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Cartas

PAIXÃO: livre para não se auto-enganar!

PAIXÃO: livre para não se auto-enganar!

 

 

 

 

 



-----Mensagem original-----
De: PAIXÃO: livre para não se auto-enganar!
Enviada em: segunda-feira, 9 de julho de 2007 11:14
Para: contato@caiofabio.com
Assunto: Paixão: Um momento como eternidade


Amado irmão e doce conselheiro, Caio: ·.

Após a leitura desse texto senti-me como que tendo lambido do mel do esclarecimento sobre o que eu vinha sentindo.

 

Pasme; pesava sobre mim um misto de desejo de pecar com consciência do erro que muito me perturbavam, porém após ler essas palavras sinto um bálsamo de paz e de equilíbrio que
sobre mim agora importam mais que o antigo sentimento de pecar. Muito mais!


Sabemos que Deus dá a força necessária para resistirmos ao erro e que devemos orar e estarmos atentos, sempre, para termos vitória sobre o pecado.


Mesmo assim nossa carne é podre demais e lutamos incessantemente com nós mesmos para não cairmos.

 

Tive vitória em Deus, reforçada por suas palavras.

Estarei orando por você e por todos nós; afinal somos todos iguais e caídos.


Deus te abençoe por tudo e pelo programa de TV.

 

Discernimento, equilíbrio, autocontrole e amor, aquele amor que faz; que age; que abençoa; o amor de Deus — seja sempre comigo e com você!


Um beijo "limpo" (ósculo santo) e com respeito, estima e apreço.

 

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Resposta:

 

 

 

Meu mano amado em Cristo: Graça e Paz!

 

 

Nenhum de nós vence o pecado. Sim! Ninguém! E esta é a razão de ser da Cruz de Jesus; pois, caso eu pudesse vencer o pecado por mim mesmo, fosse por minha própria força, autocontrole, santidade pessoal, vontade de ferro, e tudo o mais, ainda assim, jamais o venceria para o “lado de dentro”, no meu ser, no meu caminho interior, pois, eu mesmo sou caído, radicalmente caído; e, por tal razão, não há em mim poder algum que seja suficiente para enfrentar o “pecado que habita em mim”; ou seja: em minha própria natureza.

 

Jesus morreu por mim e levou minhas culpas e iniqüidades, pois, de outra sorte, nada que eu fizesse me tornaria capaz de enfrentar o pecado; posto o pecado só é vencido na Cruz; e, em mim, ele só é vencido pelo poder do amor de Deus, que é o fator que me “constrange”; e isso quando penso que Ele se fez pecado por mim, para que eu seja feito, Nele, justiça de Deus e graça de Deus na terra, entre os homens; e, antes disso, para mim mesmo, como justificação, alegria e paz no Espírito Santo.

 

Não lute contra o pecado pela via da justiça própria, pois, assim, você apenas o fortalece em você mesmo. Justiça própria e a jactância da Lei são os principais animadores do pecado na alma que almeja o gosto da transgressão.

 

O pecado já foi vencido. Jesus o venceu. E o bem de tal vitória de Jesus só é meu quando (pela fé) desisto de todos os processos de auto-justificação; e, sem justiça própria, confio por inteiro no que Jesus fez por mim; e que já está consumado para sempre.

 

Este é o paradoxo da Graça:

 

Em Cristo sou livre da condenação do pecado a fim de que salvo de todo juízo; e, por essa razão (grato pela salvação recebida pela Graça), vivo uma vida sem culpa; e sem culpa apenas porque ela já foi tirada, embora eu mesmo ainda a conheça como consciência de transgressão; do contrario, a Graça seria o caminho piedoso para a criação de psicopatas (ou seja: de pessoas sem culpa alguma, do ponto de vista do reconhecimento psicológico da transgressão como dor quando ela é real).

 

Todavia, se creio no que “Está Feito”, então, pela fé, descanso; e, por tal descanso e entrega, os poderes e pulsões do pecado se aquietam em mim; pois, já não existe em mim a disposição de vencê-lo por meios próprios, e, dessa forma, não tendo onde pegar em nós, o pecado vai murchando... Embora, creia, ele nunca desista; até o fim.

 

Gostaria muito que você lesse meu livro “Sem Barganhas com Deus”, pois, eu sei que ele o ajudará muito.

 

Agora, descanse na Graça; e ande no amor de Deus, pois, no amor de Deus não há transgressão e nem tampouco se caminha como quem carrega um peso; pois, Jesus disse que “o jugo é suave e o fardo é leve”. E mais: se não for assim, então, também saiba: não será o Evangelho aquilo que você vier a chamar de evangelho.

 

Fique firme na quietude de espírito!

 

 

Receba meu carinho e toda a minha reverencia pelo caminho de Deus com você!

 

 

 

Nele, que já nos livrou da Lei do pecado e da morte,

 

 

Caio

 

09/07/07

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