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Cartas

Liberação Total de Direito Autoral

Liberação Total de Direito Autoral

Há um só criador. Há um só autor. O Criador e Autor da Vida, que nós matamos, e que ressurgiu de entres os mortos três dias depois. Eu sou um ser criativo...sei disso...foi Deus quem me fez assim. Mas não há nenhum gêneses acontecendo em mim. Não há nada novo debaixo do sol...todos somos devedores a tudo e todos...no passado, no presente e no futuro. Autoria humana? De fato não existe! Alguém, em algum lugar, já pensou aquilo... Fez apenas o aplicativo circunstancial daquela verdade—e que não foi inventada, foi apenas descoberta—dentro de seu contexto e com suas palavras. Dizer as coisas com criatividade obedece alguns princípios: 1. Você deve saber que não há distinção entre o que você pensa que pensou primeiro e o que outros pensaram antes de você. Você está apenas tendo a chance de dizer uma verdade com a cara e a linguagem de sua época—e até com as arquiteturas de construção de imagem e pensamentos de seu tempo, mas é ainda a mesma coisa...às vezes apenas mais desenvolvida. 2. Você precisa saber que o que faz a diferença é você...seu modo de dizer, seu jeito de ser e, sobretudo, de tirar sempre a roupa de um modo diferente. 3. Você deve saber que está sendo influenciado o tempo todo. Portanto, cite apenas aquilo que tiver que ser citado por tratar-se de uma fonte real e pública, ou porque você foi absolutamente influenciado por aquele pensamento—que, repito, é também daquele autor, mas é de muitos antes de dele e também de muitos de seus contemporâneos. O autor teve a chance de expressar algo que em geral muitos estão percebendo, só não sabem como dizer ou não têm a chance de fazê-lo. 4. Você tem que ser natural. Qualquer coisa que você tenha aprendido com alguém, dita com seu jeito, suas palavras, suas construções, seu cotidiano e suas próprias vivencias—e, também, seqüências de pensamento e encadeamento—, são todas elas coisas suas! 5. Você precisa saber que pensar é apenas uma maneira de interpretar o que acontece a todos e, também, que isso é um bem de todos—não havendo, portanto, necessidade de se pagar direito autoral. 6. Você tem que saber que o problema, portanto, não está em entender e trazer para o nível da verdade existencial na qual você se mostra como alguém que pensa. O problema está em repetir tudo e, ao final, dizer que foi você quem pensou isto. Nesse caso, o você cita a fonte ou você diz do seu jeitão, correndo o risco de não ser tão elaborado ou articulado, mas, com certeza, será seu. Digo isto porque toda hora alguém pergunta se pode repetir o que aqui está exposto. É claro! Estou apenas sendo um ser síntese. Sinto em mim, vejo em outros, ouço de muitos, associo há muitas outras coisas, sou remetido para o tema por meios e modos diferentes, mas a mensagem é a mesma. Pelo menos a minha. Tenha certeza...no final eu sempre terminarei na mesma Pessoa e do mesmo jeito: o meu jeito de falar do jeito Dela! Portanto, fique bem à vontade. Tudo o que há aqui é de todos nós. “Nós” é o meu nome, porque somos muitos! Caio