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Cartas

MEU MARIDO É UM NEURÓTICO

MEU MARIDO É UM NEURÓTICO

-----Original Message----- From: Mulher de um evangélico, militar neurótico To: contato@caiofabio.com Subject: Disse que eu era uma... Mensagem: Amado Rev. Caio Fábio Eu me casei com 23 anos. Já havia conhecido outros namorados mais intimamente. Meu ex-marido sempre soube disso; nunca dei muita bola. Sempre fui muito bonita e paquerada, mas mesmo assim ele quis casar; apesar do ciúmes que ele sentia dos meus ex- namorados... Ele é militar, durão de uma família evangélica tradicional. Mesmo assim nos casamos. Isso depois de um aborto que fizemos quando solteiros por falta de inteligência mesmo, por ignorância. Não tive mãe na infância; apenas pai, que pouco falava comigo sobre qualquer assunto. Só aos 14 anos que minha mãe apareceu, mas não havia cumplicidade na caminhada...não sei se me entende. Quando casei, já na chamada lua de mel, tive minha primeira desilusão. Ele me disse que eu estava parecendo uma puta vadia, só querendo ter sexo com ele, e que casamento não era isso não. Aquilo me bateu como uma tranca; me fechei pra não me abrir mais. Meses depois fiquei sabendo que estava grávida do nosso primeiro filho, o que não estava nos planos. Até porque eu não queria mais estar ali com aquele homem; mas, enfim, lá estava eu: grávida, sozinha e morrendo de medo... Mas fazia uma cara de feliz com o casamento. A vida ia seguindo mediante muitas brigas, porque ele bebia muito, e ainda queria ter a vida dele de solteiro; afinal, ele era militar de uma patente que quase ninguém mais mandava nele. Chegando aos 9 meses de gravidez, tivemos uma briga uma noite antes de ir pra maternidade. Ele me jogou contra parede, e a criança deu um nó dentro de mim. Eu, com muitas dores, pedi a ele que me levasse ao hospital. Ele, rindo, me disse que eu esperasse o dia amanhecer, que já estava marcado mesmo...e foi dormir. Eu passei a noite acordada com muitas dores. No dia seguinte ele levantou, e fomos para a maternidade. Chegando lá o médico rompeu a bolsa, e o líquido estava normal. Mas passando alguns minutinhos começou a mudar, e corremos para a sala de parto, porque o criança estava em sofrimento adiantado... Meu neném nasceu com asfixia neo-natal, cordão enrolado no pescoço; com a batida, o neném que já estava encaixado pra nascer, mas virou; e pelo pouco espaço, o cordão apertava o pescoço dele... Depois de 33 horas ele veio a falecer. Chorei muito. Fiquei acabada. Quis me separar, mas minha mãe me dizia: nem adianta ir lá pra casa, se vira... Ai fui ficando... Depois de 1 anos engravidei novamente e perdi novamente. Parece que fiquei bitolada. Só queria ter um filho para ter alguma coisa pra ser minha; que tolice a minha !!! Em 1982 me mudei para o interior do estado, muito próximo da família tradicional dele; e depois de 8 meses me mudei pra cidade onde moravam os pais dele, onde ele havia nascido. Lá engravidei do meu filho, hoje com 19 anos. Engravidei depois de uma investida dele para ter sexo comigo. Acabei engravidando em meio uma separação. Novamente a família dele interveio...agora para colocar “panos quentes”; afinal, que “exemplo” era esse de uma família evangélica? Apesar de eu não ser “evangélica”, e do pai dele sempre estar dizendo que ele e o irmão dele nunca deveriam ter casado com moças que não fossem evangélicas, mas já que haviam casado, que permanecessem casados! Eu sozinha em uma cidade estranha e como uma tonta no sentido exato da palavra, acabei aceitando esse relacionamento horrível. Já não o desejava como homem. Aliás, da noite da lua de mel em diante já não o via com os olhos de desejo. Não