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Cartas

MEU MARIDO QUER ANAL: falei pra ele até procurar alguém...

MEU MARIDO QUER ANAL: falei pra ele até procurar alguém...

----- Original Message -----
From: MEU MARIDO QUER ANAL: já falei pra ele até procurar alguém pra fazer...
To: contato@caiofabio.com
Sent: Wednesday, September 21, 2005 12:04 PM
Subject: Problemas Íntimos.

Querido Pastor Caio Fábio,


Sempre o conheci de ouvir falar... mas há alguns dias um amigo me falou do seu site. Entrei, naveguei e gostei!


Estou lhe escrevendo para parabenizá-lo pelo trabalho que tem feito, pela ajuda incansável aos que estão com problemas, assim como eu.


Sou Presbiteriana, cristã praticante, e luto dia após dia para buscar a santificação de minha vida. Não me prendo a doutrinas, mas sim à Palavra de Deus, à Bíblia, e sou contra tudo aquilo que vem em desacordo com a verdade de Deus. Apesar de não me “prender” às doutrinas de Igrejas, amo minha Igreja, amo a doutrina Presbiteriana (do Brasil), pois tudo que já estudei a respeito dela, vem de acordo com a palavra de Deus.

O problema, muitas vezes, está nas pessoas que destorcem as coisas, que se conformam com o presente século... desobedecendo a vontade de Deus.


Bom, até aqui apresentei a minha vida cristã, sem falar de cargos ou ministérios, pois faço tudo que é necessário para que a obra de Deus corra bem, independente de aparecer em público ou não. Não é isso que busco. Agora vou me apresentar como pessoa (escrevo muito, isto é, falo muito e espero que não se canse de ler). Tenho 27 anos, sou casada há 8 anos, tenho um lindo filho de 5 anos. Minha família é cristã. Então, desde pequena, aprendi das coisas de Deus, freqüentei Igreja e participei ativamente em tudo.

Namorei 5 anos (foi meu primeiro namorado “sério”). Comecei a namorar cedo, e casamos. Sempre fui um pouco madura para minha idade, talvez por ser filha única, não sei. Você deve estar se perguntando: Onde ela quer chegar com tudo isso? Dei-lhe um breve histórico sobre minha vida e agora vou chegar em um problema que me atinge.


Confio plenamente em meu Pastor local. Tenho (eu e meu marido) uma grande amizade com sua família, tenho um grande vínculo de amizade mútua com sua esposa, conversamos abertamente sobre assuntos íntimos, mas sempre tem aquele que é difícil falar para alguém que nos conhece. O Senhor não me conhece! Por isso quero expor meu problema a você.


Meu encontro íntimo com Deus se deu há uns 4 anos. Foi a partir daí que comecei a crescer espiritualmente e sair do leitinho que há tantos anos me sustentava. Foi a partir de então que defrontei com a realidade da vida e da necessidade de servos fiéis e compromissados com o reino, e não com o farisianismo que assola as igrejas.


Vou chegar ao ponto: em virtude do meu “histórico”, você pode imaginar que eu não tive um namoro CRISTÃO. Depois que nos casamos, o inimigo sempre me acusava do meu pecado no manoro, mas eu pensava: se o problema é se entregar a apenas um homem e este ser o escolhido por Deus, tá tudo certo, não tenho do que me culpar, não cometi pecado!

Mas o Espírito Santo me convenceu do pecado, e ele já ficou lá na cruz, pago pelo sangue de Cristo. Porém vêm as conseqüências: enquanto no namoro nossa vida sexual era muito boa, no casamento não o deixou de ser, mas é algo esporádico.


E eu acho que isso é conseqüência do meu pecado (que já foi perdoado e eu não me culpo mais por isso). Meu marido trabalha bastante e está sempre cansado. Ele é fiel a mim e isso eu tenho certeza, assim como sou a ele. Ele se converteu depois do nosso casamento (acho até que foi depois do meu “verdadeiro encontro com Deus”), onde ele passou a ver em mim um real testemunho da palavra falada.

