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Cartas

MEUS PAIS SE ARREPENDERAM DE TEREM ME ADOTADO?

MEUS PAIS SE ARREPENDERAM DE TEREM ME ADOTADO?



----- Original Message ----- From: MEUS PAIS SE ARREPENDERAM DE TEREM ME ADOTADO? To: contato@caiofabio.com.br Sent: Saturday, December 03, 2005 2:06 AM Subject: Eu e meus pais... Querido Caio, Gostaria de começar meu e-mail elogiando sua pessoa, mas acho que meus elogios não serão palavras desconhecidas para você. Risos... No fim deste meu e-mailzão te peço conselho. Vai tolerando aí meus erros gramaticais. Fui alfabetizada no Brasil, mas já estou morando na Europa desde os meus 14 anos. Vamos lá! Fui adotada aos 9 meses de idade por um casal de missionários europeus que atuaram no Brasil. Tinham eles já quatro filhos biológicos. Refletindo sobre minha adoção penso que fui bem acolhida na família. Tenho me apegado bem a eles. Quando estava com 23 anos conheci minha família biológica e avalio que tenho me posicionado bem, resolvendo minhas dúvidas existenciais. Sou européia e brasileira. Tenho pais físicos e pais emocionais. Tenho PAI celestial. Resumindo uma grande história, vejo que meus pais com um grande amor, porém condicional. Têm investido tudo para nos proteger do mundo, mas não sucederam bem em nos proteger da própria família. Vivi uma vida como aquela que agente vê em filmes sobre a Máfia. Há uma clara definição do que é certo e errado, todos entendem o código de comportamento. Todos tem uma consciência bem formada exceto... quando se trata de nós mesmos. A minha família repudia e condenam ate a morte (do silêncio) quem xinga, quem rouba, quem fala mal, quem adultera, quem abusa sexualmente etc... Mas quando estas coisas acontecem na própria família, acham sempre razões exteriores para justificar o que aconteceu. Às vezes não há razões exteriores e na nossa família se resolve este problema com o silêncio... deixando-me confusa. Chego até a duvidar: “Mas... mas... mas... eu tinha certezas que aconteceu... será que foi impressão minha?” Parece que a lealdade, a proteção à própria família, está acima de TUDO: da lei governamental, da lei de Deus, etc... Aliás... tudo em nosso lar é avaliado pela lei. Não há princípios e nem amor. Há somente a lei. Mas lá em casa tem sido assim: pai e mãe estão de mal, todos ficam de mal. Quanta gente eu odiei sem saber o porquê! Um dia, já casada, decidi viver por mim mesma. Se eu tava com raiva desejava pelo menos saber o porquê. Fui à procura dos “inimigos” da família e descobri que entendia a avaliação dos meus pais, mas descobri também que não havia como julgar no outro o que eu reconhecia dentro de mim também. Eram coisa da vida, geralmente sentimentos: insegurança, ciúmes, ignorância, medo... Nada de mal. Nada do que eu sentia que a graça de Deus não resolveria. Desde menininha, tenho sentido esta FOME pela vida, pela pureza, fome pela capacidade de lidar com as coisas como são. Algo dentro de mim sempre desconfiava. É ruim ser criança..., ser menor..., a menor...; e sentir que tem algo estranho no que meus pais fazem... Tá faltando algo entre o que dizem e o que fazem. Pensar assim era duvidar deles... como poderia eu? As coisas chegaram a um ponto que eu sentia que deveria escolher: ou eu ou eles. Tentei o caminho dos limites nos nossos encontros. Mas uma família assim não entende por que alguém não gostaria de estar sempre perto. Afinal, eles até dependem um do outro. Meu pai começou a apelar: “Os meninos buscam meu conselho. Você nunca me pedi conselho”. Eu me calava. Achava feio ter que dizer que infelizmente não confiava em seus conselhos, pois os achava incoerentes e inconseqüentes. Eu via uma grande discrepância entre a lei pregada e a lei vivida. A segurança que meus pais e família ofereciam não me satisfazia. Sempre pensei: como vou sobreviver