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Cartas

O INFERNO NUNCA ME DISSE NADA TAMBÉM

O INFERNO NUNCA ME DISSE NADA TAMBÉM

-----Original Message----- From: Ricardo Garcia Sent: quarta-feira, 5 de maio de 2004 11:01 To: contato@caiofabio.com Subject: O INFERNO NUNCA ME DISSE NADA TAMBÉM Querido Rev. Caio, Apreciei muito o texto acima intitulado, pois penso exatamente igual ao senhor. Quando fazemos os programas de evangelização da igreja, e neles, muitas vezes, distribuímos folhetos, é sempre uma luta para mim; pois ao invés da conversa amigável e da Palavra da Graça de Deus para os homens, ficamos distribuindo folhetos com os seguintes títulos: ONDE VOCE PASSARÁ A ETERNIDADE? O QUE ACONTECERÁ 5 MINUTOS DEPOIS DA MORTE? A REALIDADE DO INFERNO E há ainda outros vem até acompanhados de caricaturas de capuzes pretos com foices, representado a morte. Enfim, faz lembrar F. Dostoievisk: o homem procura a salvação mais por medo do inferno do que pela amizade com Deus. Abraços, Ricardo Garcia ______________________________ Resposta: Meu amado Ricardo: Já passamos da morte para a vida! O que mais interessa ao diabo é ser lembrado como o mais valente; e ao inferno, ser visto como o mais temível. Jesus não disse para que se temesse o inferno, mas Aquele que pode nos jogar lá; e esse “Aquele” não é o diabo, mas o Senhor. No entanto, Jesus nunca convidou ninguém a segui-Lo sob ameaça; ao contrário, disse Ele, “se me amardes, guardareis os meus mandamentos”. Ao re-encontrar-se com Pedro, a pergunta foi apenas um singelo “Tu me amas?”...que se repetiu três vezes, até que Pedro disse “tu sabes quem sou...e apesar de mim...eu te amo”. Paulo diz que o motor da alma do discípulo é o “amor de Cristo, que nos constrange”. As pessoas não percebem que qualquer coisa feita por medo não é feita por fé. O medo é a crença no castigo. A fé é a confiança na justificação, que suspende todo castigo. Ambos não podem habitar o mesmo ser, visto que são auto-excludentes. Sinceramente, nunca vi um único cristão sadio que tenha me mostrado sua beleza de ser em razão de andar com medo do pecado, do diabo e do inferno. Essa “tríade maligna” precisa ser vencida pela fé, pela esperança e pelo amor. Do contrário, nada de bom se realiza na alma, mas apenas as doenças do medo e da fobia. O escritor de Hebreus nos diz que Jesus se manifestou “para destruir aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo; e para livrar aqueles que pelo pavor da morte estavam sujeitos à escravidão por toda a vida”. Não sei como é possível crer no que o Evangelho propõe e ainda assim se andar com medo. A fé no Evangelho nos liberta de todo medo; isso se nosso coração creu “no perfeito amor”—que não é o nosso amor por Deus, mas o amor de Deus por nós, conforme Romanos 8. Esses tais folhetos me faziam mal desde a infância. E quando me converti nunca tive coragem de dar nenhum a ninguém. Simplesmente me negava. Receba meu beijo e minha saudade. Transmita meu abraço aos seus. Faça contato. Nele, que silenciou as vozes do inferno em nossas almas, Caio