Voltando ao assunto, o que acontece é que quando um quer, o outro não tá a fim, e vice-versa. Até que chega um determinado dia em que os dois estão a fim... Nos respeitamos quanto ao não estar disposto. Mas tem uma coisa que me incomoda: Ele sempre quis praticar sexo anal.

A princípio, através das Escrituras, sempre entendi que dentro de quatro paredes, tudo é lícito a um casal, desde que não venha a desrespeitar o outro. Na primeira vez topei, mas não fomos até o fim, não gostei, foi doloroso, e não quis mais nem tentar. Não tive prazer antes mesmo de chegar ao fim. Conversamos abertamente sobre o assunto e disse que não queria, afinal Deus fez o corpo humano perfeito e cada membro com sua função. Mas não adianta, todas as vezes que estamos em intimidade ele toca no assunto como quem não quer nada, eu lhe digo para não insistir... Nisso... já perdi o barato... já perdi o tesão (desculpe a palavra).


Cheguei a dizer uma vez que se ele quisesse matar a vontade, saber como é, que procurasse outra e que eu nunca ficasse sabendo. Mas Deus olha para mim e para meu casamento, e eu sei que isso não aconteceu e nem vai acontecer; pois meu marido deseja um lar Cristão, abençoado, apesar dele ainda estar no “leitinho da palavra de Deus, e ainda não ter tido a visão de trabalhar acima de tudo para Deus”. A propósito ele é 12 anos mais velho do que eu.


Talvez em sua resposta você diga: Esse deve ser um lado homossexual dele, inconsciente.


Ou será apenas um desejo por algo que não experimentou, e que eu deveria satisfazer, para por um ponto final nisso?

Parece que existem coisas que a gente tem medo de falar com Deus. Falar sobre sexo com Deus! Deus é tão puro! Mas foi Ele quem nos criou e eu já pedi orientação divina, já pranteei a minha vida sexual a Deus, e confesso que de lá para cá melhorou um pouco, mas eu gostaria que fosse algo melhor. Que fôssemos uma só carne em todos os sentidos sempre. Que não fosse algo esporádico, mas contínuo.

Me desculpe por tantas linhas escritas, espero de você uma luz, uma palavra de consolo, de solução, sei lá....

Não gostaria que meu nome fosse revelado, nem mesmo as iniciais, pois são diferentes e sou conhecida, não quero me expor.

Agradeço sua atenção, se não achar necessário, nem coloque essa carta no site, apenas me responda.

Que Nosso Maravilhoso Deus, a quem devemos toda honra e glória continue a te abençoar.

Em Cristo,

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Resposta:


Querida amiga: Graça e Paz!



Tomara que seu marido jamais confunda o “leitinho” com falta de trabalho na “igreja”, e que pelo mesmo engano, não pense que ativismo eclesiástico é sinal de vida com Deus ou conforme a Palavra. Pois, não é!

Antes de falarmos de sexo, deixe-me falar sobre você. Primeiro, não existem duas vidas: uma cristã e outra pessoal. Você tem uma vida só; e esta não deve ser “esquizofrenizada”.

É essa história de dividir a vida em duas, a cristã e a pessoal, uma das coisas que mais adoecem os crentes. Isto porque, mesmo não sendo o seu caso, a pessoa se permite ir mal na totalidade da existência, apenas porque vive ocupada na “igreja”. Aliás, na maioria das vezes, é fuga do encontro consigo mesmo, e com a verdade do coração. Pouca coisa é tão útil para auto-enganar uma pessoa em relação a si mesma e a Deus, quanto ativismo religioso. Isto porque, estando ocupada na “igreja”, a pessoa pensa que cobre a necessidade de se enxergar; sempre esquecida que o verdadeiro santuário a ser bem tratado é o do coração.

