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Cartas

MEU PAI ME ABUSOU… Hoje só tenho prazer sendo humilhada mentalmente…

MEU PAI ME ABUSOU… Hoje só tenho prazer sendo humilhada mentalmente…

 

----- Original Message -----

From: MEU PAI ME ABUSOUHoje só tenho prazer sendo humilhada mentalmente…

To: contato@caiofabio.com

Sent: Monday, May 11, 2009 2:32 PM

Subject: MASOQUISMO ABJETO

 

   Prezado senhor Caio Fábio,

 

Noto lendo seu site que o Senhor Jesus coloca em sua boca palavras ousadas. Escrevo, portanto, esta carta, acreditando que por ser o senhor psicanalista além de pastor, poderá me apresentar, pelos seus conhecimentos e também pelo poder do Espírito  Santo,  uma verdade ainda desconhecida aos meus ouvidos; é nessa expectativa que escrevo. Porque eu, sinceramente, após a busca de várias tentativas de cura, confesso estar desiludida de me ver curada; vejo talvez esta correspondência como última tentativa.

Navegando em seu site, não vi caso parecido com o meu, razão também pela qual tomo a liberdade de lhe escrever.

Fui abusada por meu pai na infância...

Por conta disso entrei na juventude com uma postura extremamente promíscua. Também fui alcoólatra. Aos trinta anos, porém, deixei de lado a promiscuidade e o alcoolismo, só que carregando toda uma serie de doenças psicossomáticas, desembocando num surto  psicótico, pelo qual fui internada.

Foi só ai que descobri que sofria de distúrbio bipolar do humor, porém esse nem de longe é o meu maior problema.

Desde os 25 anos fazia terapias e outros tratamentos alternativos, passei por vários profissionais, mas nenhum acertou meu diagnóstico. Por conta desse erro de diagnóstico, desavisada, cometi inúmeros desastres sociais; seria extensivo narrá-los aqui, mas posso dizer que carrego até hoje muitas de suas conseqüências. Mas ainda assim repito que esse nem de longe é o meu maior problema,  sei que a bipolaridade tem tratamento.

O saldo dessa história e o ponto central desta minha narrativa,  é uma série de fobias e doenças, mas o pior é uma  sexualidade torta, totalmente torta, que foi também o motivo de eu desistir da vida amorosa e sexual: sou masoquista.

Não masoquista ativista, mas mentalmente masoquista.

Nunca obtive prazer sem ativar mentalmente todo um fetiche em que mentalizo cenas onde um homem me humilha e me agride.

Não são agressões violentas; são pequenas agressões mais para o lado da humilhação.

Uma menininha bobinha  se deixando judiar, essa é a cena.

O detalhe é que  nessas cenas mentais ele, o homem imaginário, sente o prazer; não eu.

Entretanto, somente mentalizando dessa forma mórbida é que eu obtenho prazer (muito).

Nunca pratiquei esse fetiche na vida real, graças a Deus; e nem teria coragem; isso está só em minha mente; creio que o senhor sabe do que estou falando.

Mas essa anomalia me fez desistir de relacionamentos íntimos, e há muito tempo. 

Sem esses pensamentos, sem ativar esses mecanismos mentais, sem essas fantasias, sou frígida, totalmente.

O meu abusador, além das maldades sexuais, me deu várias surras, além de me aterrorizar inclusive com ameaças de morte.

Às vezes penso que fui escolhida a dedo para uma experiência maligna de como se aniquilar uma mulher.

Tenho uma informação de que sendo eu ainda bebêzinho, ele proibiu minha mãe de me amamentar ao peito e de me dar chupeta, na intenção perversa de me deixar ansiosa por sugar; e assim fazer sexo oral comigo mais facilmente.

Além disso, foram noites e noites de toda uma infância em que eu acordava, e o via praticando indecências à minha frente; às vezes usando minha mão, minhas calcinhas...

Ou que acordava assustada com ele deitado nu sobre mim.

Não sei se houve penetração, creio que sim, mas  eu apaguei da lembrança; tenho  grandes falhas de memória. 

Nunca estudei a mente humana, mas posso imaginar o estrago que isso deve representar na vida, na mente, na sexualidade de uma mulher, e a prova disso sou eu contando tudo isso aqui.

