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Cartas

LENDO CAIO PELOS OLHOS DE FREUD: uma análise de Flávia

LENDO CAIO PELOS OLHOS DE FREUD: uma análise de Flávia

 

 

----- Original Message -----
From: LENDO CAIO PELOS OLHOS DE FREUD: uma análise de Flávia
To: contato@caiofabio.com
Sent: Saturday, July 22, 2006 1:10 PM
Subject: Lendo o “Confissões” com Freud: uma psicanálise de Caio

 

 
Olá,


É a primeira vez que eu escrevo um texto nessa comunidade. É que há tempos venho sendo invadido por um intenso desejo de expor o que eu penso sobre a história desse homem de Deus chamado 'Caio Fábio'; homem que tem profunda paixão pelo sagrado; e pelo bem social — foi assim que na década de 90 esse homem começou a sofrer alguns dramas de natureza ideológica e política.

Li o livro de “Confissões de um Pastor” em dois dias. Gostaria de comentar aqui o que sinceramente eu percebi como verdade nessa história toda (do livro), que está cheia de beleza e angustia!

Em primeiro lugar: o Caio Fábio sofreu do complexo de Édipo... Drama que a psicanálise (estudo no qual ele mesmo se formou) define como algo que toda criança sofre. Esse complexo se baseia numa busca objetal pela figura da mãe em outras mulheres... Quando esse drama não é superado, ele gera um vazio enorme na alma de tal individuo. Quando jovem o Caio experimentou esse vazio, tentou esconder isso na rebeldia e drogas.

2: Esse drama foi desencadeado pelo comportamento do pai em assumir duas famílias, gerando no ainda criança Caio Fábio a sensação inconsciente que ele era o homem da vida da mãe dele! No livro encontrei uma associação livre sobre isso. Para fortalecer essa tese, ele (o Caio) cita quando se excitou sexualmente com uma mulher mais velha só pela idade!

3: Ele disse em outra passagem no livro que passou a vigiar a mãe dele, não pelo pai dele, mais por causa dele mesmo.

4: Quando o complexo de Édipo não é plenamente superado, a mente humana precisa de um mecanismo que bloqueia o que surge desse mar de conflito, duas pulsões: o tabu do incesto(desejo inconsciente pela mãe) e ( pulsão de assassinato) — esse mecanismo costuma ser bloqueado pela religião, gerando um sentimento maior de segurança. E recalcando as fantasias da infância... Vi que Caio usou a religião como mecanismo de defesa, contra algo maior e pior que estava na mente dele e queria sair; ou seja: tornar-se consciente.

5: Não tem nada a ver com Deus isso que estou dizendo, eu creio muito Nele... 
 
Ou seja: tem a ver com o conflito de um homem que sofre pressões horríveis na infância! Embora ele tenha buscado Deus na religião, ele não conseguiu encontrar; em minha opinião. Por duas razões: (1)- Pelo desenvolver da história de conversão do Caio Fábio, vejo que ele encontrou uma idealização do que ele entendia como sagrado. A relação que ele tinha com seu pai, determinou que na mente se tornando uma antítese do ele teve como amargo na infância. A partir disso ele passou a projetar isso em uma forma de especialização de converter os jovens drogados! A ironia disso tudo, é que o Caio Fábio, embora influenciado pela juventude amarga, conseguiu usar isso como aliado na pregação do evangelho.
Quando a ficha dele caiu... Ele como uma pessoa muito inteligente, logo viu que a religião não passava de uma mascara para encobrir a verdade do ser... Aí nasce o Caio Fábio atual... Começa então a buscar resposta no conhecimento no racional-sagrado! Achou que tinha perdido a fé... (que nada: a fé nunca se perde, ela se amnifesta exatamente na perdição do racional!) Começa a reler o evangelho com outros olhos... o que determinou, em Caio Fábio, uma total revolução. Ele enxergou que no Cristianismo, havia muita doença e pouco de Cristo... Acredito ser essa a visão, dele influenciada pelo Cristo bíblico e pelo pensador dinamarquês Kierkegaard.

Aí... começa a morte das projeções... o Jesus verdadeiro começa a aparecer de forma mais nítida, mais espiritualmente discernida, mais humana... O Caio fez então um curso de filosofia que influenciou sua visão de social! Foi uma visão avassaladora! Primeiro ele viu isso em Jesus! Depois analisou em comparação ao pensamento sociológico! O resultado fez a diferença no meio evangélico brasileiro... A Fábrica da Esperança surgiu como um alerta aos líderes pela importância do sagrado andar de mãos dada com o social! Sofreu reflexo de quem entra nesse exorcismo da corrupção no Brasil!!! e desanimador....
 
