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Cartas

ONDE EU PREGO SE A IGREJA NÃO ME DÁ CHANCE?

ONDE EU PREGO SE A IGREJA NÃO ME DÁ CHANCE?

--------- Mensagem Original -------- De: "Amigo Impotente" Para: "contato@caiofabio.com" Assunto: Que inveja do Amigo Indeciso! Data: 20/09/03 11:54 Mensagem: Lendo a mensagem do amigo indeciso, me despertou uma inveja dele, pois fiz a minha escolha há cinco anos, e até agora nada pude fazer para a realizar. Tenho muitas pregações, músicas sobre fé, etc... Já tentei esquecer, mas Deus sempre me diz para acreditar. Só que me sinto impotente nesta situação. Ás vezes, acho melhor nunca ter nascido. ____________________________________________________________ Resposta: Amigo Impotente: Poder e Graça sobre a sua preciosa vida! Quando li o tema de sua carta, pensei que você iria falar de "outra coisa". Então veio o tema da "impotência" ministerial. Deixe eu dizer uma coisa bem simples a você. Na minha opinião, quando o problema de alguém é como o seu, e se relaciona ao "ministério", na maioria das vezes, o que ouço é a queixa de que ninguém da "uma oportunidade". Para pregar e cantar o amor de Deus, você não precisa de oportunidade: a vida é a oportunidade! O problema é que o "profissionalismo" do serviço cristão, tem acabado com aquilo que antes era tão natural quanto respirar. Dois exemplos: 1. Quando encontrei o Senhor, não consultei carne e sangue, e saí pregando para todo lado. Virei um carro velho: onde pára, prega! Então, depois que minha vocação era insofismável no Senhor, é que os “pastores” começaram a me dizer que eu deveria ir ao Seminário me "preparar". Eu não aceitei. Queria apenas continuar fazendo aquilo que eu já estava fazendo. Depois de minha não "ordenação oficial" começar a ser um problema para a "igreja"--afinal a cidade toda me considerava um pastor--, é que "eles" me propuseram a "ordenação" sem ir ao Seminário. Ou seja: eles apenas "confirmaram" o que já era um fato. 2. Quando aconteceu o “meu Dilúvio”, em 1998, houve pastores que disseram que eu não poderia mais pregar. Houve até que fosse a televisão dizer isso. Também me lembro de uma conversa que meu filho Davi e eu tivemos com um diretor de uma grande instituição evangélica no Brasil--isso já em 2001--, na qual ele disse que os "pastores estavam indispostos" a me ouvir pregar. Respondi o seguinte: Meu irmão, eu comecei aos 18 anos sem consultar carne e sangue. Você acha que hoje eu vou fazer diferente? O povo que eu quero alcançar com a Palavra é o mesmo de sempre: os que não conhecem a Palavra por ainda não teriam sido expostos a ela. Esses são bilhões no planeta. Você acha que eu estou pedindo ou precisando de "validação" humana para aquilo no que sei que carrego a validação divina? Ou seja, meu querido: se você tem as mensagens, pregue-as; se tem as canções, cante-as. E se na "igreja" não lhe dão "oportunidade", melhor ainda. O mundo está cheio de esquinas, becos, atalhos, praças, e, sobretudo, cheio de gente querendo ouvir. Portanto, não comece errado. Começar errado é pensar que o lugar onde se deve pregar é o púlpito de uma instituição religiosa. Sua paróquia tem que ser o mundo, e nos ajuntamentos da fé você pregará se eles discernirem que você tem o que dizer. Se seu desejo é ensinar, comece por convidar seus amigos para virem à sua casa ou a qualquer outro lugar--pode ser um Café--, e ensine a Palavra. Não fique encurralado nessa "esquina" de sufocação de dons na qual a "igreja" se transformou. Comece sendo apenas você e fazendo as coisas conforme os dons da Graça que há em você. Tenho a dizer somente mais uma coisa: tome cuidado para que sua vontade de pregar não seja apenas uma "projeção" de importância comunitária que equivocadamente você chama de "meu dom". Vejo toda hora gente que foi feita para ser pé, querendo ser a boca. Resultado: só sai coice, e não tem graça. Não se impressione com nenhum status. Muita gente não tem o dom para aquela determinada coisa, mas gostaria de ter apenas pela alegria da honra. Quando é assim, é sempre um desastre. Espero que tenha me compreendido. Nele, que levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens, Caio