eu mesma? Se eu bobear e minha família parar de me proteger, o que faço? É melhor eu mesma aprender a me proteger. Também... lá em casa.. tudo era uma “troca”. “Você é obediente e nós pagamos seu colégio”. “Você muda seu comportamento e te dou um quarto novo”. Muitas vezes as coisas eram invertidas. Os filhos tinham que dar motivos aos pais para serem pais. Meu pai dizia: “Olha como você me trata...A gente até considerou esta sua fase de adolescência e é assim que você faz?” Foi aos meus 14 anos, depois de mais uma coisa que minha mãe havia me dado, e tomado de mim, que eu me joguei na cama chorei, e jurei: “Nunca mais vou querer receber algo!” Declarei independência. Comecei a trabalhar em limpeza, padaria, qualquer coisa..., pra pagar meus próprios estudos, adquirindo assim a liberdade de definir eu mesma... Por exemplo: o que estudava e quando. Graças a Deus era estudiosa e concluí dois cursos superiores. Fui vivendo minha vida. Pagando minha conta telefônica, meus estudos... Ex...: agora que estou escrevendo, estou até lembrando das loucuras. Minha mãe parou de lavar minha roupa... tudo era um processo doido. Minha mãe queria que eu mesma tirasse minha roupa do varal. Eu tirava quando usava. Daí ela jogava a roupa molhada na minha cama pra eu mesma pendurar... Ficava na cama e cheirava mal; e eu jogava pra lavar de novo; e ela decidia não lavar... e assim ficou até que minha sogra (na época eu já namorava), dizia: “Ah! Que besteira! Estou lavando tudo mesmo. Traz pra cá que eu lavo”. É muito doido... os pais do meu namorado (hoje meu marido) moram bem perto da casa de meus pais. E eu vivia mais lá do que em casa. Só chegava às 22 horas em casa, pra dormir. Acordava, ia pra escola, chegava em casa, fazia minhas tarefas do lar, ia pra casa do meu namorado..., onde por fim eu comecei a almoçar e jantar... pra não ter que arrumar a cozinha em casa (por querer ter comido em casa). Na casa de minha sogra eu fazia as tarefas do lar por fazer, por querer ajudar, tinha o maior prazer! Ah... é muita loucura... O resultado é que eu quero contar. Em 2003 fui colocada definitivamente pra fora do sistema, me tornando inimiga da família. Isto por e-mail. Assunto: Informação: “Porque você diz que nós não fizemos nada por você nos últimos 14 anos, e porque você demonstra não querer relacionamento conosco, isto nos fez decidir romper o contato com você”. Assinado: nome deles. Nem mesmo “pai” e “mãe” eles assinaram. E o e-mail foi c.c. pra todos meus irmãos. E eu dizia: “Oi mãe!” E ela virava a cara. Até dentro da igreja! Meus irmãos fizeram o mesmo. Menos um. Este tem sempre sido o bom samaritano e ainda se relaciona comigo. Vivo dia por dia com este meu irmão samaritano, pois tenho consciência que se ele é o bom samaritano, eu sou o fariseu. Puxa vida! Nem mesmo o fato de serem meus pais e eu a filha, nem mesmo este vínculo, me protegeu. Minha reação foi um decreto de BASTA! Decidi. E não fui os procurar pra merecer amor nem contato. Saí da igreja pra não entrar em depressão, pois, cada vez que cumprimentava meus pais e eles viravam a cara... eu desabava. E assim se passaram uns 3 anos. Este ano enviei aos meus pais e irmãos, pelo vínculo que não posso negar, o comunicado do nascimento de nossa babalúzinha. Nada de reação... Casamento, recepção, nascimento de sobrinho.... vários eventos familiares... não fui convidada. Cada evento doeu mais que o outro, mas o mais me machucou foi quando um sobrinho meu me disse que vovó tirou meu nome do calendário de aniversário. Mais ou menos 2 anos atrás uma cunhada minha adulterou e separou do marido. Ela estava grávida quando adulterou. Portanto meu irmão duvida se a filha era dele. Um teste de DNA traria solução. Mas ele se recusa pagar, pois se ela não tivesse traído, não haveria dúvida... etc e tal. Sugeri que ela pagasse, caso