Após esses intensos conflitos, onde se misturavam poder, política, Igreja, escândalos, ameaças, etc... — isso tudo deixou a alma desse homem de Deus cansada. Ele quis parar! Foi um escândalo. O Brasil todo o Totemizou. Veio o Dossiê Cayman; logo após o divórcio! O mundo todo ficou chocado! Por quê? 1: Na minha opinião os evangélicos brasileiros gostam de apresentar para sociedade que têm um homem inteligente que o represente! Isso vem da fraqueza dessa alma coletiva chamada de evangélicos! Quando as críticas sociais vêm de forma intensa, avassaladora, por parte da mídia, geralmente o argumento de defesa dos evangélicos são muitos simplistas! Demonizando, ou espiritualizando a questão! Precisam de uma persona que esconda essa fraqueza e essa baixeza de intelecto! O Caio Fábio preencheu essa expectativa da igreja; 2: Foi por causa da insegurança dos lideres religiosos tem de que a verdade um dia escape, chegue a publico — que demonizaram o Caio. A melhor maneira foi totemizar e tê-lo como desviado da fé... Disse Silas Malafaia: “O Caio Fábio não pode mais pregar...” Por que será? O que mudou quando Caio Fábio pulou fora desse circo cristão!? Elegeram outros representantes! E a nossa idiotice é tanta que tem o Ministério de Defesa contra a Mídia, devido aos nossos absurdos ideológicos e doutrinários serem tratados como absurdos...

Os defensores são psicólogos... Malafaia!
Será que a psicologia é cristã... Será que ela está unida a fé... Não! Ela e um reforço para sustentar nossa já debilitada fé. Essa História de que a psicologia está na Bíblia não passa de uma insegurança em acreditar em Deus pela fé, sem explicação, nem sistematização...

Que Deus salve os evangélicos dessa doença de ser evangélico!
 
Caio, por favor, não me interprete mal, não quis analisá-lo, mais expor meu sentimento sobre seu livro e sua história.

O único pastor que eu dou credibilidade no mundo cristão é o senhor!!!

Que Deus continue iluminando sua mente, e renovando seus ânimos para lutar pela conversão dos evangélicos ao Evangelho. Não desanime... Suas palavras têm surtido muito efeito...

Um abraço!

Em Cristo,
 
 
Flávia Santos Curado
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Resposta:


Minha querida Flávia: Graça e Paz!

 

Muito obrigado pela sua carta tão carinhosa; e, também, fruto de atenção sua, no ler meu livro; e conseqüência de seu interesse quanto a melhor me compreender. Obrigado de coração!

Portanto, tudo o que lhe direi, espero que seja ouvido e lido com o mesmo coração de carinho que tive ao ler a sua carta.

Eu jamais diria que não concordo com a analise que você fez de minha evolução psíquica se eu realmente concordasse com ela. Ou você pensa que nunca me expus a sérias analises acerca de mim mesmo e dos elementos que, unidos, forjaram minha constituição psicológica?

Na realidade, caso seu único material de analise não fosse um livro (poderia até ser este site; no qual há muito mais “confissões” do que no livro), mas fosse a minha pessoa, em muitas conversas — logo você veria que o doutor Freud tem pouco a dizer sobre minha vida interior no que tange a desvendar os seus mistérios.

Complexo de Édipo. Sim, é parte do dogma psicanalítico a afirmação de que é assim: o desejo instintual pela figura materna garante ao menino a sua fixação como macho, em guerra com o pai.

Acontece que meu pai, e não minha mãe, desde qualquer que seja a memória humana que eu tenha, e seja qual for a possibilidade de analise a meu respeito — sempre será visto como a figura andrógena que formou meu ser.

Sim, havia uma androgenia cultural em minha família extensiva!

Sou filho de uma casa na qual os pais, e não as mães, são tais figuras. Uma disfunção? Quem disse? Freud? Sei apenas, sem querer entrar em outros méritos, que tal padrão só veio a ser completamente quebrado por mim, no âmbito da família, após quatro gerações de pais-mães. Sim, para ler a minha construção psicológica no “Confissões”, você teria que ter levado mais a sério as pessoas que me precedem no livro: todas masculinas; meu bisavô Araujinho; meu avô João Fábio; e meu pai, Caio Fábio. Em todos você encontra a mesma marca. Meu bisavô, por exemplo, casou depois dos 70 anos, viveu cinco anos com a esposa, gerou dois filhos, ela morreu, e ele os criou sozinho, sem jamais buscar a ajuda de uma mulher ou companheira. Morreu aos 104 anos; e isto porque cansou de ter tanta saúde; e, por tal razão, desistiu da vida aqui, praticamente praticando uma eutanásia natural: não comeu e nem bebeu até morrer de fraqueza.

Meu desejo de proteger a minha mãe, durante o tempo em que meu pai teve uma vida dupla, conjugalmente falando, era por mim mesmo, sim! Afinal, eu nunca fui menino-menino; mas homem-menino. Creia, porém, que assim fazia apenas por me dava raiva pensar que outro homem que não meu pai viesse a tocar nela. Ou seja: era por mim, na mesma medida em que esse “mim” era muito mais representação dele do que de meu eu.

