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Cartas

ME APAIXOUNOU, ME ENGRAVIDOU E ME DEIXOU!

ME APAIXOUNOU, ME ENGRAVIDOU E ME DEIXOU!

From: ME APAIXOUNOU, ME ENGRAVIDOU E ME DEIXOU To: Caio Fábio Sent: 3/04/04 Subject: NÃO SEI O QUE FAZER... ______________________________ Bom dia Pastor! É difÍcil dormir com tantos problemas...estou com o coração apertado de tanta angustia. Tive um relacionamento com um rapaz, que apesar de ter durado pouco, foi muito intenso; dele resultando numa gravidez. Ele nos abandonou e passei por situações terríveis de depressão durante a gravidez, pois eu o amava muito. Cheguei até colocar na justiça, mas por pressão das famílias Hoje meu filho está com 1 ano e meio. Atualmente tenho um relacionamento estável com outro rapaz. Poderia ser bem melhor se não fosse pelo fato de minha mãe e a família do pai do bebê não aceitarem meu namoro, e fazerem da minha vida um inferno por isso. Não sei o que faço. Meu namorado quer casar e ter outros filhos; só que acho que ainda amo o meu “ex”. Tenho 23 anos e estou totalmente confusa: um me ama e o outro me maltrata. As famílias disputam meu filho, meu Deus! Acho que ninguém se importa com meus sentimentos. Me disseram que só pode ser macumba! Meu bebê é uma criança difícil de lidar. Também, com tantos problemas em volta dele! Tenho vontade de sumir, e o pior, não guardo rancor de ninguém, e amo demais todas as pessoas que me rodeiam; e principalmente meu filho, minha razão de viver.... Me dê uma direção... ______________________________ Resposta: Minha querida: Paz e Bem! Bem, primeiramente devo lhe dizer que você não está em condições de decidir nada sobre casamento neste momento. Poderia ser trágico escolher alguém em meio a tanta confusão circunstancial e também interior. Portanto, nada de pensar em casamento por enquanto... Namore o rapaz com que você está namorando. Apenas isto. Todavia, para que em tal processo não haja a “utilização” do moço apenas porque você não está tendo o “papai de seu filho”, deixe bem claro para ele seu estado de letargia para a paixão. Se ele desejar prosseguir assim mesmo, ande com ele um pouco. Mas ele tem que ter uma chance real de conquistar você, e isto só acontecerá se você para de ver o pai de seu filho. Enquanto você o vir, será impossível alguém ter alguma chance junto a você. Além disso, você precisa tirar todo mundo dessa “pequena área” de sua vida. Digo: os pais deles e os seus familiares. Diga de uma vez à sua mãe que não haverá casamento. Quanto à paternidade ser irresponsável, caso “o pai” não ajude financeiramente, entre na justiça contra ele. No mínimo, ele também tem que ser responsável em relação ao suporte financeiro que ele deve ao filho. Se ele e a família não quiserem mais ver o menino, sinceramente, em tais circunstâncias, melhor para você! Mas caso queiram, deixe-os ver e até levar para o fim de semana; isto, porém, após ter tudo resolvido na justiça. Provavelmente sua “paixão” pelo rapaz, o pai da criança, não seja amor, mas um mix de sentimentos muito confusos. Entre você e o rapaz deve ter havido profunda vinculação de “química de corpo”. Provavelmente você descobriu o sexo e o prazer com ele—e, provavelmente, antes dele nada tivesse sido para comparar com o que você sentiu com ele. Além disso, dessa “química” veio um filho. E pior: no seu auto-engano, você sempre acha que o rapaz não está com você porque a família atrapalha. Já lhe ocorreu que a razão pela qual ele não está com você seja apenas porque ele não gosta de você, e tem medo que você grude nele, em razão do filho? Não perca mais tempo com esse “amor”. Você ainda nem sabe o que é isto. Você está confundindo sua carência, seus prazeres sexuais realizados e novos, ainda desconhecidos nesta área; mais o nascimento de seu filho—fruto dessa química—, e os “impedimentos”; sim, está confundindo isto com uma inquietação que parece paixão, mas é angustia. O amor que faz bem, trás paz! Nele, que nos ajuda a discernir a vida, Caio