Quando me lembro disso tudo, eu sinto ódio extremo, e no mesmo momento sinto estímulos no sexo. Ou seja, ódio e sensações sexuais em minha vida caminham juntos, por mais absurdo que isso possa parecer.

É por isso que digo ao senhor que me desiludi da busca da cura. Sinto que o ódio já não está mais na minha mente, está entranhado no meu sexo.

Quando vejo ou sinto algo que me enraivece, ou quando me sinto humilhada por alguém, eu sinto literalmente fisgadas na região do sexo; eu sinto o ódio repercutir  na região do sexo!

O que me leva a achar que esse mal está espalhado em mim como um câncer em metástase.

O senhor já ouviu em sua vida algo semelhante? de uma pessoa que sente o ódio na forma de excitação sexual?!

Nunca mais procurei por um relacionamento afetivo, primeiro porque não quero repassar essa problemática para alguém, minha consciência me impede de dividir essa doença com alguém,  mesmo que esse alguém nunca viesse a saber dela. 

Creio que seria desonesto de minha parte... E também porque fora das minhas fantasias sou seca, fria; como me relacionar assim?  Finalmente porque nunca atraí um homem que me amasse de fato. Se encontrasse, se me sentisse amada, talvez me abrisse com ele.

Ainda carrego em mim, bem lá no fundo, a esperança de ainda nesta vida experimentar o amor, até porque penso que o amor sadio seria a minha cura.

Um ponto positivo nisso tudo é que não tenho aversão a homens. Porém, nunca amei ninguém; e nunca fui amada. Tive vários homens no passado, porém todos péssimos amantes. De alguma forma ou de outra todos  abusaram de mim.

Parece que eu estendi essa morbidez para os meus relacionamentos sociais. Parece que só atraio abusadores, na forma de péssimos chefes, péssimos colegas de escritório, péssimas amizades,  a todos de alguma forma eu deixei que me fizessem de bobinha, como nos meus fetiches. Todos me fizeram de tonta. O que me levou a desistir de relacionamentos, a desistir da vida em sociedade, a desistir inclusive de trabalhar; hoje não faço mais nada, não saio mais de casa.

Sinto que minha vida foi uma falência total dos relacionamentos, e não tenho vontade, ou nem sei como recomeçar.

Senhor Caio: consigo ver (acho que consigo) onde está o problema: transferência, auto punição, falta de perdão, apego a pulsão, vitimização, talvez outros mais que o senhor poderá identificar... Só não consigo ver como me livrar do problema. Perdoar os envolvidos incluindo eu mesma foi o maior conselho recebido em terapia. Às vezes penso que até consigo, mas o sinal contrário vem quando, em alguma situação qualquer em que sinto raiva, noto que sinto excitação junto com a raiva, isso para mim sinaliza que não estou curada, que não perdoei. 

Posso passar meses e meses sem ativar as fantasias que descrevi, há muitos meses não o faço. Entretanto, em  qualquer situação da vida que me traga raiva, ou então quando lembro desse passado, o ódio parece que se irradia a partir do útero, numa mistura de raiva e excitação. Não sei como tirar essa sensação absurda de dentro de mim.

Me lembro quase que diariamente de uma surra em especial, não porque fique forçando a lembrança, mas por associações de idéias que não consigo evitar.  E sofro com essa sensação mórbida quase todos os dias, sem esperança de ver o seu fim. Talvez quando morrer.

Recentemente o senhor disse a uma alma aflita: pare de esperar pelo milagre. Mas infelizmente eu acho que só um milagre me curaria. Tentei através de terapias, não consegui; então desisti. Talvez tenham sido terapias erradas, não sei, os tempos eram outros. Foram terapias Junguianas, além de outros métodos considerados alternativos.

Nesta carta, porém, falei muito mais abertamente do que em muitos anos de terapias.

Por questões financeiras e também por desânimo, não faço mais tratamento algum; ainda tomo alguns medicamentos psiquiátricos por minha própria conta, nos momentos extremos de mania; remédios que vou conseguindo aqui e ali. Também tomo remédios contra insônia.

Por último, devo confessar que sinto mágoa também de Deus. Para continuar com minha fé, da qual sinto necessidade, separei Deus de Jesus Cristo. A Jesus eu professo minha fé, a Deus eu deixo pra lá. Minha fé foi contaminada também.