o queria mais. Mas agora eu tinha um filho no ventre pra cuidar; e assim procurei acompanhar ele na igreja e fiz minha profissão de fé. Mas apenas repeti um monte de palavras decoradas depois de uma escolinha preparatória da igreja. Bom ,virei uma beata, não ligava mais pra nada em minha vida, só tinha olhos para o meu filho que nasceu em novembro daquele ano. Nem preciso dizer que as brigas se multiplicaram e muito. Mas, novamente, me vi grávida com meu filho nos braços ainda com 1 anos; e novamente em fase horrível: fase de cobranças: dizia que eu era uma mulher fria, que não sabia satisfazer um homem, etc... Aqueles elogios que acabam com qualquer moral feminina. Eu reagia e enfrentava ele. E ele vinha pra me bater e eu ia de faca em cima dele. Então ele acalmava. Acho que era meu lado de sangue nordestino que me fazia enfrentá-lo. Pois bem, tive outro menino. Como ele não se voltou muito para o filho mais velho, se voltou todo para esse filho; e, assim ele ficou com um só pra ele. Partia pra cima do outro, e eu, inconsciente, entrava na defesa do mais velho; e nessa disputa engravidei quando o segundo estava apenas com 9 meses. Fiquei maluca e chorava muito; e nas minhas conversas com Deus eu dizia: "Deus meu, faça ser uma menina, porque se for menino eu sei que vou amar, mas se for uma menina vou amar muito mais..." Um dia eu estava repetindo isso em baixo do chuveiro. Senti um calor percorrer meu corpo todo, e uma voz que me dizia assim: "Filha minha, é uma menina e ela será tua companheira em tua vida". Fiquei um pouco apavorada, mas desse dia em diante nunca mais falei que não sabia o que era. Sempre dizia: é uma menina com muita certeza. Em março do ano seguinte nascia minha caçula, linda. Aí passei a dedicar minha vida aos meus filhos; e cada vez mais me afastava de meu marido. Não sentia a falta dele. E continuava a ir a igreja. Mas um dia fui convidada para uma reunião cristã na cidade em que morava. Só aí é que eu realmente comecei a conhecer meu Deus e Senhor. Que coisa mais gostosa aconteceu comigo! Foi em junho de 1992. Me dediquei muito. Estava com sede de conhecimento, e quanto mais eu crescia na fé, mais meu ex-marido dizia que eu estava à serviço do diabo. A ponto de passar uma semana sem dormir andando pela casa e emagrecendo 5 quilos nesse período; dizendo que era um aviso de Deus para ele me proibir de ir na tal reunião; mas como eu sempre o enfrentei, ele me colocou no conselho da igreja pedindo minha expulsão da nossa igreja; eu enfrentei o conselho da igreja também; até hoje não sei se fiz certo ou errado, só sei que não me arrependi. Mas a igreja não teve coragem pra fazer nada comigo porque viram o meu crescimento espiritual. Aí eu ele começou a ir também à mesma ruenião. Mas depois que um Pastor falou que ele precisava ser batizado pelo Espírito Santo, ai sim ele nunca mais quis ir! Imagina: ele, um evangélico de nascimento! onde já se viu isso???—era a ironia dele. Aí eu o convidei para ir para um encontro VINDE. Foi um barulho e tanto. Mas consegui com a ajuda do pastor a convencê-lo. E fomos juntos. Ele adorou. E voltamos mais a mais três VINDES. Foi o período em que vivemos melhor, mesmo sem “desejo” de minha parte para com ele. Fazia sexo quando não podia mais correr dele, não via a hora que acabasse; era um martírio aquilo, me achava morta como mulher. Então ele revolveu perceber que eu era inteligente e me convidou para cuidar de umas coisas... Fiz tudo muito melhor que ele e todos esperavam. Era um entidade. Explodiu. Foi um sucesso. Me realizei fazendo aquilo. Mas ele era o presidente, e ficou com ciúmes. Ele e muitos outros. Muitas brigas voltaram a acontecer. Ele chegou a arrancar