a filha não fosse dele, mas que se fosse dele, que ele pagasse. Enfim... até hoje o teste não foi feito e meu irmão não reconhece a criança. Pior... seus outros três filhos (11,9,7 anos) não podem nem comentar o nome da irmãzinha (1 ano e meio). Isto é, quando ele vê os filhos, pois recusa a entrar em acordo sobre a guarda e visita com o juiz de menor; pois, diz ele, se ela não houvesse adulterado, então ele poderia ver os filhos quando quisesse e bla... bla... bla... bla. Quando fiquei sabendo do divórcio, fui visitar meu irmão na casa de meus pais (com quem já não havia contato por uns dois anos). Ofereci lhe um abraço. Mas ele me mandou embora. Disse que estava bravo comigo...: “e você sabe disto”. Eu disse: “Meu irmão, eu sei que você está bravo comigo. Mas VOCÊ sabe o por quê?” Ele não queria saber. Fui fazer o mesmo com minha (ex) cunhada, que recebeu meu abraço. Assim passei a ver ela e meus sobrinhos, a quem tanto amo (que saudade!) Graças a Deus! Recebi a menina que nasceu como minha sobrinha. Desde que minha cunhada virou inimiga da família, meus pais voltaram a me cumprimentar. Foi aí então que eu comecei ver o câncer do sistema familiar. Estudei um pouco sobre a “teoria da família”, e fui entendendo o meu papel de “bode expiatório”. (Desculpa, não estou sabendo achar o termo profissional em português) Essa pesquisa me ajudou a me livrar um pouco mais do meu sentimento de culpa. E decidi me livrar desse papel. Tirou-me a raiva dos meus pais. Passei a sentir pena... consegui então orar ... Levá-los Diante do Trono. “Senhor! Graça Senhor!” Choro muito por eles, tentando sempre não me sentir superior. Consegui assim voltar a freqüentar a igreja, mesmo que eu estava lá, com marido e filha recém nascida, e eles nem olhem para o nosso lado. E agora... Vem-me o pastor da igreja com uma carta dizendo que não posso freqüentar a igreja e nem tomar a Santa Ceia, enquanto houver uma brecha entre mim e meus pais. Ele quer reconciliação e quer intermediar. Mas não quer ouvir nenhum detalhe sobre tudo o que aconteceu. Adultério, abuso sexual, mentira, rejeição, manipulação, parentificação... “Nada é importante”, diz ele. É como o cego que foi curado. Diziam: Como pode? E o cego disse: “Tudo o que sei é que eu era cego mas hoje vejo”. Fico confusa quando usam a Bíblia pra justificar as coisas. Tenho pouco conhecimento teológico e das escrituras para poder colocar as coisas em seu devido contexto, mas sinto quando algo está errado na interpretação. É um lugar estranho onde sinto... aqui... na minha barriga... próximo ao meu útero. Aceitei um encontro com meus pais por intermédio do pastor. Fui honesta e disse que é só porque quero voltar a freqüentar a igreja mesmo. Já aceitei que a vontade de ter um bom relacionamento entra pais e filha não basta. E aceitei que eu sou sozinha e não vou conseguir mudar nada. E que o espaço que meus pais dão ou não a Deus para que faça um milagre e traga mudança, esta fora do meu alcance. Tenho convidado Deus no MEU interior para sarar meu coração órfão. Me livrar da culpa que aceitei carregar quando me disseram que eu não era leal à família, e ingrata, e que não honrava meu pai e mãe. Tenho pedido a Deus por VIDA! Muita VIDA! E recebi, além do que pedi. Recebemos com amor nossa vidinha, nossa filha, cujo nome significa: Mulher viva! Mas quanto aos meus pais... Não sinto saudades dos pais que são... Sinto que falharam como pais. É arrogância dizer que não me merecem como filha? Não é que não aceito a imperfeição deles.... É que em tudo o que fazem ou deixam de fazer, nunca se auto-analisam. A falha é sempre dos outros, de mim. Um irmão meu chegou até a pensar que eu tinha personalidade dupla, quando não entendia porque eu era de um jeito com a família, e de outro fora de casa. Eu as vezes dizia que não me sentia segura