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Cartas

OS EVANGELISTAS:  DAVID COOPERFIELD E CONDE DRÁCULA...

OS EVANGELISTAS: DAVID COOPERFIELD E CONDE DRÁCULA...



Quando David Cooperfiel e Conde Drácula atacam de evangelistas...é um problema...você vai já saber o por quê. Mas não agora... Agora o que me interessa é dizer o seguinte primeiro: Tem gente que creu de alguma forma no evangelho. Outros conhecem Jesus e Sua Palavra...conhecem e são conhecidos por Deus. O que vou dizer a seguir não é nada senão a confissão de um homem que está disposto a morrer pelo que crê e conhece. Quando Jesus se revelou a mim numa noite de quarta-feira, em 1973, em Manaus, Ele de fato o fez...não foi historinha. Não foi uma experiência religiosa...foi com Deus. Ele se revelou a mim e eu encontrei com Ele! A seqüência do Caminho milhares pessoas em Manaus e depois em quase todos os lugares...ficaram sabendo...as pessoas viram. A mensagem da Cruz penetrou meu ser. Como me disse Eduardo Mascarenhas, na noite em que me fez a boa confissão de ter crido no Evangelho, após ouvir a Palavra que lhe anunciara: “Fui transfixado nas paredes do cosmos nos braços infinitos de Deus”. Pois é... Cri que a Graça de Deus era maior que tudo. Cri que tudo era Graça. E foi isto que preguei incansavelmente. Escrevi livros sobre isto... “Seguir Jesus, o mais fascinante projeto de vida”—escrito em 1985—dizia isto com toda explicitude. Eu cria que havia um jeito de Jesus tratar a tudo e tratar a todos...exceto aqueles que se faziam juízes do próximo. Para mim o Evangelho gritava isto...era impossível não ver e ouvir aquela comunicação multi-sensorial. Ninguém jamais me viu brincando com a Palavra—nem nos piores momentos!—ou tentando adaptá-la a meu favor. A benção é que tudo o que eu cri antes equivale a tudo o que creio hoje—no que concerne à Cruz de Cristo—e está escrito... Assim, nem os que desejariam poder calar-me podem sistematizar incoerências entre o antes, o durante e o depois...em qualquer fase da minha existência consciente em Cristo. Podem indicá-las em minha vida, mas nunca na mensagem. Seja Deus verdadeiro e Caio Fábio mentiroso...mas a Palavra de Deus não será adulterada...e nem a Cruz de Cristo ignorada. 1998...ano de morte e dor! Nunca me senti tão flagrantemente exposto contra tudo o que cri, creio e crerei como em 1998. Estava me sentindo vulnerável pela culpa, pela tristeza, pela sensação de haver morrido para sempre aos olhos de muitos, tendo como castigo continuar a assistir como um fantasma...a sombra de sua própria quase-vida-quase-morte. Mas nem naqueles dias mais escuros, culpados, aflitos, perdidos do tempo...interrompidos...jamais passou pela minha cabeça, alma, coração, inteligência, emoção, afetividade ou no espírito...a mais leve possibilidade de que eu estivesse “afastado” de Deus ou que houvesse “caído”. Por isso tanta gente ficou com raiva de mim...e morreram com raiva, pois, aceitar aquelas categorias tais quais elas se apresentam...para mim seria uma negação da fé. Aceitar aqueles “slogans” negaria a obra da Cruz por mim desde antes da fundação do mundo. Aceitar aquelas lorotas moralistas me faria negar a Cruz de Cristo na qual eu morri; seria negar a Ressurreição, na qual eu ressuscitei; seria descrer da Ascensão de Cristo, em Quem e com Quem Já estou assentado nas regiões celestiais...acima de todo principado, potestade e poder...salvo para sempre! Eu sabia que nada poderia me separar do amor de Deus. Muitas coisas poderiam ser separadas de meu amor por Deus...mas nada poderia me separar do amor Dele por mim. Por isto Ele é o meu Salvador e eu não sou o salvador Dele! Afinal, se o negamos, Ele por Sua vez nos negará. Mas se somos infiéis, Ele, todavia, permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo. Eu cri no meu coração e confessei com a minha boca...a Palavra está dentro de mim. Eu não precisava nem ir ao inferno acordar a Jesus da morte e nem ao Céu para TRAZÊ-LO à Terra para me redimir outra vez. Está consumado!—Ele gritou uma única vez e eu não preciso ouvir outra vez para re-crer todas as manhãs... Eu cri para sempre! E nunca foi uma questão intelectual ou teológica. Era relação, comunhão, certeza, e, agora, naqueles dias, era dor vivida como tal na Presença de Quem sofria comigo, pois já pagara por mim todos os meus pecados. Assim, aquela experiência me levou para bem mais junto da consciência da Cruz. Pois bem, no meio dessa situação e com o mundo caído caindo na minha cabeça, a alma respirando o vento oriental que fez Jonas pedir para si a morte...aconteceram-me duas histórias insólitas. Primeira História: David Cooperfiel em meu escritório Eu estava de saída para o aeroporto do Galeão a fim de embarcar para os Estados Unidos. O mundo já havia acabado fazia uns dois meses... Recebo um