os botões das camisas da farda dele, então Coronel, só para dizer que eu havia abandonado a casa para me dedicar por completo a uma “obra”—ele mesmo me pusera lá! Além disso, não era verdade: trabalhava de manhã e a tarde ficava em casa com meus filhos, acompanhando-os nos esportes e cursos extras que faziam. Mas o pedido de separação foi inevitável por minha parte. Então, ele, com todo o poder que tinha, me ameaçou dizendo que me internaria em um hospital de loucos; e eu nunca mais iria ver meus filhos. Mediante isso eu recuei. Mas levei uns 6 meses para voltar a falar com ele, que agora se desdobrava para me agradar... Fazia elogios até nas igrejas acerca da minha atuação à frente da entidade. Mas foi só eu engolir o nó da garganta e tentar a levar uma vida normal, que ele voltou a ter ciúmes de morte de tudo que eu fazia. Colocou até a policia secreta atrás de mim, e nada encontrava. Tínhamos um computador em casa. Eu sempre brincava com os meninos, aprendendo a mexer, e entrava nos foruns evangélicos, e participava. Aos poucos fui conhecendo mais esse mundo virtual, até que com o coração vazio e muita carência, encontrei um homem com quem comecei a falar. No inicio era só amizade, mas aos poucos acabei por me envolver com ele virtualmente, mas apenas virtualmente... Senti que não o amava, mas apenas gostava da força que ele ma passava; e, depois, ele morava a quilômetros de distancia... Ali eu me fortaleci para me separar definitivamente. E cometi a besteira de me abrir com minha cunhada—irmã dele—que julgava ser minha amiga, ai ai ai... Minha vida virou de ponta cabeça. Passei dias escondida para ele não me matar. E parti para a separação litigiosa, já que na amizade nada conseguiria. Mas aí ele fez algo que deu um rumo diferente na separação. Ele, um coronel, se achou no direito de trancar meus 3 filhos em uma sala da Policia, e mostrar fotos de sexo tiradas dos sites; mostrando-as para meus filhos; e dizia: sua mãe está querendo se separar de mim para fazer isso com todos os homens! Meu filho mais velho quis sair da sala. Ele o trancou à chave, e não permitiu. Aí ele partiu para agredir o pai, e a confusão estava formada. Meus filhos chegaram em casa com carinhas estranhas e eu perguntava, e eles nada falavam, porque o pai ainda estava morando em casa. Disse que só sairia quando o juiz mandasse. Mas depois que eu insisti muito com minha filha, ela me contou o ocorrido. No dia seguinte pedi aos meus filhos que cada um escrevesse como se fosse uma redação o que havia acontecido no domingo, no passeio com o pai, e os deixei a vontade. Quando eles terminaram, fiquei horrorizada com o que li, e juntei isso ao processo, porque os juiz, amigo dele de infância, mandava que eu saísse de casa com meus filhos. Ele manteve sua posição, mas apelei para o Supremo. Mal bateu no Tribunal e a resposta veio imediata. Dizia que o Juiz deveria ouvir meus filhos, porque era uma violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Em uma semana foi marcada a audiência; de um lado o juiz forçando a separação para ele não ter que explicar perante o Supremo a atitude dele; e do outro lado o meu ex-marido, querendo tirar tudo que eu tinha direito. Eu? Ora, eu “vendida”, e pensando no mal que isso faria aos meus filhos no futuro: ver o pai sair de um Forum preso pela atitude dele; e por causa do depoimento deles; e tudo o que estava sendo exigido de mim. Pois bem, ele venceu. Aceitei as condições dele e a separação judicial saiu no mesmo dia, depois de 5 horas de discussão, com as crianças esperando do lado de fora. Pra resumir, a perseguição dele continuou mais forte. Os filhos não queriam saber dele; e, aos poucos, eu fui falando