Pela sua carta, deu pra perceber mesmo que você acabou de chegar aqui no site. Digo isto em razão de sua busca aflita de santificação, seu conflito com “obras mortas” (o pecado da juventude: tão bom e puro o seu...), e sua angustia em relação a desejar intimidade, e, ao mesmo tempo, ter medo de entrar ou ser entrada pela via errada.

Na realidade, como é obvio, a função original do anus é liberar dejetos do corpo. Assim como a função original da boca não é beijar, mas comer.

No entanto, o corpo do marido não pertence a ele, e sim à sua mulher; bem como o corpo da mulher não mais pertence a ela, e sim ao marido. Isto quando há harmonia, paz, e respeito entre as partes. Portanto, não é uma autorização de abuso mútuo, o que está escrito em I Coríntios 7.

Quanto ao sexo anal, sinceramente, não tem que ser nada relacionado a um lado gay do homem. Não! De fato, o bum-bum é preferência nacional de todos os homens, quando não seja para transar, sendo, pelo menos, no apreciar.

Assim, eu diria, é normal homens terem tesão no bum-bum de sua mulheres. Especialmente se o bum-bum é sugestivamente atraente. Isto digo sem hipocrisia; posto de que me adiantaria “inventar um conceito” que é desmentido pela realidade o tempo todo?

Ora, sendo assim, essa questão de sexo anal tem os seguintes aspectos:

Sexo anal não é natural como sexo com introdução peniana na vagina. Quanto a isto não deve haver discussão. No entanto, usando-se camisinha, e tendo-se o cuidado carinhoso de preparar a mulher com massagem e lubrificante; e nunca antes dela já ter tido prazer frontal no mesmo dia —estando, assim, aberta e relaxada na sua musculatura na região —, um homem maduro e calmo, pode, com todo jeitinho, não só se introduzir sem traumas, como também, pode ensinar a mulher a ter praticamente tanto prazer no anus quanto tem na vagina.

No entanto, o nervosismo, o medo da dor, os preconceitos morais e religiosos, e, por vezes, a pressa sem delicadeza e carinho do homem, podem fazer com que a mulher jamais tenha qualquer prazer nesse tipo de relação sexual. Portanto, para que tal aconteça, é preciso que ambos desejem, e a mulher tem que confiar e relaxar, e o homem tem que ter o carinho de um ourives que trabalha a aureola de uma jóia delicada. E isto, obviamente, com preservativo, calma, carinho, e dedos e tatos de artesão. Sendo assim, em pouco tempo, a mulher está relaxada; e, invariavelmente, o prazer brota, diferente; porém, inegavelmente prazeroso.

No que diz respeito à sua vida sexual em geral, eu diria os seguinte: entre casais, a menos que alguém esteja doente ou muito mal de cabeça, o normal, terapêutico e saudável, até para relaxar, é transar sempre; se possível, todos os dias.

Assim, não tem esta história de “hoje eu não estou a fim”; ou “hoje trabalhei demais...”;— a menos que o “trabalho” tivesse sido nessa área, o que nunca é o caso. Portanto, a melhor maneira de descansar do stress do dia a dia é transando com alegria.

Portanto, você não tem que viver buscando e esperando esse “dia comum de tesão”; pois, é por tais praticas que os casamentos perdem o vigor e o viço sexual. Nunca fuja de começar, mesmo nos dias menos “inspirados”, pois, uma vez que comece, dificilmente não será bom e maravilhoso.

O problema é que a maioria é sexualmente muito preguiçosa. Ora, o ato de iniciar uma relação sexual é um ato de implicações físicas também. E, para muitos, se chegaram cansados do trabalho, o raciocínio é que não transar os poupara em energias para o dia seguinte. Todavia, é o contrário; pois, se há algo que relaxa de modo terapêutico é uma boa e livre transada entre pessoas que se amam.

