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Cartas

O LEÃO, A PASTORA E O GUARDA-ROUPA

O LEÃO, A PASTORA E O GUARDA-ROUPA

 

 

 

 

 

 

 

----- Original Message -----

From: O LEÃO, A PASTORA E O GUARDA-ROUPA

To: contato@caiofabio.com

Sent: Friday, June 22, 2007 12:31 PM

Subject: O LEÃO, A PASTORA E O GUARDA-ROUPA

 

 

Graça e Paz Caio,

 

Caso ainda não tenha visto...

 

A matéria abaixo foi retirada de um blog e o vídeo do YouTube... e diz respeito a uma show feito pelo Diante do Trono em Anápolis (GO).

 

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Saímos para a ministração às 16h. Me vesti de acordo com o que o Espírito colocou em meu coração. Um vestido de veludo azul que comprei há mais de 10 anos no Seminário em Dallas. Um cinto preto largo com “cara” de autoridade. Botas pretas, assim como na última viagem em Florianópolis, com essa mesma mensagem de força, poder, autoridade, e conforto necessário para pular e pisar com força, profeticamente, na cabeça do diabo. Meu cabelo, cacheado, restaurado como no princípio. Meus brincos comprados em Israel, e o anel com a pedra ametista que ganhei quando eu nasci. Olhei para mim mesma no espelho e vi uma guerreira.

Tivemos um tempo de oração precioso no camarim atrás do palco. Foi interessante o peso espiritual que queria vir sobre nós. Todos se levantaram e resistiram. E foi contagiante a alegria que nos encheu. Senti como se em meu corpo minhas forças estivessem sendo sugadas, sem forças para respirar fundo, muito menos cantar. Mas no meu coração havia confiança de que tudo iria se romper.

O CTM ministrou e foi muito bom. É tremendo para mim ver esta nova geração, em especial a Marine, em quem tenho acreditado e investido. Depois deles comecei, e instante após instante senti a direção do Espírito me guiando e dando as palavras certas, as melodias espontâneas, a unidade entre a equipe. Ainda que muitas vezes me esforçasse, rompendo pela fé, agindo com força, sentindo fraqueza.

As pessoas estavam totalmente abertas, sedentas, participando, cantando tudo. O evento foi no estacionamento da Uni Evangélica, que mais tarde fique sabendo que é ultra tradicional. Graças a Deus não me disseram isso antes, e não me intimidei em nada.

Quando a Helena ministrou “Lugares altos” trouxe uma palavra sobre Joás e Eliseu, e o episódio da “Flecha da vitória do Senhor”. Mal podia imaginar que o Senhor estava ministrando a intensidade e a fé no ato profético, que eu iria precisar mais à frente.

Houve um momento em que fez um “clique”. Uma mudança na atmosfera. Depois da música “Manancial” comecei a receber palavras proféticas em meu coração para liberar sobre as cidades de Goiás ali representadas. Foi muito forte. A música acompanhou. Nunca antes havia visto os músicos, especialmente o Bruno na bateria, e o teclado, que agora é tocado pelo Vinícius, com tanta unção, poder e unidade. Recebi a direção de palmas. A multidão ia junto comigo, quando de repente a Zê chegou perto de mim e disse que estava vendo o Leão, com os pés em fogo, ali no palco. O poder de Deus era palpável, e as palavras proféticas continuaram. Um cântico espontâneo sobre o Cordeiro e o Leão marcou para sempre a minha vida. E a unção de autoridade foi ministrada sobre nós, sobre a Igreja de Anápolis. De um estado de fraqueza, passamos à força. De intimidação à ousadia. Ao mesmo tempo em que nos levou a um refrigério e descanso que como ovelhas do Sumo Pastor podemos experimentar.

De repente, começamos a celebrar, mas foi diferente. Eu saltava e parecia que estava em um trampolim, uma cama elástica. Se antes pulava para romper, agora eu me sentia voando, pulando muito alto, minhas pernas esticadas iam alto, ao menos essa era a sensação, mas depois outras pessoas confirmaram. O vento nos meus cabelos e a sensação era de pulos muito altos. Eu sabia que algo diferente estava acontecendo. Quando pulei uma última vez, senti que era para me assentar. Não sabia se teria forças para me levantar outra vez. Foi quando senti o impulso, me agachei e comecei a andar como o Leão.

Pensamentos vieram à minha mente. Eu disse ao Senhor: “É… agora a minha reputação acabou. Agora vou ver quem vai ficar comigo”. Mas prossegui, consciente do que estava acontecendo, e senti a direção até mesmo de onde eu deveria ir.

Quando parei, não sabia como ou que fazer ao me levantar. Ainda no chão, me ergui de meio corpo e gritei: “Um brado de vitória ao Senhor”, (sem saber se alguém responderia), e o som foi poderoso. A música terminou grandiosamente. Era o Leão da Tribo de Judá.

Relato da Ana Paula Valadão no blog do Diante do Trono s/ a ministração ocorrida em Anápolis.

 

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Retirado do Orkut - Comunidade do Diante do Trono

Manchete :

Pastora (Ana Paula Valadão) sai imitando leão em palco de Show evangélico em Anápolis, Goías.

 

O Leão, a pastora e o guarda-roupa
"Qualquer comentário sobre a ministração em Anapólis sobre a unção que foi derramada lá independente se falar bem ou mal, a pessoa será banida da comunidade" (advertência postada nesta semana na comunidade Diante do Trono, no Orkut. Mais de 280 mil internautas fazem parte do grupo. Clique aqui para ver o vídeo).