com eles que ele era pai deles, e que nunca deixaria de ser; até que os meninos começaram a sair com ele. Mas ele, aproveitando isso, começou a jogar os filhos contra mim, até que pediu a guarda dos filhos na justiça, depois de mundos e fundos para eles. A menina não quis de maneira alguma ficar com ele. E eu apenas respeitei a decisão deles. Acabaram por ir morar com o pai. Mas ele não sossegou. Nem preciso dizer que ele me colocou pra fora da entidade sem me dar um tostão de indenização e ainda mandou eu entrar na justiça, caso eu fosse querer algo. Deixei pra lá, mesmo passando por dificuldades financeiras. Em agosto de 2002 me enchi de coragem, coloquei tudo dentro do Fiat Uno e rumei para o Sul. E aqui estou. Voltei a usar um nome que não é o meu de batismo, mas era como meu pai me chamava até os meus 14 anos. Minha filha, no final do ano, veio morar comigo, para desespero do pai. Ela não quer nem ouvir falar em ir morar com ele, mesmo ele cortando quase que totalmente as regalias que ela tinha, escrevendo e-mails me chamando de vagabunda e perguntando a ela se eu a deixava muito sozinha, etc..... Já sofri muito aqui, pelas condições financeiras; mas agora estou trabalhando, aprendendo e crescendo; e creio e confio que o Senhor me abençoará. Mas vivo apenas com a pensão que ele manda para a filha e um aluguel do apartamento. Mal dá para manter a mim e a ela aqui. Mas sigo em frente. Tem dia que me pego pensando se tudo isso não é castigo de Deus por eu ter me separado, mas a repulsa por ele como homem é tão grande que prefiro o sofrimento a ter que voltar a morar com ele. Por favor, Reverendo, me dê uma palavra pra eu me encontrar. Preciso trabalhar, ganhar dinheiro para o sustento dos meus filhos, porque o meu mais velho tabém quer vir morar comigo, mas o pai corta tudo o que dá a ele, caso ele venha. E ele está estudando, e eu digo a ele pra agüentar firme que eu o amo muito. Tem dias que ele liga pra mim chorando muito. Aí eu fico desesperada aqui tão longe. Agora, o meu filho do meio me ofende e me chama de vadia, por tabela; nunca me chamou frente a frente, porque ele tem respeito pra não se atrever assim comigo; mas como pai me ofende, ele além de não respeitar o pai não me respeita também; e esta crescendo, ficando cada vez mais forte, um adulto altivo, senhor da razão, e com pré-julgamento de tudo e de todos. Outro dia pensei em largar tudo...mandar minha filha para o pai e sumir...chorei muito... Mas ouvindo uma mensagem alguém dizia: "Não desista, continue firme, Deus esta dizendo a você que não desista, não saia de onde você está, que Ele a tudo observa, e logo te levantará". Senti que isso era um recado de Deus para mim, e me enchi de alegria, mas logo veio um a voz dizendo assim: “você acha mesmo que Ele falou pra você?” Me desculpe, nem sei mais o que penso, me de uma palavra por favor, e me desculpe pelo longo texto. Uma braço carinhoso de quem tem uma admiração especial por ti. *********************************** Resposta: Minha qurida amiga: Paz! Seu ex-marido é um neurótico surtado, cor-verde-oliva, evangélico, e doente por natureza! Castigo de Deus? Oh! Não! A vida é dura, é incompreensível. É isto que diz o livro de Eclesiastes. Uns seres perversos têm o que não mereciam ter na terra. Outros têm tudo de mal que não semearam pessoalmente. A doença de seu ex-marido é evidente. Ele casou com você porque sua beleza e liberdade de ser diferiam do claustro e da feiúra com as quais ele convivia. Seu passado o “excitava”. Seja porque ele fazia “escondido”—como muitos religiosos fazem—; ou porque você era a idealização de fêmea que ele tinha, e não encontrava no claustro da igreja dele, muito menos