Aliás, o escritor de Eclesiastes diz que “essa é a paga” que temos da vida de fatigas que experimentamos todos os dias. Sim, gozar a vida e fazer amor com quem se ama, é parte do benefício de ralar tanto debaixo do sol.

Desse modo, sempre respeitado você, eu diria o seguinte: nem de brincadeira diga a seu marido para “provar o de uma outra pra ver como é”, pois, é nessa que ele um dia pode ir e não voltar. Sim, porque se ele encontrar uma potranca acesa e “querente”, e se ela virar o cara ao contrário, pode ser que você passe a ser vista como um playground de prédio: limpinho; porém coisa de criança. Por essa razão, não o mande para as concubinas, pois, algumas delas, podem ser apaixonantes para ele.

Transcrevo a seguir uma carta aqui do site; e espero que ela lhe seja útil.

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-----Original Message-----
From: O que eu posso fazer na cama?
Sent: terça-feira, 21 de outubro de 2003 14:14
To: contato@caiofabio.com
Subject: Sexo oral...

Mensagem:

Amado Caio Fábio,

Quero antes de mais, ressaltar o carinho imenso que tenho por você, bem como a confiança que sinto em suas posições acerca dos mais diversos assuntos tratados neste site.

Desde que me converti (cerca de sete anos), venho admirando teu trabalho, teus livros, teus vídeos e agora este site.

Enfim, todo o trabalho que Deus colocou em tuas mãos e que tem sido realizado com grande eficácia.

Caio, estou com uma dúvida imensa, e esta, por sua vez, está me tirando a paz.

Tenho 28 anos, sou casado há 5, e até hoje não tive uma instrução satisfatória acerca de algumas ações dentro da vida sexual de cristãos.

Confesso que estou imensamente constrangido em lhe perguntar isso. Espero que não seja mal interpretado em minha dúvida.

Meu pastor ensinou-nos que praticar sexo oral é errado. Já sua mulher, em ensino às irmãs da Igreja, disse que o sexo oral poderia ser utilizado apenas para se criar um clima maior de excitação.

Por fim, eu tenho esta dúvida, visto que algumas vezes, minha esposa e eu, praticamos esse ato.

Sinto-me culpado, pela instrução do pastor e confuso pela instrução de sua mulher.

Gostaria de saber se estou em pecado cometendo este tipo de ato. Tanto eu, como minha esposa, no momento do ato conjugal, sentimos, algumas vezes, desejo de praticar; achamos muito gostoso. Há alguma coisa que o recrimine?

Não quero de maneira alguma pecar contra Deus. E não quero também, deixar de satisfazer os desejos de minha esposa nem deixar nossa vida sexual "cair em rotina" (ainda mais nesta área que é tão delicada).

Eu peço que me ajude!

Confesso que minha cabeça está como um "calderão fervendo", acerca deste assunto.

Se realmente é pecado, sei que Deus irá nos libertar disto.

Como o tenho visto, aqui no site, o irmão tem bastante experiência, tanto pela vivência, quanto pela instrução Bíblica.

Me ajude, por favor.
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Meu querido amigo: Paz, Alegria e Prazer sem Culpa na Graça de Deus!


A esposa de seu pastor está falando a verdade.

Mulheres costumam ser mais verdadeiras quando o assunto é Realidade e Religião.

Pastores, muitas vezes, sentem-se na obrigação de falar por aqueles que determinam o que ele deve pensar.

Daí, na intimidade e no particular, a esposa dele ter dado outro conselho.

Meu querido, esse assunto foi resolvido por um solteirão chamado Paulo, o apóstolo. Ele disse que o corpo do marido pertence à mulher dele; e que o corpo da mulher pertence ao homem dela.

Quando um homem encontra sua mulher e a mulher o seu homem, tudo acontece na maior normalidade.

O anormal é ver casais que não se amam, não se desejam e não se gostam, transando para “cumprir as Escrituras”, e, depois, levantarem-se do leito cheios de culpa, medo e neurose.