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Um carinhoso abraço

 

Riva Moutinho
Visite: www.acaoreacao.blogspot.com
"JESUS SAVE"

 

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Resposta:

 

 

Amado Riva: Graça e Paz!

 

 

 

Li a matéria e até a já citei no dia de hoje aqui no site.

 

Tenho apenas algumas observações a fazer sobre o que essa moçada chama de espiritualidade.

 

Vi o vídeo e outros do gênero, inclusive o outro que se diz ser o originador do show de Anápolis: uma espécie de plágio de transe.

 

Assim, pergunto:

 

 

  1. Você pode imaginar Jesus dizendo — “Naquele Dia vesti minha túnica sem costura, pus as sandálias que o centurião romano me deu, tomei de uma pequena vara que me foi doada pela Siro-Fenícia, olhei meu rosto contra o reflexo do Poço de Siloé, e disse: ‘Você é o Filho de Deus! ’”? Ou pode você ver qualquer pessoa séria do Evangelho, ou nas narrativas bíblias, sentirem as coisas assim? Ou o que diria Pedro à cantora? Sim! Ele que disse que o que deve ornar as mulheres é um coração manso e moderado? Mas para essa moçada do “Bom Dia Espírito Santo” (discípulos de tudo o que fez mal à fé e àquilo que um dia foi igreja), o Espírito Santo se tornou o Costureiro, o Design de Moda, o camareiro da cantora.

 

  1. Você pode imaginar qualquer dos apóstolos dizendo que começou a pular e a levantar as pernas, numa sensação alucinantemente gostosa, no meio de uma Praça de Roma ou Éfeso, apenas porque teve um click? Esse entusiasmo não vem do Espírito, mas de outras fontes. Vem até da fuga.

 

 

  1. Você pode imaginar alguém de confiança no Evangelho dizer que, de repente, no areópago, após ter um click que o fizera dançar como uma das sacerdotisas de Afrodite fazia, em transe ante o público; e, após um tempo, ter ouvido de um discípulo que disse estar vendo o Leão, com fogo ao redor; e que, em razão disso, a pessoa pulante viesse a se jogar no chão, totalmente consciente de si (fazendo do transe anterior uma farsa); e, após isso, começar a andar como uma leoa, de quatro, com um Sure bem fálico na mão, indo de um lado para o outro; enquanto pensava: “É… agora a minha reputação acabou. Agora vou ver quem vai ficar comigo”? Sim! Porque houve transe para tudo: para andar de quatro; para virar Leão porque alguém disse; e porque outros igualmente do ramo já fizeram a mesma coisa. E mais: houve tempo no transe para se preocupar com a própria “reputação”. E ainda: houve transe para (no transe no qual ela se preocupa com sua própria reputação) receber direção de palco do próprio Leão, etc. Só não houve transe em dois momentos: quando ela teme pela reputação; e quando ao terminar o show do Leão, a moça disse que não sabia como levantar e nem o que dizer. Então, na dúvida, assim procedeu: “Quando parei, não sabia como ou que fazer ao me levantar. Ainda no chão, me ergui de meio corpo e gritei: “Um brado de vitória ao Senhor”, (sem saber se alguém responderia), e o som foi poderoso.” Portanto, a imagem pública tem tudo a ver com tais transes, para o bem e para o mal. Assim, que transe é esse? Ou não está o espírito dos profetas sujeito aos próprios profetas? Acontece que esses profetas são pró-festas; e pronto.

 

  1. Você pode imaginar que nos ensaios deste grupo eles recebam o Leão, sem Sure na mão, sem luzes e palco, sem show e público? Sim! Porque se eles assim fizerem sozinhos; ou, melhor ainda: sem ninguém, no quarto ou em casa — mesmos achando tudo uma grande maluquice, e mesmo sabendo que tais coisas são manifestações da alma sem raiz no espírito do Evangelho, porém possessa de vaidades que decorrem das síndromes de lúcifer que acometem “estrelas” (soberba psicológica, sutil e progressiva), ainda assim eu respeitaria como engano e infantilidade sinceros. Mas no palco, com os aparatos dos shows, em suposto transe que não suspende a preocupação com a imagem nem na hora de receber o Leão — fica difícil sequer apenas olhar o lado da loucura psicológica e apenas para o surto de messianismo narcisista, pois, as implicações sobre milhares de alminhas tolas, são fortes e danosas.

 

 

Lamento muito!

 

Por que começam no Espírito e terminam sempre no espírito Costureiro, ou Banqueiro, ou Interesseiro?

 

Por que não podem amar a sobriedade e apenas buscarem ser o que Jesus ensinou?

 

Por que será que sem loucura eles não conseguem crer no poder de Deus?

 

A palavra que conhecem é a de seus corações e não a que é Sobre seus corações; pois, caso tivessem a palavra na Palavra e não em seus impulsos sem a Palavra, jamais fariam loucuras desse tipo em nome do Leão da Tribo de Judá.

 

Ninguém deixe de vigiar a fim de não brincar com fogo estranho!

 

Sim! É preciso ter cuidado com o fogo estranho. É preciso lembrar sempre dos filhos do sacerdote Arão.

 

              

Isso, amigo Riva, é o que tenho a dizer como coisa que julgo séria e importante.

 

 

 

Um beijo!

 

 

 

Nele, que é o Leão de Judá, mas nunca andou de quatro e nunca rugiu para mostrar que era,

 

 

 

Caio

27/06/07

Lago Norte

Brasília