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Cartas

Os dons do Espírito cessaram?

Os dons do Espírito cessaram?

-----Original Message-----
From: Sérgio
Sent: domingo, 13 de julho de 2003 00:34
To: contato@caiofabio.com
Subject: Os dons cessaram?

Mensagem:

Amado pastor,

Rev. é coisa de presbiteriano? Se é, gostaria de saber o seguinte: Qual sua opinião sobre os dons espirituais, ele cessaram? Todos cessaram ou só alguns? Ou não cessou nenhum?

Obrigado por sua atenção, e seu site é o máximo. Tenho sido abençoado com suas reflexões e respostas às cartas respondidas.

Um grande abraço de alguém que admira sua "nudez".

Sérgio




Resposta:

Meu querido Sergio,

Alguém que diz que crê num Deus Soberano e que afirma crer que quando Cristo subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens, jamais poderia nem crer nem aceitar que qualquer coisa tenha cessado como uma espécie de “dispensação”.

Se os dons são segundo a Graça, conforme Paulo, então, se eles houvessem cessado, a Graça também teria que ter cessado.

Os dons estão aí... Somente aqueles que transformaram o serviço a Deus em “negócio clerical” —e que, portanto, crêem que os “sacerdotes de seminário” são os substitutos para aquilo que antes era crido e visto como dons que existiam em cada membro do Corpo de Cristo— é que desejam fazer crer assim.

Os dons, conforme o Novo Testamento, acabam com a “profissão especializada” de pastores e teólogos.

A “igreja” que substitui a Graça pela “profissão clerical” é que precisa advogar o inadvogável; ou seja: que os dons cessaram. Ninguém em sã consciência defenderia tal tese, a não ser em causa própria, e, também, fazendo a confissão de que houve um encolhimento na ação da Graça.

Sei que os dons não cessaram porque a Palavra os afirma, eu os conheço e experimento, e vejo a evidência deles no meu caminho desde sempre.

Os dons não cessaram... O que cessou foi a vergonha na cara, tanto daqueles que os negam como também daqueles que os manipulam no mercado da fé, transformando em algo “falso” aquilo que só existe se for genuíno.

Um grande abraço,


Caio