A Bíblia não conhece pudores dentro de um quarto onde dois amante de verdade se encontram.

Pecado é a objetização do sexo. É praticá-lo sem amor e sem desejo. É realizá-lo como mecânica orgânica apenas. Aí está o erro; ou melhor: o pecado do desperdício!

Se seu problema é não pecar contra Deus, ouça o que Ele diz. Mas se sua questão é agradar o seu pastor; então, seja solidário a ele; e não faça nada daquilo que a mulher dele deseja experimentar.

Mas Deus diz outra coisa, bem diferente. Aliás, Deus deu liberdade. Ele é quem fez todas as coisas.

Por isso, bebe a água da tua própria “cisterna”, e das correntes do teu “poço”.

Derramar-se-iam as “tuas fontes para fora”, e pelas “ruas” os “ribeiros de águas?”

Seja tua mulher só para ti mesmo, e não para os “estranhos” juntamente contigo.

Seja bendito o “teu manancial”; e regozija-te na tua mulher.

Ela deve ser vista como uma cabrita amorosa, e graciosa como uma égua no campo.

Saciem-te os seus “seios” em todo o tempo; e pelo seu “amor” mergulha no encanto para sempre.

E por que andarias atraído pela mulher fácil, e abraçarias o peito de uma outra, até casada?

Os lábios da mulher fácil destilam mel, e a sua boca e mais macia do que o azeite. Ensina a tua mulher a ser assim também: molhada e doce. Ora, isso vai, juntamente com a Palavra, te guardar da mulher que só quer uma aventura, e te salvará das cantadas da língua da mulher sedutora.

Cobices no teu coração a formosura de tua própria mulher. Ensina-a a seduzir-te. Isso te livrará de ser preso como um bobo pelos “olhares” da mulher que olha para todos.

Pode alguém tomar fogo no seu seio, sem que os seus vestidos se queimem? Assim, incendeiem os teus beijos a tua mulher, de tal modo que lhe queimem as vestes!

Não é desprezado o ladrão, mesmo quando furta para saciar a fome?

Assim, se por causa de tua “necessidade” tu te deres mal, ainda assim serás maltratado pelos demais homens!

Por que correrias este risco?

Por que transferirias todos os prazeres para fora de tua casa?

Por que teus sonhos e fantasias de alma não se realizariam com tua mulher, livremente, dentro de teu quarto?

Por que “construirias” tu uma “mulher virtual”, se tens uma que é mais que real?

O que não possui a sua própria mulher com o “fogo” de quem possui uma “adultera”, é burro; destrói-se a si mesmo se assim não a “trata”.

Se assim não for, pode ser que ela venha a desejar uma “outra imagem”, e tu também acabarás por cobiçar o que não é teu.

Come o que é teu e bebe de tua própria cisterna. Sacia-te dos frutos de tua árvore encantada.

A mulher aprazível obtém honra—diz o provérbio. Desse modo seja a tua honra, também, mostrar à tua própria mulher o quão desejosa e aprazível ela é.

A discrição de tua mulher tem que ser para “fora”. Mas para ti, que ela seja a mais sedutora de todas as mulheres.

A mulher virtuosa é a coroa do seu marido; porém a que procede vergonhosamente é como apodrecimento nos seus ossos. Assim, ensina a tua mulher a “coroar a tua cabeça” com toda honra. Do contrário, tu terás tristezas.

E tem marido que não sabe por que a mulher se torna mulher de rixas, uma goteira contínua enchendo a paciência?!

Ora, elas nunca foram saciadas!

Tal é o caminho da mulher adúltera: ela come, e limpa a sua boca, e diz: não pratiquei iniqüidade.

Pois assim deveria ser a liberdade e a consciência de toda mulher para com seu próprio marido.

Por que não usar o direito em favor do direito?

Se aquilo que é torto é prazeroso, por que aquilo que é bom tem que ser culposo?