telefonema. É um empresário cristão. Pede que eu espere mais quinze minutos na Fábrica de Esperança, pois ele estava indo me levar uma proposta de ajuda para a Vinde TV e para a Fábrica. Fiquei aguardando. Ele entrou com outros três homens. Não gostei de não ter sido informado de que haveria aquele séqüito como assembléia para a nossa conversa. O empresário é um homem bom...quase ingênuo. Com ela estava um pastor vestido a caráter e ligado a uma igreja pentecostal histórica, segundo me informou. Havia também um homem forte, negro, vestido de modo menos formal...e também um homem branco, com a camisa aberta até a altura do peito...e uma cara de quem já viu e já fez muita coisa. O pastor vestido de pastor pediu para orar. Eu disse que sim. Quando ele terminou sua sóbria e serena oração, o homem de pela negra...e que parecia ser mais solto...botou a mão no meu peito e começou a tremer todo e a profetizar. Na mesma hora o Espírito me testificou que aquilo era um blefe...que o pastor e o empresário não sabiam de nada...mas que aqueles dois estavam mal intencionados. Senti que alguém deu um passo atrás... Abri o “rabo do olho”... Lá estava o “outro”, o da camisa aberta até ao meio do peito, em pé, encostado num sofá preto que havia lá... Então...muitas “línguas” daquele que impunha a mão no peito. É agora...é agora...é agora Senhor...opera agora!!!! Eram os grito dele. E eu ali olhando aquela cena patética, de pessoas que pensavam que eu estava tão frágil que havia perdido completamente o discernimento espiritual. O empresário e o pastor me assustavam pela imaturidade de pensarem que bastava chegar lá, não dizer nada, e saírem orando—sendo que o anuncio feito havia sido um outro. A menos que valha mentir para “pegar alguém para uma oração”—nesse caso essa oração teria que carregar as energias de uma macumba. Os outros dois estavam pensando que naquele estado eu deveria estar tão assustado, que creria em qualquer pirotecnia e que me impressionaria com o circo que eles haviam montado nas costas dos outros dois...e supostamente na minha. Bum! Uma explosão! O homem com a mão no meu peito gritou histericamente: É fogo, Senhor! O rio está passando! Liberta agora Senhor! Eu peguei a mão dele...que já estava no meu peito...e prendi contra o meu próprio peito, e dei apenas uma inclinada de corpo para frente...que já o fazia começar a ficar em posição de ajoelhamento diante de mim...então, afastei-o, e disse: Quem explodiu essa cabeça-de-nego?—era o nome daquela “bomba”. Foi o diabo...não foi cabeça-de-nego não, pastor!—diziam os dois. O empresário e o pastor estavam estatelados. Foi uma cabeça-de-nego e foi jogada em baixo do sofá preto...e eu vi—afirmei olhando até as entranhas da alma dos dois. Levantei o sofá...lá estavam os restos do “catolé”. Papel, pólvora, e o tapete rasgado... Abri a porta. A secretária estava assustada. Alguém chegou perto desta porta?—indaguei dela. Não, claro que não. O que houve?—quis, obviamente, saber. Não disse nada. Fechei a porta, olhei para os dois, e disse o seguinte: Você estão pensando que eu sou aqueles seres intimidados...que vocês enganam por aí com suas mágicas feitas em nome de Jesus para enganar os incautos? Por baixo daquela porta nada passaria...não cabe...não há espaço entre a porta e o tapete. Eu vi você andar para trás...senti o cheiro de pólvora queimando antes de haver explosão...sou horrivelmente olfativo...quando explodiu, não me assustei nem por um segundo...estava esperando...entenderam? E continuei: Olhem bem para mim. Se o diabo quisesse me assustar ele mesmo sabe que jamais seria com qualquer tipo de mágica, pirotecnia ou aparição. Para ser franco...mesmo agora...ele sabe que eu não me assustaria com nada dele...tenho mais temor da maldade dos homens...o diabo sabe que estou debaixo do Sangue de Jesus...os homens é que não sabem. Agora, saiam daqui imediatamente por que eu tenho um vôo a pegar. O empresário saiu “passado”, o pastor entristecido por ter sido envolvido naquela fraude espiritual, e os dois foram-se com o rabo entre as pernas e a cabeça baixa dizendo “Desculpa reverendo”. Segunda história: Conde Drácula ataca na praça Não muito tempo depois eu estava andando numa praça...era uma feira...centenas de pessoas estavam ali...eu estava tranqüilo vendo uns quadros que haviam me chamado a atenção. De repente levei um sopapo no ombro. Era um homem alto, com uma Bíblia preta na mão, com o dedo na minha cara e que dizia em alto e bom som—a ponto de muitos pararem para ver—que Jesus tinha mandado ele ir dizer para eu me arrepender, senão... Irmãos, me perdoem a franqueza, mas eu não posso negar que conheço a Jesus. Sei quem Ele é para mim e quem eu sou para Ele...já sei da pedrinha branca...já não posso ser retirado do amor de Deus. Olhei para o homem...ouvi os brados de