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Cartas

OUVINDO A VOZ DE MINHA ALMA

OUVINDO A VOZ DE MINHA ALMA

 

 

 

   

OUVINDO A VOZ DE MINHA ALMA

 

 

 

 

Sinto que minha alma pede para descansar. Ela quer lazer. Ela reclama por sol. Ela me pede carinho. Ela deseja ninar. Ela está cansada. Ela pede a mim que lhe dê um tempo para repousar.

 

Interessante. A alma descansa sempre de modo oposto ao pólo ao qual ela mais se dedica. Músicos descansam da música que lhes dá alegria no viver. Mecânicos descansam das máquinas que lhes dão alma de mecânico. Negociantes descansam não pensando em dinheiro, ou, então, gastando-o. Somente a alma do play-boy crônico não descansa, pois este jamais pensa em trabalhar para descansar. E como vive de férias, só descansará quando for salvo pelo trabalho.

 

Quem trabalha em atividades paradas e mecânicas, mesmo que isso implique em relação de atendimento ao público, tende a gostar de uma “happy hour” para desconcentrar-se da rotina, e para nelas despertar a sadia alegria vadia. E assim é com todo aquele para quem o encontro humano é mecânico, rotineiro, formal, tenso ou obrigado.

 

Mas para alguém que lida com a condição humana de modo profundo, amplo e complexo, uma “happy hour” só será uma ‘hora feliz’ se a pessoa estiver em silencio e num ambiente de tranqüilidade.  E mesmo o encontro humano, em tais casos, precisa ser completamente livre de qualquer peso ou preocupação com as pessoas com as quais aquele que busca o descanso esteja se relacionando no lazer, pois, do contrário, todo lazer, mesmo desse tipo, não trará descanso à pessoa que o busca.

 

Descanso demanda nudez. Descanso exige liberdade. Descanso se alimenta do conforto que vem da verdade de ser, sem preocupação com nada além de ser. Por isso descanso inclui no máximo a família ou a pessoa amada além da imagem, ou o amigo da mesma essência.

 

Como disse, creio que minha alma está pedindo descanso, recesso, silêncio. Mas como por hora não posso fazê-lo de tudo, decidi fazer numa área que está mais sob o meu controle: a Internet; e, nela, o meu site. 

 

Vi que estava precisando descansar de computador quando percebi o esforço que venho fazendo nos últimos dias para abrir o note-book e trabalhar. Estou cansado de responder e-mails. Estou cansado de lê-los. Estou cansado de não dar conta de ver tudo, quanto mais de responder. Estou cansado até de abrir o computador.

 

Assim, decidi me respeitar. E o meu respeito por mim assim se manifestará: ficarei até o final da Semana Santa me sentindo totalmente livre de preocupação com e-mails relacionados ao site. Escreverei apenas se sentir vontade. Mas é provável, nesse caso, que eu escreva apenas Reflexões e Devocionais.

 

Espero que neste período, ao invés de me escrever, todos os que o fariam leiam o site, o máximo que puderem; pois, eu sei que o proveito já será maior do que se me escreverem.

 

Estarei na rádio do site e nas reuniões do Caminho, e também fazendo atendimentos locais. Depois da Semana Santa eu volto à Internet, se Ele permitir.

 

As atividades do site e ele próprio, estarão em pleno funcionamento, e as notícias nele, sobre o “Caminho”, “Israel”, ou coisas do site, estarão sendo atualizadas pela Ana e pela Lesimar.

 

Quem precisar me escrever com urgência, faça-o para ana@caiofabio.com Se for algo relacionado ao “Caminho em Brasília”, escreva para cacau@caiofabio.com

 

 

 

Um abração!

 

 

Nele, que nos chama ao Descanso e ao descanso, pois, Ele mesmo descansou de Suas obras,

 

 

Caio

 

29/03/07

Lago Norte

Brasília