Portanto, que tua mulher seja livre como aquela que come, limpa a boca, e diz: não pratiquei iniqüidade!

Que tu não percas mais tempo. A Bíblia não nos ensina a perder tempo uma vez que o amor tenha sido acordado. Ao contrário.

O homem apaixonado da Bíblia, diz assim:

Como és formosa, amada minha, eis que és formosa! os teus olhos me seduzem; o teu cabelo é ondulante. Os teus dentes são perfeitos e limpos. Os teus lábios são vermelhos, formosos e gostosos; e a tua boca é linda; as tuas faces são coradas e cheias de vida. O teu pescoço fica lindo com os cordões e adereços que tu usas para me encantar.Os teus seios são gêmeos em beleza e são cheirosos como um mergulho entre os lírios. Aproveitarei as sombras da noite e ti escalarei, pois tu és para mim como uma montanha de perfume. Enlevaste-me o coração, minha amante; enlevaste- me o coração com um dos teus olhares, com um dos colares do teu pescoço tu me seduziste.

Quão doce é o teu amor, minha mulher! quanto melhor é o teu amor do que o vinho! e o aroma dos “teus cheiros” é melhor do que o de toda sorte de cheiros comprados!

Os teus lábios destilam o mel; mel e leite estão debaixo da tua língua, e o cheiro dos teus vestidos é como o cheiro da terra mais acolhedora.

Tu és somente minha, ó mulher!

Jardim fechado és tu; sim, jardim fechado, fonte selada—pois só eu bebo de ti e em ti bebo tudo o que gosto.

Te provo como quem sente todos os sabores e sente todos os cheiros.

Tu és o Éden!

És fonte do jardim, poço de águas vivas, correntes de águas de delícias!

Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu “jardim”, espalha os seus aromas sobre mim.

E que assim diga a ti a tua própria mulher:
Entra, ó meu amado no teu próprio jardim, e come dos meus frutos excelentes, que são todos para ti!

Assim será se ela também puder dizer:
Conjuro-vos, ó minhas amigas, se encontrardes o meu amado, que lhe digais que estou “enferma de amor”.
Que é o teu amado mais do que outro amado, ó tu, a mais formosa entre as mulheres? Que é o teu amado mais do que outro amado, para que assim nos conjures?—são as perguntas comuns de mulheres que conheceram machos, mas não conheceram homens; que conheceram sexo, mas não conheceram o amor; que conheceram algum prazer, mas que nunca foram arrebatadas.

Se assim for, que ela, a tua mulher, saiba responder:

O meu amado é cândido e belo, o primeiro entre dez mil.

A sua cabeça é preciosa, os seus cabelos são gostosos, são como penas de uma ave livre. Os seus olhos são cintilantes, lavados em leite, são como jóias postas em engaste na sua face. O rosto dele cheira como um canteiro das mais doces fragrâncias; e os seus lábios são como lírios que gotejam perfume. Os seus braços são firmes; e o seu corpo é lindo de apreciar; assim eu gosto de vê-lo nu. As suas pernas são fortes, parecem árvores cheias de vigor. O seu falar é muitíssimo suave; sim, ele é totalmente desejável.

Assim é o meu amado, o meu amigo! Sim! assim é ele, minha amigas!

Acerca dessa mulher, fêmea e amiga, o marido pode dizer:

Há sessenta rainhas, oitenta concubinas, e virgens sem número pela terra. Mas uma só é a minha cabritinha, a minha mulher de confiança; ela não tem igual nem entre as filhas de sua própria mãe; ela é especial.

Minha mulher é meu harém!

Portanto, aprecie a sua mulher de cima a baixo, e não deixa nem um pedacinho de fora do teu gosto, apetite e paladar!

Você pode e deve prová-la toda. Dos pés à cabeça. Sem reservas e sem restrições.

