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Cartas

O ORKUT PODE SER UM ORKUT MESMO!

O ORKUT PODE SER UM ORKUT MESMO!

 

 

 

 

 

 

O ORKUT PODE SER UM ORKUT MESMO!

 

 

 

De vez em quando alguém me escreve dizendo que conheceu “um outro alguém” que se dizia do “Caminho da Graça” ou “membro de minha comunidade” no Orkut, etc. — e que, em razão disso, me diz que teria aberto o coração com a pessoa e se apaixonado por ela.

 

O problema é que isso quase NUNCA dá ou deu certo...

 

Por ter encontrado alguém na “virtualidade” que gravita em torno do que digo e faço, a pessoa dá guarida à outra por achar que como a pessoa “lê o site do Caio” ou é do “orkut do Caio”, ela deve ser “diferente”...

 

Tolice!

 

Sim! Mil vezes tolice e mil vezes afirmo que isso é loucura, carência e imaturidade!

 

Não tenho Orkut e os que existem com o meu nome jamais tiveram qualquer interferência ou participação minha.

 

Já disse que fora do meu site não escrevo em lugar algum!

 

Já disse que detesto chats e conversas virtuais!

 

Além disso, é tema recorrente aqui no site o meu asco com esse negócio de ficar “paquerando” na virtualidade...

 

De fato eu detesto isso!...

 

Acho que quem fica “caçando” na Internet “tá

maus”... — pois, não se garante na vida real, debaixo do sol, e se esconde nesse ambiente franqueador de toda sorte de fantasias e criações de personalidade ficcional.

 

Então a pessoa “se abre” porque a outra pessoa supostamente “tem uma relação com o Caio”. Loucura. Quem tem relação com quem em orkuts e na Internet?

 

“Orkut” é “bom” pra quem está de “brincadeira”, mas não é lugar pra nada sério!

 

Hoje alguém me contou outra história desse tipo, e me disse que até da leitura do site se afastou. Todavia, embora a pessoa “esteja de volta” ao site, ainda assim me espanta o “mecanismo de transferência” que é feito.

 

Sim! A pessoa decide se abrir para a outra atribuindo isto a mim [... “encontrei a pessoa numa comunidade com seu nome no Orkut”...] e, ao decepcionar-se [por ver que o individuo é um sedutor profissional, e que diz as mesmas coisas para todas as mulheres], briga comigo, e não lê mais o site, e nem ouve mais a rádio, e desaparece...

 

Pelo amor de Deus! Assim é muita covardia!...

 

Não sou santo casamenteiro e nem o responsável por decisão alguma de ninguém!

 

Chega gente!

 

É hora de cada um crescer e não sair mais transferindo para mim as responsabilidades que são de cada um!

 

Para cada 100 histórias que ouço sobre encontros via Internet, 95 são histórias ruins e tristes.

 

De fato somente muita alienação de convívio social e somente muita ausência do mundo real pode levar alguém a se abrir para um estranho na Web.

 

E mais: somente muita vontade de se iludir pode levar alguém a julgar que porque encontrou uma pessoa dentro de uma comunidade com meu nome à testa, tal pessoa tem algum selo de garantia de caráter. Que ilusão! Que auto-engano!

 

Assim, mais ou menos pela 10ª vez desde que o site começou venho aqui dizer a mesma coisa.

 

Espero que desta vez você leia e leve a sério!

 

Ando meio cansado dessas transferências infantis e que ao final se vingam em mim.

 

É a mesma coisa que abrir-se a alguém porque a dita pessoa é “cristã”. Pelo amor de Deus! Cristão a gente não conhece porque a pessoa disse: “Muito prazer! Eu sou um cristão!” — mas sim porque se viu na vida da pessoa as marcas do Evangelho.

 

Se alguém mais quiser se enganar, então pelo menos faça isto em seu próprio nome, mas não me envolva nisso!...

 

Está dito mais uma vez. Agora é com você.

 

Com todo carinho e amor,

 

 

 

Caio

 

19/12/07

Lago Norte

Brasília

DF