em casa. “Mas como pode? Agente te protege tanto!”, diziam. Eu fui tão bobinha de até ir ao psiquiatra pra ver se era esquizofrenia. Depois perguntei se era trauma por causa da adoção. Mas todos os exames e as analises diziam: “Você é perfeitamente normal!” Se eu sou normal, então quem não é normal? É difícil ser criada num ambiente onde LEALDADE é o maior mandamento e achar que a família não é normal. Casei com 19 anos pra dar o fora de casa. Depois de um ano pedi ao meu marido que fossemos a uma terapia, para evitar que fossemos, depois de 15 anos, quando os problemas houvessem se acumulado. Eu havia, no meu interior, desenvolvido um bloqueio sexual. Uma raiva de homens, de sexo, raiva de Deus ter me feito mulher. O adultério de meu pai, o abuso sexual por dois irmão meus, um namorado pedófilo...; e não posso esquecer da educação sexual que tive, onde aprendi que desejo é pecado... uma mãe que limpava a boca depois de beijar meu pai... Ah... tudo aquilo que você imagina que impede um desenvolvimento sexual sadio..., esteve presente na minha vida. Eu e meu marido... tínhamos uma vida sexual comum, 2 a 3 vezes por semana. Era “por dentro” mesmo que eu remoia meu desgosto e não me dava. Eu me achava tímida, puritana, tinha vergonha; mas ele foi paciente, e ia me explicando: “Você não É assim... Você se tornou assim...” Fomos para a terapia. Terapia Contextual (Conhece? Foi desenvolvido por um psiquiatra Húngaro-Americano chamado Ivan Boszormenyi-Nagy) Tem sido ótimo! A terapeuta me acompanhou durante vários processos. Me aconselhou a ir em busca da família biológica, me ajudou a tratar as seqüelas devido às más experiências sexuais, a desenvolver uma identidade e relacionamento sexual saudável. Essa terapia tem sido presente de Deus para mim e meu marido. Somos felizes! Mas esta situação com meus pais... Sinceramente. Não tenho mais vontade de viver com eles, mas também não quero ser como eles, e negar a existência de ninguém. Na última consulta que tive com a terapeuta, ela me falou da moratória. O lugar onde eu posso estar pra reconciliar com minha própria dor da perda de meus pais. Onde eu posso crescer mais um pouco na independência. Parar de me ver com os olhos de meus pais. Ela me explicou um pouco sobre o judaísmo. Que nesta cultura é proibido você se parecer com os pais para que não ponha um STOP na geração. Estou sendo bem acompanhada, mas queria conversar com você também a respeito disso. Sou Brasileira também. É interessante isto. No Brasil... neguinho pode ser xingado de tudo quanto é doença mortal, mas se mexer com a mãe, ele vira fera. Aqui na Europa, no país nórdico no qual vivo, um país individualista, as relações familiares são diferente. Os Brasileiros reagem com mais emoções... Quando conto que não vejo meus pais... isso não mexe com eles. Caio, você que é Brasileiro, que foi um filho imperfeito, com pais imperfeitos...; você que é um pai imperfeito, com filhos imperfeitos, que viveu dramas familiares, me aconselha aí... O que é que eu faço com estes meus pais? Abração meu! ____________________________________________________________ Minha querida filha: Graça e Paz! Sim, filha porque tenho filhos mais velhos que você, e, também, porque tenho uma filha adotiva, a qual, pela graça de Deus, não se sente como você, e nem tampouco conheceu os sentimentos de diferenciação, rejeição, “missão adotiva”, e legalismo moral e existencial, como esse que enlouqueceu a sua alma muitas vezes. Corro o risco de errar, mas serei sincero com você. O que senti é que seus pais um dia viram uma menina sofrida e destinada para a morte ou a vida de miséria, e, “no campo missionário brasileiro”, desejaram ajudar a criança; e, assim, a adotaram. O que eles não esperavam jamais é que a alma brasileira e diferente dessa menina, jamais aceitasse as leis de mármore