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Cartas

PASTOR, AS LÍGUAS SÃO PARA HOJE?

PASTOR, AS LÍGUAS SÃO PARA HOJE?

-----Original Message----- From: Ezequiel To: contato@CaioFabio.com Subject: As Línguas Estranhas... Mensagem: Pastor Caio, graça e paz! Nasci e me criei em uma igreja pentecostal. Hoje sou membro de uma igreja tradicional. Tenho dificuldades em relação à questão da utilidade do dom de línguas hoje. Certa ocasião, minha família estava reunida em um culto doméstico, bastante informal e descontraído...eu estava de bermuda e camiseta, muito à vontade, estávamos todos de mãos dadas orando por ocasião do término da reunião...e, aí então, comecei a falar em línguas estranhas sem se quer estar esperando ou pedindo isso. Trata-se de emocionalismo? Hoje, quando oro e me alegro na presença do Senhor em meu quarto ou na presença de meus irmãos pentecostais, falo em línguas estranhas, porém, quando em minha atual igreja, na presença de meus irmãos tradicionais, evito fazê-lo, respeitando suas opiniões. Caro Pastor, o que o senhor pensa sobre isto? Conto com a sua orientação. Glorifico a Deus pela sua vida. Com carinho. Ezequiel (viciado em café e dependente da Graça). ___________________________________________________________ Meu querido: Escrevi há uns 15 anos um livro intitulado “Espírito Santo, o Deus que vive em nós”. Nele falo do tema e dezenas de outros correlatos. Penso o que o N.T. nos ensina. Nada mais e nada menos. Falo em línguas...há muitos anos...mas ninguém jamais me ouviu falar em público uma “língua estranha”, mas apenas usar a minha própria língua para a edificação dos ouvintes. As línguas edificam o individuo. A profecia—exortação, ensino, pregação—edificam a igreja. Aquele que ora em línguas tem um recurso psicoterapeutico extraordinário à sua disposição. É um canal de transbordamento do inconsciente e que expressa a Deus aquilo que não cabe na lógica das palavras. Tudo seja feito com saúde, decência, ordem e para um fim proveitoso. E não esqueçamos: assim como os fariseus oravam nas praças, em público, para mostrar sua superioridade espiritual, assim também, no meio cristão, muita gente fala em línguas, em público, contrariando I Co 14, pela mesma razão: mostrar a pseudo-espiritualidade. Além disso, nos grupos onde o falar em línguas é “sinal e evidencia do batismo no Espírito Santo” —o que, posso garantir, não é!—muita gente “aprende” a falar em línguas para não ficar fora do clube dos espirituais. Daí, normalmente, os membros da mesma igreja ou do mesmo grupo de oração—ou ainda da reunião da profetiza mais próxima—falarem quase sempre em línguas idênticas ou parecidas. Assim, cria-se um Yazigi de línguas estranhas...ou...um Brasas...se a reunião for mais quente. Creio em tudo o que o N.T. ensina. Não creio é no modo como na maior parte das vezes a igreja pratica tais coisas...como em geral acontece. Quanto a quando falar...“o espírito do profeta está sujeito ao próprio profeta”. Sugiro que você leia I Co 12,13,14. Está tudo lá. E não mudou. Nele, Caio