sua voz...senti o espírito de juízo que nele havia...percebi como ele queria fazer descer fogo dos céus sobre os samaritanos...e como se ele pudesse cortaria a minha orelha...mas Jesus iria curá-la...ele é que não sabia... Honestamente? Bem, perdi a cabeça...subiu-me uma ira... O homem insistia que fora Jesus quem o mandara me parar no meio da praça...num assalto...e me gritar aquelas coisas. Não havia nenhuma graça na voz dele...só juízo e doença. Confesso que por pouco ele não apanhou...mas sentiu que ia... É horrivelmente fácil para um homem se sentindo oprimido passar do Evangelho da Graça para o dos Gracie. E o homem sentiu que tinha entrado pela porta errada e não sustentou a profecia. O repreendi em nome de Jesus. Enfiei o dedo quase dentro do olho dele e disse: Tira essa trave daqui...então você vai enxergar melhor o cisco do meu olho. O homem tremou nas bases. Profetizou? Tem que sustentar!—disse eu. Ele viu que eu poderia estar como estivesse, mas que nem por um segundo meu coração se curvaria ao medo e a tirania da loucura dos que se escondem atrás do nome de Jesus a fim de dizer o que eles não tem coragem. E pior: para pregar uma mensagem que nega a Cruz de Cristo...não pelo convite ao arrependimento...mas pela energia de desamor e ódio da qual já vinha carregada. O pobre do grande e forte homem quis fugir, mas não deixei. Segurei-o firme...e preguei para ele. Comecei dizendo que quem fala em nome de Jesus fala com amor e que no amor não há medo. Indaguei de onde vinha aquele medo na cara dele. E continuei: Vem do fato que você sabe que você encontrou um homem de Deus e de Deus um homem...e que você tem que respeitar o homem de Deus porque se não...você vai aprender a respeitar o homem...e você já viu que não dá para encarar nenhum nem outro... Agora, deixa eu dizer para você uma coisa. Tá vendo aquele homem ali no meio da praça?—e mostrei-lhe um senhor com lábios leporinos, e que me dissera ao vê-lo abordar-me daquela forma, algo que viera de Deus. E prossegui: Ele disse que você carrega a Bíblia, mas faz mal uso dela...que você vive aqui oprimindo as pessoas...que você não tem amor...o incrédulo enxerga você e você não se enxerga? Enquanto isto ele estava sabendo que eu o havia segurado firme pelo braço e que não valia correr. Como? ele não me conhece! como pode me julgar?—indagou ele. Ah! Mas e seu disser a você que foi Jesus quem falou com ele? Você acredita?—perguntei com firme e declarado sarcasmo. Não! Ele não me conhece, ele está me julgando!—afirmou gaga e desesperadamente aquele homão. Continuei... É! mas como eu sou público...você acha que me conhece...e como você acha que sou um “peixe grande” e que estou todo quebrado...você pode vir aqui...supostamente em nome de Jesus...me dizer aquilo que você não agüenta ouvir daquele homem ali...que vê você todo dia aqui...e que conta o que você é e faz? Meu irmão, você não sabe de que espírito é...? o Filho do Homem não veio para isto. E olhe bem fundo no meu olho...Ele me conhece e eu o conheço...Ele jamais falaria comigo assim! Exorcizei-o em nome de Jesus. Bem, estou dizendo isto porque hoje eu vi o mesmo homem fazendo a mesma coisa com outra pessoa...e fui lá. Sábado passado tirei um revolver da mão de um homem cheio de ira... Hoje era o dia de tirar uma espada da mão de um guerreiro maluco. O revolver mata, mas não mata a alma. A espada mal manejada pode levar as pessoas para a segunda morte. Fui para tirar a Bíblia dele e mandá-lo para casa pensar e só devolver-lhe a Bíblia se ele viesse buscá-la em minha casa. O homem ficou branco, amoleceu todo... Peguei nos braços dele—que são fortes—e senti que o homem estava descaído. Falei tudo de novo...e disse a ele que aquilo ali era um desserviço ao Evangelho do Reino. Aquilo era assalto...qualquer cidadão tem o direito de dar voz de prisão a quem o abordar com tamanho desrespeito...e, no mínimo, chamar o guarda para testemunhar a agressão verbal, emocional, psicológica e religiosa feita em nome de Deus. Foi embora pálido e desconcertado. Eu nunca mais esquecerei o rosto dele. Ele certamente não gostaria de me ver naquela praça...mas passei a gostar de ir lá...estou pensando em passar a freqüentar o lugar. O Evangelho da Cruz está sendo usado como o cristianismo quase sempre o usou: a cruz é apenas o punho da espada...e em nome de Jesus qualquer maluco surta como profeta e sai espetando gente por aí... Essas duas histórias são verdadeiras caricaturas do modo farsante, amedrontador, oportunista, ensandecido e opressor como se usa a Bíblia e como se estraga o Bom Nome que sobre nós foi invocado... Misericórdia quero...não sacrifício—continua a implorar o Senhor! Quanto ao mais, ninguém me moleste...pois eu trago no ser a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! Caio Escrito em JULHO de 2003