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Cartas

QUEM BOTOU A RAIZ DE JESUS EM VOCÊ?

QUEM BOTOU A RAIZ DE JESUS EM VOCÊ?

 

 

 

 

 

 

----- Original Message -----

From: QUEM BOTOU A RAIZ DE JESUS EM VOCÊ?

To: <contato@caiofabio.com>

Sent: Friday, February 08, 2008 23:35

Subject: Qual o segredo?

 

Querido Pr. Caio,

Querido por causa do Evangelho, é justa a causa que inspira sua vida. Justamente por isso escrevo, porque quero saber o que faz alguém ter raízes tão fincadas em um terreno ainda mais raro nesses dias.

Admirador do Evangelho, mirando ser alguém de verdade num mundo de tanta mentira.

Marcelo

 

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Resposta:

 

 

Amado mano Marcelo: Graça e Paz!

 

Quem pode explicar a razão das coisas terem entrado no coração de alguém? A Psicologia? Eu de fato não creio.

 

Na realidade, a única coisa que posso lhe dizer é que fui apanhado por Aquele que me fez; e que me separou para ser como sou e fazer o que faço, e muito mais; pois, ainda nem mesmo arranhei o sentido do meu chamado Nele.

 

Quando eu era menino Jesus já me era amado. Eu o amava como um menino sabe e pode amar, mas amava.

 

Quando entrei na adolescência fui ficando “ateu de igreja”, ou melhor, “agnóstico de igreja”.

 

Então meu pai se converteu e eu fiquei apaixonado por Jesus.

 

Entretanto, o “chamado da Igreja” para servi-la como se serve a Deus, me deixou sem ânimo e fui-me do convívio.

 

Todavia, Jesus me era amado, e mais: era-me Deus.

 

Tudo, todavia, habitava os meus afetos e não minha consciência.

 

Foi apenas aos 18 anos que Ele me pegou e me dominou, tomando a minha vida para Ele de um modo tão forte que só me restou a entrega apaixonada.

 

Nunca nenhum outro “cristo” jamais me disse nada. Jesus nunca foi o “maior” para mim. Ele sempre foi o único.

 

Aliás, as maiores tentações que me vieram nesta vida tiveram a ver com a “igreja” na sua negação do Evangelho e de Jesus.

 

E houve um tempo, muito longo por sinal, no qual eu servi a “igreja” como quem servia a Jesus, até que meu amor pela “igreja” foi ficando impossível, pois, quase toda vez que eu “amava” a “igreja” isso me colocava numa rota de colisão com meu amor pelo Evangelho.

 

Sim! Houve ocasiões em que o meu “serviço de amor à igreja” me fazia sentir em traição ao espírito da Palavra e aos modos de Jesus na vida.

 

Ora, quando isso se estabeleceu em mim como fato, e minha decisão foi a de sair da traição na qual eu estava vivendo, em adultério contra a verdadeira Igreja e em traição à essência de meu ser em Cristo, foi quando a Graça providenciou o “Dilúvio” que tirou de tudo aquilo e “resetou” meu caminho no Evangelho outra vez.

 

Amo a muita gente. Mas todos os meus amores não valem o que tenho em Jesus. Por Ele vale a pena tudo; vale a pena qualquer coisa; vale à pena a morte quanto mais a dor, ou qualquer derivado dela.

 

Qualquer coisa em mim vem depois de minha identidade essencial. No meu caso, se perguntado no universo quem sou, não titubearia em dizer antes de tudo que minha identidade é “sou de Jesus”, e não meu nome ou qualquer outra coisa.

 

Supondo que ao morrer a pessoa tivesse que procurar a sua “casa eterna” [não é assim, todavia], não procuraria pelo meu pai, nem pelos dois filhos meus que do outro lado já estão, e nem por qualquer dos apóstolos ou profetas. Apenas procuraria saber “onde Jesus assiste”.

 

Minha casa, minha cama, meu pão, minha água, e meu poder para amar — têm sua fonte e significado apenas em Jesus.    

 

Jesus me é tudo; e tudo o mais é conseqüência menor.

 

Foi o Espírito avivando a Palavra o poder divino que infiltrou o amor de Cristo em mim.

 

O mais é simples: Quanto mais você se joga na fé mais a fé se enraíza em você!

 

 

Um grande beijo para você!

 

 

Nele, em Quem amar é conhecê-Lo,

 

 

 

Caio

 

10/02/08

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