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Cartas

O “MEU JESUS” ESTÁ MORRENDO!...

O “MEU JESUS” ESTÁ MORRENDO!...

 

 

 

 

 

 

----- Original Message -----

From: O “MEU JESUS” ESTÁ MORRENDO!...

To: Caio Fabio

Sent: Wednesday, December 10, 2008 8:36 AM

Subject: O “SEU JESUS” TEM QUE MORRER!...

Link: http://www.caiofabio.com/novo/caiofabio/pagina_conteudo.asp?CodigoCanal=0000703690

 

 

Mano Caio,

 

Cada vez que leio acerca dos seus comentários acerca de Jesus como a única chave interpretativa da Escritura, fico cada vez mais deslumbrado, e vejo que o Jesus que eu conhecia, está morrendo; e o verdadeiro Jesus está mais vivo do que nunca em mim.

 

Um grande abraço e estarei orando a Deus pela sua recuperação.

 

Beijos em todos.


Marcelo Marinho

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Resposta:

 

 

Meu mano Marcelo: Graça e Paz!

 

 

Quando escrevi sobre Jesus como a Chave Interpretativa de toda a Escritura, leitura que, no tempo histórico linear é feita do Ponto - Jesus na História, e, então, viaja para trás, re-entendo o Velho Testamento, assim como viaja para adiante, discernindo o todo do Novo Testamento — não sabia eu que estava dizendo nada além do obvio, pois, desde logo após minha conversão, esse tinha sido meu único meio de ler as Escrituras.

 

Foi o Ariovaldo Ramos, que à época trabalhava comigo na Vinde, em 1985, que me disse que aquela “sacada” sobre Jesus como a Chave Hermenêutica das Escrituras era a coisa mais preciosa que ele já tinha visto; isto no que tangia a abrir o entendimento para que se compreenda a Escritura do ponto de vista do que Jesus valida hoje, pois, validou em Sua vida, palavras e atos; o que Ele não validou, fica apenas como história, mas não mais como Palavra, posto que não subsiste ante o espírito do amor que permeia o Evangelho.

 

Eu, todavia, pensava estar apenas dizendo o obvio!

 

Nessa perspectiva, viajando para trás na História, tendo Jesus como a Chave Interpretativa — vejo o que, sendo sombra do que em Jesus foi revelado, fica ainda como valor espiritual, ao mesmo tempo em que também vejo o que já morreu, que já não é, pois, pertencia à infância da percepção humana.

 

Adiante do Ponto - Jesus na História, olhando Paulo, Pedro, João, Tiago, Judas e a carta aos Hebreus, entendo tudo, sem exceção, a partir de Jesus, e, neste caso, vejo também os equívocos humanos de todos os apóstolos, não na revelação, mas, eventualmente, no transbordamento de suas humanidades, bem como das concessões que fizeram ao ambiente em que viviam — falando mais de Pedro e Tiago; incluindo eu Paulo na lista em razão de suas subitezas de decisões, pelas quais algumas vezes teve que voltar atrás, pois, não era como Cristo naquele particular.

 

Ou seja: a única leitura passível de não distorcer pela Bíblia o espírito do Evangelho, é fazer a leitura o tempo todo pergunta: E como isto é em Cristo, conforme Jesus disse, praticou, ensinou e gestuou em todos os Seus movimentos?

 

Por exemplo, em tal caso, do Salmo 137 fica a nostalgia psicológica que acomete o exilado de Deus pela desobediência, mas não se tem validação para almejar esmagar as criancinhas dos inimigos contra a penha, como termina aquele salmo.

 

O Salmo 139, por exemplo, é perfeito, exceto quando diz que odeia de fato os inimigos de Deus. Ora, isto não sobrevive a Jesus mandando que se ame a todo inimigo, de Deus e dos homens.

 

E assim vai tudo o mais.

 

Mano, minha intervenção cirúrgica é para a vida, não para a morte. Os riscos humanos são mínimos, mas o cuidado tem que ser mantido. No entanto, minhas chances humanas de ficar curado das fibrilações é de cerca de 85 a 90%.

 

Estou crendo que ficarei mais forte, afinal, desde os 26 anos de idade que sou atormentado por esse espinho na carne.

 

Hoje, tenho já tantos outros espinhos na carne, que, se o Senhor permitir que fique livre desse, não faltarão espinhos para me manter bem “calminho”. Rsrsrs.

 

 

Receba meu beijo!

 

 

Nele, que é a Palavra,

 

 

 

Caio

 

12 de dezembro de 2008

Lago Norte

Brasília

DF