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Cartas

PARA-CAIO! - EU NÃO!

PARA-CAIO! - EU NÃO!

 

 

 

 

 

 

----- Original Message -----

From: PARA-CAIO! - EU NÃO!

To: contato@caiofabio.com

Sent: Tuesday, February 19, 2008 11:06

Subject: PARA-CAIO!

Caio rapaz!

Sem querer fazer trocadilhos, todavia fazendo. Em toda a construção de um edifício é exigido um PARA-RAIO, a fim de livrar seus habitantes de um dano letal.

Depois de ler sobre as diversas tempestades classe 5 narradas aqui em teu site, de fato, constato que as pessoinhas estão realmente necessitando de um PARA-CAIO, a fim de livrá-las na habitação dessa vida de um dano letal.

Continua firme como sinal do Eterno para O Caminho.

Um beijo para ti, e para os teus.

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Resposta:

 

 

Meu mano: Graça e Paz!

 

 

Eu não paro nada, muito menos raio. De fato, eu caio antes e ante o raio. Já fui para-caio e me estrepei. Não que tivesse buscado isso, mas pelo simples fato de achar que poderia ser que fosse assim. Hoje sei que não possível.

 

Também não carrego fardos que não são meus. Eu não posso. Posso me alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram, mas não posso ser a alegria deles e nem as lágrimas.

 

Faço o que posso, mas não durmo em estado de vigilância messiânica. Ao contrário: descanso cada vez mais o máximo que consigo.

 

Já andei triste no passado com as cobranças que sofria até mesmo aqui no site, e isso da parte de pessoas que escrevem e julgam que se eu não responder, é porque não quis fazê-lo; embora nem sonhem com a quantidade de cartas que recebo toda hora, toda meia-hora, cada cinco minutos, cada minuto, e, certos dias, em estado de repique momento a momento: é abrir e pipocar o tempo todo.   

 

Também não respondo a ninguém que escreva ofendendo ou insistindo em questões que não existem. Delete! É o que faço. Não sem orar pela pessoa, pedindo ao Pai que mostre a ela a verdade do Evangelho de Jesus.

 

Jesus é meu para-raio e meu pára-quedas.

 

Cada um, no entanto, em humildade e simplicidade, sirva conforme foi chamado. E é isso que busco fazer todos os dias, mas sem neurose alguma, buscando só fazer com amor, pois, de outra forma, não me aproveitará pessoalmente em nada.

 

Há alguém no V.T. acerca de quem se diz que sobre ele foram penduradas muitas responsabilidades da casa de Israel. De certa forma entendo que se não quiser ter responsabilidades maiores, então que sepulte o dom de Deus em mim. Pois, sei que o dom de Deus em prática na vida implica em responsabilidades conforme a natureza do dom da Graça. Digo isto porque sei que carrego algumas responsabilidades maiores que a maioria, em razão do Evangelho e da manifestação do dom de Deus em minha vida.

 

No entanto, deixo claro o tempo todo que sou apenas um mendigo que sabe o caminho do Pão apenas porque por misericórdia já venho comendo dele há algum tempo.

 

Obrigado pelo carinho!

 

No meu livro “O Enigma da Graça” falo do processo de totemização e de suas conseqüências. Por isto, mais do nunca, fujo de tudo que não expresse o que é verdade de Deus em mim e por mim alcançada como base cotidiana.

 

Minha alegria é quando encontro gente que sabe reverenciar sem adular; que sabe amar sem idolatrar; que sabe apreciar sem se viciar; que sabe a importância sem esmagar; que sabe o significado sem abusar; que sabe da fraqueza sem pisar; que sabe da humanidade relativa sem escândalo; que sabe dos gostos sem julgar; que conhece os limites sem impor novas fronteiras; que sabe para si sem desejar que isso seja lei para os outros. Sim! Pois é desse modo que trato a todos!

 

Esses são aqueles que [como você] amam sem seqüestrar!

 

Receba meu beijo!

 

 

Nele, que cuida de nós, de cada um de nós, e de mim também,

 

 

Caio

 

20/02/08

Lago Norte

Brasília

DF