespero: "Amor por Deus, loucura pela Voz, entrega à Vontade!" Assim, a fé demonstra que o amor a Deus pode ter que significar uma escolha entre amores: o dele e o nosso!

Nesse caso, institui-se a Ética, pois, a fim de operar por amor ao Absurdo-Deus-Absoluto, ela se instala como loucura para nós e para todos. Afinal, Isaque estava ao alcance dos sentidos de todos. Deus, não! Quando esta hora chega, então, o que é Ético, se torna imoral e loucura aos sentidos da maioria-moral. Abraão, toda-via, foi justificado pela fé! Mas alguém pergunta: E Deus, por quê pedia o Absurdo de Abraão? “Por amor de Abraão”, é o que a lógica-ética responderia, a fim de estabelecer lógica até para o absurdo!

A resposta talvez seja, toda-via, mais simples: Porque num mundo caído tinha de ser amor-assim-assim-como-amor, pois assim é a vida e assim é a fé!

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Leia, medite, e me escreva!

Depois dessa leitura, não creio que você terá problemas com nenhum absurdo.

Absurdo é o nome do Lugar onde a fé quer nos fazer chegar.

O Verbo (Logos), não é razão; é Sentido; é a Palavra, não conforme a lógica racional, mas conforme a Absurdo da fé!

Um beijão,

 

Caio