As palavra da Bíblia podem ser todas suas, na alegria de possuir a sua mulher.

Quão formosos são os teus pés nas sandálias. Os contornos das tuas coxas são como jóias, obra das mãos de artista. O teu “umbigo” (no texto original: órgão genital) é como uma taça redonda, à qual não falta bebida; a tua barriguinha é como uma mesa onde como o meu pão perfumado. Os teus seios são perfeitos. O teu pescoço me encanta; os teus olhos como são limpos como piscinas; o teu nariz é lindo de ver. A tua cabeça sobre ti é como um monte altivo, e os cabelos da tua cabeça são charmosos; até um “rei” ficaria “preso” pelas tuas tranças.

Quão formosa, e quão aprazível és, ó amor em delícias!

Essa tua estatura é semelhante à palmeira, e os teus seios são para mim como cachos cheios de uvas doces.

Disse eu: Subirei à palmeira, pegarei em seus chachos! Pois os teus seios são como os cachos da vide, e o cheiro do teu fôlego como o das maçãs, e os teus beijos como o bom vinho, que se bebe suavemente, e se escoa pelos lábios e dentes.

E nunca poupe sua mulher de coisas novas.

Ouça quando ela diz:

Vem, ó amado meu, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias pequenas e sem ninguém. Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, vejamos se florescem as vides, se estão abertas as suas flores, e se as figueiras já estão em flor; ali te darei o meu amor...

Desse modo, meu amado, esqueça a cabecinha de seu pastor. A mulher dele parece ter muito mais o que ensinar. Pelo menos seria isso que ela gostaria, e do que, possivelmente, está sendo privada.

Não proceda do mesmo modo. Fique livre, e faça sua mulher explodir de alegria.

A idade da culpa acaba quando se conhece a estação do amor que não teme ser também desejo!

Assim, não sou eu quem vai dizer o que você deve ou não deve fazer na cama. Posso apenas dizer a você o que você pode estar perdendo!
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Leia, agora, outra carta:

-----Original Message-----
From: José
To: contato@caiofabio.com
Subject: Como faço para manter o sexo bom?

Mensagem:

Pastor Caio Fabio,

Eu moro no sul.

Me casei faz quatro meses.

Estou feliz, mas eu queria que o pastor me desse conselhos de como devo ter uma vida sexual ativa, sentindo desejo por minha esposa cada vez mais.

Eu conheço um pouco da sua história. O meu pai também é pastor, só que está caído.

Eu quero tanto que ele se levante, mas parece que ele não tem forças, até palavrões ele está falando.

Ele vive em adultério, mora com a mulher...

Em 1998 ele começou este caso. Minha mãe está forte e ainda o ama muito.

Eu oro para que Deus o liberte.

Como filho o que devo fazer, além das orações?

Obs. Tenho tido pouco contato com meu pai.

Abraços,

Deus te abençoe.

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Resposta:

Meu amado: Paz!

Você colocou duas coisas:

1. Como manter sua vida sexual intensa e ativa.

2. Falou de seu pai, que deixou sua mãe, e vive com a amante—enquanto sua mãe está firme.

Para mim uma questão tem a ver com a outra: um filho que sofre pelo tesão alucinado do pai pastor, que por aquele desejo jogou tudo pro alto e foi viver com a amante, pede um conselho sobre como não fazer o mesmo.

Ou seja: seu desejo de manutenção em altos níveis de qualidade o sexo na conjugalidade, revela a sua certeza que seu pai e sua mãe nunca saíram do papai-mamãe.

Por isto, você sofre com sua mãe: que o espera firme.

Por isto, você sofre pelo seu pai: o ama e o quer de volta—mas só se for com a sua mãe!—, ao mesmo tempo em que reconhece que a presença dele com ela, seria uma mortificação para ele, na área sexual, pois, provavelmente, seu pai não deseje a sua mãe de modo algum, como mulher.

Salvo engano, esta é sua agonia, sua divisão, seu medo e está se tornando seu tormento.

