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Cartas

O que fazer com quem se converter?

O que fazer com quem se converter?

-----Original Message----- From: Oliveira Sent: sábado, 28 de junho de 2003 21:09 To: contato@CaioFabio.com Subject: O que fazer com quem se converter? Mensagem: Graça e paz! Querido Caio, Estou muito feliz pelo seu Site e por sua grande colaboração/ajuda em abrir as nossas mentes com a transparência da verdade. O que tem feito falta em muitas igrejas... Sempre o admirei pela sua franqueza, transparência, coragem de anunciar um Evangelho sem "rodeios" e interesses próprios. O motivo pelo qual lhe escrevo, é sobre a Evangelização. Tenho muitos amigos e familiares que ainda não são "evangélicos" e gostaria muito de lhes anunciar a "Palavra". O Grande Problema, é que não concordo com alguns métodos ensinados nas igrejas, onde anunciam a"palavra" mas "mata-se" a cultura e a crença dessas pessoas, não respeitando sua forma de pensar. Não gosto e acho incorreto o método onde se prega o “evangelho”... mas a Salvação está na sua "igreja" e por isso a pessoa deve visitar de "preferência" á sua “igreja”. Penso, que é o Espírito Santo que irá conduzir essa pessoa a tal denominação e não "nós"... impondo tal denominação. O que senhor pensa? Um grande abraço! Oliveira ******************************************** Resposta: Meu querido Oliveira, Jesus chamou homens e mulheres para segui-Lo. Pescadores, coletores de impostos, fariseus, lideres religiosos, prostitutas, homens do campo, jovens ricos, doentes, aflitos de alma, gente de todo tipo. A Igreja que Ele estabeleceu não tem em Pedro seu líder—se assim eu cresse me converteria Agora ao catolicismo e iria tomar a benção de João Paulo II. Somos Igreja erguida no fundamento dos apóstolos e profetas e Jesus é a Pedra de Esquina. O Corpo de Cristo é esse grande organismo vivo, no qual cada indivíduo é um membro. O Corpo só é visto na comunhão entre indivíduos e no ajuntamento deles. Igreja é esse ente invisível aos olhos humanos até que esses dois fenômenos aconteçam: indivíduos de reconheçam e uma comunidade se encontre para adorar, crescer na Palavra e na comunhão entre os membros do Corpo. O N.T. só conhece essa realidade. Jesus não disse: Ide por todo o mundo e registrai CGCs de igreja...quem tiver CGC será igreja, quem não tiver estará condenado. Tudo o mais que aconteceu nesse dois mil anos foi obra de Deus salvando a Igreja da “igreja”—mas infelizmente a gente enxerga os prédios e as placas, mas não reconhece os irmãos. Todo mundo sabe que eu não concordo com as coisas que os líderes de muitas denominações fazem, que, na minha opinião são perversões do caráter do Evangelho—o que ensinam...então...nem se fala! Mas hoje enquanto vinha da Barra para casa viajei com um motorista que freqüenta a igreja universal, e ele e eu tivemos um encontro de irmãos que, muitas vezes, eu não consigo ter com pastores de minha própria denominação. O que é isto? Ora, o que aqui digo é que o selo na testa daqueles que crêem no Cordeiro não se inibe com fronteiras de nenhum tipo. Portanto, pregue a Palavra...a de sempre...a Palavra eterna. E deixe o resto com o Espírito Santo. Ele sempre convence os filhos de Deus que a verdadeira fé implica em comunhão humana também. Assim, crendo em Jesus e estando vivo na Terra, cada um não saberá não encontrar sua própria comunhão. Isto pode acontecer em igrejas históricas, pentecostais, neo-pentecostais, etc...ou fora delas! Muita gente depois de um tempo percebe que aquele lugar não serve. Mas que seja o lugar que não serve. Muitos lugares não servem mesmo. Quando a pessoa sabe distinguir “lugar de culto”—com placa na porta—de Igreja—que tanto pode ter placa como não—então, acaba-se o problema. Considerem-me traindo a Jesus Cristo e Seu sangue no dia em que eu disser que Igreja são apenas aquelas casas que carregam essa “logo-marca”. Considerem-me do mesmo modo...se eu disser que a placa de “igreja” impede a existência da Igreja se reunir sob a placa. Em outras palavras: Igreja é incontrolavelmente invencível pois ela é em Cristo. Com placa ou sem placa...só não pode ser sem o Sangue e o Selo na testa do indivíduo. Meus Deus! Isto é mais óbvio que o sol. Não sofra com nada que não seja verdadeiro. Onde estiverem dois ou três...aí eu estou no meio deles—disse o Senhor. Há alguma reunião onde Ele esteja que não seja inerentemente Igreja? O oposto não é verdade. Em Laudicéia...que nem placa tinha, mas tinha a placa do orgulho no coração...o apelo de Jesus era para que abrissem a porta para Ele poder entrar. Ele estava fora. Auto-intitular-se igreja não garante a Presença de Jesus. É a sinfonia da fé e da comunhão em torno de Jesus o que constitui e estabelece a reunião da Igreja como válida. Assim, meu amado...pregue a Palavra. Se Jesus tivesse outra concepção Ele teria dito ao Gadareno coisa diferente: Vem comigo...anda aqui neste grupo...pois fora daqui não há salvação. Ele, todavia, disse ao Gadareno para voltar para casa, para os seus e contar-lhes tudo o que Deus fizera por ele. O que isto ensina? Porventura tal liberdade de Jesus não é oposto do que fazemos e ensinamos? Um grande beijo, Caio