Eis minha triste história, agradeço se puder me responder, muito obrigada por sua atenção.

_____________________________________ 

Resposta:

 

Minha querida amiga: Graça e Paz!

 

Jesus é irmão. Deus é Pai. E como você não se queixa de abuso de irmão, Jesus não ofende. Mas como você foi abusada pelo seu pai desde bebê, então, Deus, o Pai, é parte da imagem do trauma, que de um lado se transfere, e, de outro lado, se projeta para a idéia Absoluta de Pai. Mas não é contra Deus [e Ele sabe], mas contra a associação psicológica que a idéia de pai gera como sentido perverso em você.

Portanto, não se preocupe com Deus. Ele é grande. É Pai. Entende. E mais: quem tem o Filho tem o Pai, e vice versa.

Com o Pai está tudo certo no Filho!

Você entende bem o processo psicológico que se instalou em você.

É obvio que nem toda criança abusada sexualmente pelo pai desenvolve o mesmo caminho traumático que você. Porém, pela história, a via que sua alma tomou é uma das obvias diante do ocorrido e da sua força intestina e atávica do trauma.

Quem abusou de você foi seu pai. E, por mais que você o odeie, creia, em você existe uma pulsão primal para amá-lo, e, além disso, para desenvolver a sua sexualidade em função da figura dele, como acontece com as mulheres em geral. Por outro lado, ele foi perverso e diabólico, o que gera raiva e ódio. Porém, ambos os sentimentos são de natureza visceral, tão visceral quanto a própria natureza sexual. Assim, ódio pelo pai que se deveria amar, mas não se pode, gera, em alguns casos, um ódio/amante, o qual, associado ao trauma intenso do abuso sexual, pode criar esse “termo” do sexo que se excita pela raiva [que você sentiu durante anos]; ao mesmo tempo em que se pune somente sentindo prazer com a imagem do abuso, posto que o abuso foi sexual, e, a raiva se vinculou à experiência. Entretanto, como a experiência foi sexual, e sexo é um fato real, sempre que a raiva brota, o fato de sua associação ao sexo emerge.

Ora, nesse caso, o fato de você somente conseguir ter orgasmos se imaginar-se humilhada, abusada e maltratada, faz sentido com a lógica perversa que se instalou.

A questão é que um trauma desse porte e magnitude, com tais requintes de perversidade prolongada, e até com o consentimento emudecido, panicado ou auto-alienado de sua mãe, deixa mais do que marcas psicológicas. Sim, cria circuitos nervosos, neurológicos, alterando o cérebro, gerando novos sistemas de comunicação cerebral, e, sobretudo, produzindo atalhos no cérebro, de modo que uma coisa que, em circunstancias normais não deflagraria uma outra, agora, em razão de tais mudanças, se fez diretamente vinculada ao seu oposto neurológico.

Ou seja: normalmente raiva brocha, não excita; mas no seu cérebro, o circuito remete direto para a provocação sexual em razão do vício mental criado pelos anos de uso sexual feito de raiva e de humilhação impotente.

Portanto, você não deve deixar o psiquiatra; e nem tampouco deve se auto-medicar. É claro que você precisa de ajuda química para dormir e para se tranqüilizar ainda por um tempo. E mais: você também precisa de acompanhamento psicológico. A boa notícia é que aqui no site você poderá ser ajuda escrevendo para ana@caiofabio.com Sei que você receberá boa e efetiva ajuda.    

No entanto, vamos agora falar dos princípios fundamentais sem os quais não há cura; nunca.

Você disse:

Senhor Caio: consigo ver (acho que consigo) onde está o problema: transferência, auto-punição, falta de perdão, apego a pulsão, vitimização, talvez outros mais que o senhor poderá identificar...

Não preciso identificar mais nada. O elenco sobra...

O que você precisa é praticar o oposto do que diagnostica e não trata.

Transferência a gente trata com realidade e responsabilidade. A criança foi horrivelmente abusada. Mas a mulher não tem mais o direito de transferir tal calamidade para a vida, e, nela, para os homens, os chefes, os amigos e o mundo.

Auto-punição é a culpa do culpado de impotência ou de consentimento. No seu caso é culpa de impotência. E mais: você se tornou promiscua um tempo em razão da culpa também, pois, inconscientemente, a lógica é a seguinte: ou meu pai é o diabo; ou eu sou um poço de provocação sexual; e, no seu caso, o vazamento foi pela punição pelo fato de ter provocado desejo no pai; assim se maltratou se dando aos homens...

