Português | English

Cartas

PASTOR, EXISTE ELEVAÇÃO ESPIRITUAL PELA VIA DE DROGAS?

PASTOR, EXISTE ELEVAÇÃO ESPIRITUAL PELA VIA DE DROGAS?

-----Original Message----- From: Décio Sent: segunda-feira, 6 de outubro de 2003 12:59 To: contato@caiofabio.com Subject: Questões ******************************** Querido Décio: Paz! Vou responder dentro de seu texto, ok? Caio ********************************* Mensagem: Rev. Caio, Gostaria de sua opinião sobre os seguintes pontos : 1 - É admissível considerarmos os personagens bíblicos do VT, em especial os descritos no Pentateuco (Caim/Abel/Abraão etc.), como figuras fictícias, criadas pela cultura judáica ? Se for assim, qual o impacto que isso pode ter na nossa convicção sobre a Bíblia? **************************** Resposta: Não é admissível, até porque eu existo como homem, e sou a prova de que eles são históricos, pois, eu mesmo, que sou idêntico a eles, não sou uma ficção. Portanto, essa é uma questão para seres alienígenas, não para seres humanos. Quem diz “eu sou”, sabe que eles não são obra de ficção, pois eles nada mais são que seres como nós mesmos. Negar a existência deles é negar a nossa. E se assim fosse, não haveria ninguém humano para levantar a questão. Portanto, não haveria a questão. A questão é a prova na medida em que demonstra como o homem tem dificuldade de aceitar o homem. E isto é irrefutável. **************************** 2 - É possível que esses personagens, se verdadeiros, se utilizassem de drogas naturais como parte de suas buscas ao divino ? O jejum bíblico pode ser comparado ao uso de alguma droga natural na busca de maior comunhão com Deus ? ****************************** Resposta: Não! Eles não precisavam de drogas para experimentar as suas “elevações”. Meu pai não usa drogas e já foi ao Terceiro Céu. O jejum, de fato, pela eliminação dos elementos tóxicos que anestesiam boa parte da nossa própria sensorialidade psico-orgânica, nos torna mais sensíveis para certas percepções; sobretudo acerca de nós mesmo, especialmente no que se relaciona ao nosso espírito e ao nosso mundo sub-consciente. Portanto, não há como negar o papel “sensibilizador” do jejum, mas não há como atribuir a ele um poder-inerente que o faça uma “espécie de mediador” entre o homem e a divindade. Ou seja: o jejum não predispõe Deus para mim; ele me predispõe a Deus; e, sobretudo, predispõe a mim mesmo para minha auto-percepção. Um beijão, Caio