da família deles. Na realidade você nunca foi de todo adotada pela família, e, a sua não-adoção deles, foi resultado de não ter sido incluída como carne e sangue. Prova disso é que seus irmãos não a viam “totalmente como irmã”, pois, se assim a percebessem, não teriam abusado sexualmente de você. Na “psicologia de sua família adotiva” você era aquilo que no passado se chamava “filho de criação”. Mas como eles eram e são “cristãos”, e, mais que isto, “missionários”, a missão teve que continuar mesmo depois de terem deixado o “campo missionário”. E como você não se deixou amestrar e domesticar pela “cultura mafiosa” da família, sua presença foi ficando cada vez mais “alienígena”. Ora, numa família cheia de “sombras” como essa, onde para fora tudo é juízo e para dentro tudo tem explicação, sem nenhum senso de justiça e graça, e que conheceu apenas a religião cristã, mas não a Graça do Evangelho —, a existência de uma “pessoa” como você é automaticamente transformada no “Bode Expiatório”. Sim, você serve para tudo. Para explicar os problemas de seus pais, para justificar os vícios de seus irmãos, para fazer compreendida a avidez sexual deles até por você (“Sua maligna sedutora!”). É fato: você serve para tudo. Tal pessoa vira uma “gadarena” no meio da família. Isto porque leva a “legião” de toda a cidade. Você pergunta: O que fazer? Ora, sugiro-lhe algumas coisas: 1. Deixe “cair a ficha” de que eles fizeram até mais do que podiam. Não falharam em nada, pois não sabiam e não podiam mais do que deram. Sim, entenda que para eles foi “missão”, mas que não foi o que deveria ter sido, pois, de fato, possivelmente, eles não tenham alma para tal. Portanto, seja grata a Deus pela misericórdia, pois, para você, eles não foram os “pais”, porém, pelo menos, foram o “cestinho de Moisés”. 2. Procure-os e agradeça a eles por tudo o que lhe deram e fizeram; e diga a eles que você sempre os honrará como filha, mas que eles estão livres da obrigação da adoção; pois, para você, as coisas só terão valor se forem verdadeiras e espontâneas. E diga isto com todo amor. Diga que você ama a todos eles e que ama as festas da família. E afirme com todo carinho que você estará sempre desejosa de estar com eles. Não peça nada. Não demande nada. Não cobre nada. Apenas deixe isto no vento. E o vento sabe onde passa. Quanto a você, depois disto, descanse em paz, em Deus. 3. E saiba: honrar pai e mãe, no hebraico, significa “pesar, discernir, entender, medir...” Ou seja: honrar pai e mãe é discerni-los a fim de melhora-los em nós, absorvendo tudo o que é bom neles, e não repetindo suas doenças e seus pecados. E, quanto a isto, “I believe you are doing a very good job!” 4. Por ultimo, gostaria de lembrar a você que já houve homens e mulheres que recomeçaram o mundo muitas vezes. Sim, gente sem pai, sem mãe, sem irmãos, sem história, sem nada... Mas, a partir deles, de gente como Noé, o mundo recomeçou. Por que ao invés de dedicar-se ao passado você não olha para esse Novo Mundo que você pode começar com seu marido e com sua filha, essa linda “mulher viva”? Trate seus pais com toda reverencia, humildade e respeito. Faça a sua parte. Mas não espere nada deles. Considere que o que lhe deram já foi ótimo. E, assim, sem expectativas, você viverá muito melhor, sabendo que o limite é deles, é problema deles, não é seu. Portanto, perdoe-os de seus pecados e limitações, e sua vida vai desabrochar em toda sorte de coisas boas! Quanto ao mais, peço apenas que leia este site, pois, certamente, em sua leitura, e com a fartura de material correlato que aqui há, você fará progressos muito mais rápidos ainda. Agradeça a Deus pelo “cestinho de Moisés”, mas erga a cabeça: Há coisas maiores para você! Nele, em Quem temos todo o amor paterno e materno, pois, se nossos pais nos abandonarem, Ele nos acolherá, Caio