O padrão do homem/diabo também se fixou em você, nas suas escolhas inconscientes. Por isso sempre escolhe os amantes que maltratam até quando beijam.

Entretanto, é a menina abusada quem mais cresce em você hoje em dia. Daí a evasão afetiva, social, profissional e todas as formas de convívio. É a menina buscando um útero, um abrigo, uma proteção contra um mundo no qual o pai deixa a criança sem chupeta a fim de induzi-la ao sexo oral.

Apego à pulsão é a doença em si. Sim, pois, vivendo assim a vida toda, a pessoa já não sabe mais existir sem aquele monstro. Existir sem o susto e o pânico se torna uma impossibilidade. Sim, pois mesmo a mais terrível doença pode viciar a pessoa na dor; especialmente quando a dor se associa ao prazer, como é no seu caso. Assim, desistir da pulsão é como desistir de gozar, dado ao processo adoecido que em você se instalou. Portanto, você tem que desistir da pulsão e crer que é possível gozar sem apanhar e sem ser abusada.

Todavia, sem que você perdoe seu pai/monstro, estando ele vivo ou já morto, nada se curará em você.

Sim, somente o perdão pode matar o monstro em você.

Sem perdão todo dia será dia de estupro e abuso sexual em sua mente.

Sem perdão seu pai dormirá nu sobre você todas as noites...

Sem perdão essa infância no inferno jamais dará lugar a um mundo onde Deus não seja um estuprador.

Mas saiba: está tudo embolado...

Um sentimento retro-alimenta o seguinte; e, assim, o sistema se fecha por vasos comunicantes...

Você não poderá se dedicar a um tópico. Você terá que jogar o pacote todo fora; de uma vez.

E mais: não se preocupe com os sentimentos, pois, mesmo decidindo, os sentimentos ainda voltarão muitas vezes; afinal, há circuitos cerebrais que precisam ser dês-condicionados e refeitos em normalidade... E isto implica em luta, perseverança, disposição, verdade, coragem, e, sinceramente, muita confiança do poder do amor e do perdão como agentes de cura; e mais: como privilégio nosso quanto a praticar e exercer tais realidades/mandamentos da vida segundo o Evangelho.

Além disso, recomendo a você que sai de casa logo; e que se abra para a possibilidade de namorar, de sair, de estar com alguém; e, quem sabe, encontrar carinho e afeto.

Você tem que tirar e por...

Tirar a raiva e ódio [e os derivados oportunistas] pelo perdão.

Por amor, amor, amor...

Sim, amar alguém, sem a preocupação de gozar, mas de amar, projetará sua sexualidade em outra direção; embora não deva ser do dia para a noite.

E mais: se você sentir raiva e o ventre se contrair como acontece no tesão, não se aflija. Deixe... Não interprete... É apenas o circuito... Mas haverá de ir passando, passando, até passar. Basta que você não ache que perdoou ou não perdoou em razão da fisgada no ventre.

Procure a Ana, minha irmã, na psicoterapia do site: ana@caiofabio.com Inicie um processo com ela. Você verá que a melhora irá dando lugar a alívios que, um dia, surpreenderão você com a sensação de normalidade...

Peço a você que leia o meu livro Sem Barganhas com Deus. Ele trata da origem das pulsões também. Será útil a você. Está no site mesmo, em Download.

Também gostaria que você lesse [no site também, no mesmo canal] o livro Perdão: Encarnação da Graça.

Não sei onde você mora, mas veja no site se perto de você existe alguma Estação do Caminho. Se houver, procure uma, por favor.

Peço a você que encha a mente com a Palavra. Por isto, leia o Novo Testamento muitas vezes. Também veja a Vem e Vê TV e aproveite as mensagens da Palavra que lá existem em abundancia.

Não desista...

Está apenas começando... Se você deixar..., é claro.

Como disse: o milagre é você. Somente você pode impedir a cura. E você sabe disso!

Receba meu carinho e minhas orações!

 

 

Nele, que nos chama para conhecermos o Pai que é Pai,

 

Caio

11 de maio de 2009

Lago Norte

Brasília

DF

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