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Cartas

MEU MARIDO ADOECEU DE CULPA, CAIU EM DEPRESSÃO

MEU MARIDO ADOECEU DE CULPA, CAIU EM DEPRESSÃO

-----Original Message----- From: MEU MARIDO ADOECEU DE CULPA, CAIU EM DEPRESSÃO Sent: sexta-feira, 13 de fevereiro de 2004 20:00 To: contato@caiofabio.com Subject: NÃO SEI MAIS O QUE FAZER Mensagem: Boa Noite Pastor Caio. Vou começar direto na minha dúvida. Me casei e vivia relativamente bem, meu marido trabalhava muito, sempre até tarde. Eu cuidava da casa e dos filhos procurando livrá-los dos problemas diários. Nós freqüentávamos uma igreja tradicional evangélica...bom, ele era levado por mim...nunca mostrou muito interesse...não lia a Bíblia...não orava... Certo dia ele caiu em uma depressão muito grande, com muito custo e com sofrimento da família toda...ele começou a fazer terapia, e depois de vários meses ele conseguiu falar que teve uma amante por 12 anos...e que não conseguia mais viver com aquele segredo...e que não era só isso: já tinha se relacionado com varias mulheres e que queria a separação para viver com ela. Bom, depois de tudo isso realmente não existia mais casamento. Eu o coloquei para fora... Ele tentou viver com a outra, mas não deu certo. Ficamos separados pos alguns meses...ele me procurou e disse que estava muito arrependido e que tinha acordado, e que me amava muito....resumo voltamos... Passaram-se mais alguns meses e ele começou a ficar triste em casa...já não conversava com os filhos, se isolava, demorava no serviço, e finalmente nos separamos de novo... Já também há vários meses...temos nos encontrado...conversado, ele nunca fala o que pensa.....diz que me ama e que não pode viver sem mim...Isto numa semana...na outra não me procura e diz que não sabe o que quer. Ele continua com o tratamento psiquiátrico...Temos freqüentado uma nova igreja; bom ele ia comigo e gostava...mas agora cansei de carregá-lo para a igreja; ele é que deve ir sozinho. Mas desde o começo do ano ele não vai, diz que tudo é relativo, a fé, a necessidade de comunhão; diz que ora...mais que não sabe o que quer...passa os finais de semana dormindo na casa da mãe dele. Mas quando está com os amigos...ele se esquece de tudo. Pouco fala com os filhos. Diz que quer viver o que não viveu na mocidade. Bom, Pastor Caio, é uma história muito triste; eu não sei mais o que fazer? Amo muito ele...mas não posso viver assim: uma hora ele quer, na outra não. Não sei o que faço! ___________________________________________________________ Resposta: Minha amada: Paz e Serenidade! Infelizmente seu esposo não está em condições de ser marido ou pai. Ele sofre de conflitos interiores profundos, e precisa de tratamento. O fato dele ter tido o outro relacionamento paralelo por tanto tempo, dadas as realidades da interioridade dele, fragmentada e insegura, sem falar no fato que ele deve ter internalizado uma dose monstruosa de culpa, fez com que ele se fragmentasse ainda mais. Minha sugestão é que você não trate mais da questão do casamento e nem da paternidade com ele. Ele agora é um parente doente, e que precisa de ajuda—e o tema do casamento, neste momento, não ajuda; mas apenas conflitua. Também não tente levá-lo a igreja como se fosse algo mágico. Seja amiga dela—por amor a seus filhos—, e ajude-o como irmã na fé e na vida. Do jeito que ele está, nenhum relacionamento que ele tenha se sustentará. Com outra durou tanto tempo apenas porque não havia os desgastes do cotidiano. Quando o relacionamento dele foi posto a prova com ela na base dos vínculos diários, ela não deve ter agüentado. Um menino só pode se casar e ser pai quando vira homem...e seu marido está ainda vivendo a idade emocional de um menino. Pode ser que com tratamento ele melhore, e até recomece uma vida normal. Deus permita. Pode acontecer. Todavia, você só esperará esse milagre se desejar, e se for de livre vontade. Do contrário, se desobrigue do vinculo conjugal...e ajude-o como pai de seus filhos. Mas não escravize a sua vida e a de seus filhos à doença dele---pois você adoeceriam juntos, e virariam co-dependentes da doença dele. Receba minha orações! Nele, que nos ajuda a encontrar melhores caminhos, mesmo onde não há caminhos, Caio