Você não quer repetir o seu pai. Mas não tem coragem de dizer que não quer também que sua mulher repita a sua mãe.

A pergunta: e sua mulher? repete a sua mãe?

Devo começar pelo fim, pois é dele que vem o começo.

1. Não se ponha no meio da separação de seus pais. A “mãe” adora fazer isto: botar os olhos contra o pai, pra ver se faz chantagem. O pai, a fim de demonstrar a irreversibilidade da decisão que tomou, se afasta—e os filhos sofrem no pacote.

2. Provavelmente seu pai se foi por não agüentar mais uma conjugalidade do tipo colega-para-colega de ministério, que muitos pastores acabam desenvolvendo com suas esposas-colegas-de-ministério. Apareceu alguém que não tinha papo de igreja, nem de aconselhamento, nem do irmão chato, e que não fala de nada do que ele anda saturado—e que ainda serve “banquetes” para ele, o velho não agüentou. E os palavrões que fala devem revelar o nível de seu desconforto com a idéia de que ele está “desviado”. Para ele, pode ser que desviado ele estivesse antes, e que, agora, ele esteja justamente achando que se encontrou, mas a família demoniza a felicidade dele. Pode ser tudo apenas uma má interpretação minha, mas é que vejo esse filme dezenas de vezes por dia.

3. Portanto, se algum dia você viu um pai-pastor-de-verdade em seu paizinho, meu amigo, não o trate como um “desviado”. É irritante e gera raiva ser tratado assim. Com toda honestidade. Quando eu estava vivendo essa fase de “interpretações”, se aparecesse um engraçadinho na minha frente me chamando de “desviado”, eu quebraria o pescoço do carinha. Leia aqui no site, em Histórias, uma sobre David Cooperfiel e o Conde Drácula.

Agora, vamos a você.

Como disse, acho que seu casamento pode ficar neurótico.

No entanto, você mesmo é quem pode dizer se você anda traumatizado pela experiência do pai, ou, se você mesmo, enxerga os mesmos sintomas em curso, e quer evitar de qualquer modo, mesmo que só esteja casado há poucos meses.

1. Sexo só acontece de um homem para com a mesma mulher—com tudo o que tem direito e muito apetite, sempre—, se o homem amar a mulher de verdade. Do contrário, o homem vai baixando a qualidade, e a mulher acaba dando a mesma resposta.

2. Portanto, a questão agora é esquecer do papai, e perguntar: o que eu sinto por ela? O que ela demonstra sentir por mim? Gosto dela mesmo: da pele, do cheiro, dos desenhos, do modo como ela se dá, se entrega? Gosto dela mais do que de qualquer outra alternativa?

3. Se você de fato gosta dela, então, há algumas coisas a fazer: demonstre isso com todas as formas de linguagem. Também seja você o ser ativo, propositor, o degustador, o que usa o olfato, saboreia, tira dela o melhor dela. Meu amigo, o resto é companheirismo, amizade, admiração e respeito.

Pense em tudo o que lhe falei, e, então, me responda.

Na duvida, faça o que eu lhe disse: mal não vai fazer, e sua esposa, de ante-mão, já agradece.

Quanto ao seu pai, procure-o sempre. Mas não vá com esse papo de “mamãe disse isto ou aquilo”, e nem vá atrás dele para encher o saco com o seu desejo de que ele volte.

Eu garanto a você: se ele pudesse, ele o faria; e se não o faz, é porque não pode nem conceber a idéia. Portanto, seja amigo dele. Só assim você poderá ajudá-lo.


Um beijão,



Caio

Escrita em 2003
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Agora, entre você mesma no site, e leia um monte de outras coisas que podem ajudar você a se compreender, e, também, a usufruir sem culpa ou neurose aquilo que é parte do galardão da vida.


Nele, em Quem todas as coisas são puras para os de coração puro,



Caio