na caserna. Depois de casada, na lua de mel, quando você, faminta, partiu para cima—sonho de todo homem: uma mulher que “goste” a ponto de não ter “inibições”—, ele a “classifica” para o resto da vida. É incrível, mas esse é um padrão mais que presente na mente de machos evangélicos. Digo isto porque vejo o TEMPO TODO isto se manifestar como conflito entre casais onde o sexo com outros antecedeu o casamento, ou onde a mulher é bonita. NÃO HÁ DIA que eu não tenha que lidar com o mesmo padrão. SABE O QUE VEJO? As variáveis são as seguintes: 1. Evangélicos promíscuos, porém dissimulados, alugam prostitutas para realizarem umas tarasinhas deles. Fazem isso por anos. Adoram mulher-mulher, mas sofrem do anti-desejo—fruto da insegurança—de casar com uma mulher anti-feminina. Mas como não conseguiriam desejar tal mulher, eles casam com a “outra”; e tentam convertê-la nesse clone esquálido de mulher que eles não gostam. E se a mulher não aceita a clonagem, se tem alguma vontade de ser, vira “prostituta”. Esse é o poder exercido: a superioridade moral. 2. Evangélicos virgens se apaixonam por mulheres que já tiveram suas próprias vidas—na maioria das vezes até na ignorância—e, nem podem largá-las e nem sabem abraçá-las. Então, pela insegurança de que a mulher sabe mais que ele naquela área, qualquer gesto da mulher que seja sexualmente considerado mais livre, já cria na cabeça dele um milhão de imagens acerca de como se deram bem os que vieram antes. 3. Evangélicos que deixaram mulheres cristãs a fim de casar com mulheres não cristãs—e que tenham tido vida sexual anterior—, quase sempre sofrem dessa insegurança. O raciocínio é o seguinte: “Deixei as santas de Deus para ficar com essa...” Então inicia-se a sessão de tortura. No fundo e na base disso tudo há insegurança, espírito moralista, e uma profunda patologia: querer para si o que não suporta pensar que alguém mais tenha conhecido. E mais: querer uma Eva: uma mulher que tenha nascido apenas para ele. Todavia, é o moralismo-superior, e a patologia da importância do ato sexual acima de tudo, aquilo que deflagra esse comportamento neurótico. É tão simples: Cara, gostou, é tua. Não gostou, não pega. Não suporta, não tenta levar pra casa! É mais simples ainda: nenhuma mulher é de um homem até ter encontrado o seu! Mas vai explicar isso pros machinhos! Sinto muito que tenha demorado tanto. Falar do passado, do que você deveria ou não deveria ter feito, não adianta. Preocupa-me agora somente o agora. Primeiro seu filho que está ficando doente da doença do pai. A única coisa que você pode fazer por ele é orar, ser mãe, e dar o exemplo de uma vida limpa. Segundo vem a sua mistura entre sua tristeza e sua culpa. Veja bem: você está apenas triste com a vida que você tem tido. Mas não faça de sua calamidade uma culpa. Calamidade e culpa nem sempre acontecem numa relação de causa e efeito (falo disso em meu livro O Enigma da Graça). Deus não queria você sob tortura. Quem insinuar outra coisa “repreenda em no de Jesus”. Quem gosta de ver gente torturada é o diabo. Terceiro sua necessidade de ter alguém, como homem, amigo, amparo e até proteção. Mas não faça de sua “necessidade” um valor supremo. Nessa também já vi muita mulher que vem escapando de um carrasco, acabar se envolvendo com um noviço, casar-se com a “pureza e a bondade” do sujeito, apenas para descobrir que também não dá pra agüentar nem o cheiro quando uma mulher não ama um homem como homem. Então, não se case com virtudes. Case-se apenas por amor. No mais, ter dúvida se Deus queria ou não você longe dessa doença, é o mesmo que ter duvida acerca de se Deus quer ou não você livre do inferno. Deus é amor. Creia e viva. Nele, Caio