Minha vida sexual começou aos cinco anos, com a emulação que a babá de meu irmão mais novo provocou em mim. Isto porque foi ela, já adolescente, quem, noite após noite, foi me despindo da infância sexual e me levando para um mundo de desejos adultos; completos. Durante dois anos, todas as noites, foi assim. E quando meu pai soube de tudo e a despediu, chorei a dor dos amantes proibidos. Entretanto, foi desse ponto na minha existência que houve a explosão de minha sexualidade. A moça foi, mas deixou seus desejos em mim. Ora, daí em diante, nunca mais fiquei sem sexo! E quando meus amigos ainda se masturbavam, eu já tratava de outras coisas; sempre com mulheres mais velhas. Por causa de minha mãe? Não! Em razão de algo muito mais básico, e que Freud não leva a sério. Ou seja: pelo despertamento precoce da pratica sexual com uma menina-mulher; o que deixou em mim, durante toda a juventude, o desejo de somente me relacionar com mulheres mais velhas.

Minha mãe? Não! Creia! A Babá de meu irmão! Uma “mãe” de faz de conta? Uma realização edipiana em pela concreção? A babá ocupava o lugar psicológico da mãe? Blá, blá, blá!

Felizmente, nas barrancas dos rios, Freud não chega; pois, lá na minha terra, naquele tempo, com mil pais ou sem nenhum, menino já nascia querendo jogar com genitálias, e não com fliperama.

Minha grande dor, na infância (que foi maravilhosa até meus 7-8 anos), era não conseguir não ser cúmplice de meu pai; muito mais do que de minha mãe — digo: na questão da “outra mulher dele”.

Quando conheci a mulher que com ele estava, fiz minha analises, e concluí que minha mãe “dançara”. Por ele, meu pai, sentia angustia, pois via o quanto ele estava sofrendo. Já por minha mãe, considerando a ausência dele, veio sobre mim a necessidade de guardá-la para ele. E é aí que Freud não chega. Afinal, ele não concebe um menino-homem como eu fui. Sim, não entende que minha pulsão sexual deixou seu estado infantil bem antes da hora, e nem tampouco lida com a idéia de que a animalidade mais básica e sem qualquer sofisticação de explicações vinculadas aos dogmas da psicanálise possa acontecer, definindo precocidades sexuais. Sim, nada além de precocidades!

Ou seja: minha proteção para com minha mãe, era por mim, como filho de meu pai. E mais: era como um amigo que guarda a mulher do outro, com toda amizade, para que ninguém a moleste até que o amigo volte.

Além disso, caso você tivesse levado o livro mais a sério, lendo-o com seus próprios olhos, sem buscar um fio da meada freudiano em minha história, você veria a quantidade imensa de outros materiais; os quais carregam muito mais lógica psicanalítica do que os pressupostos primitivos da psicanálise freudiana. Uma leitura Jungiana ou Lacaniana levaria você a outras conclusões, por exemplo.

Digo isto porque sei que minha constituição humana carrega complexidades bem maiores do que o conflito Edipiano. Na realidade eu diria: Quem me dera!

Simplificando o que poderia ser um imenso livro, apenas digo: Sou filho de um homem fascinado pela sua criação (meu pai), e que reproduzia o padrão de alegria paterna de seus ancestrais. Essa é a razão pela qual, antes de desejar casar com uma mulher, já aos sete anos, meu maior desejo era ser pai. Não porque desejasse competir com meu pai, como pai ou homem. Mas apenas porque o prazer que eu sentia sendo filho dele, e o prazer que ele demonstrava sendo meu pai, me davam a certeza de que nada nesta vida seria mais significante para um homem do que ter, amar, cuidar e se dedicar a seus filhos. Coisa que meu pai fez mesmo quando discutia seu “desquite” com minha mãe.

E as revoltas que tive, foram mais básicas do que Freud gostaria. Fiquei revoltado por ver meu pai humilhado pela “Revolução Militar”. Fiquei revoltado ao ver minha mana com o braço esmigalhado e com o prognostico de tê-lo duro para sempre. Fiquei revoltado em ter que deixar a Floresta indo morar em Copacabana. Fiquei revoltado por estar longe dos que amava. Do quintal dos sonhos que existia na nossa casa. Do sítio mágico. Das brincadeiras de homem: luta, Tarzan, subir em árvores, caçar, andar pela mata, tomar banho de igarapé, viajar para o “interior”; e sobretudo, fiquei revoltado com a vida no Rio. Depois, após a conversão de meu pai, e já morando em Niterói, fiquei revoltado com o fato de ele deixar tudo para trás, e decidir viver uma vida franciscana; voltando para o Amazonas como missionário. Ah! Creia! Isto me revoltou muito à época!

Quanto à vinculação do Complexo de Édipo não elaborado e não resolvido se tornar projeção da mãe suscitando a busca por mulheres; e, além disso, fomentando uma vontade assassina reprimida (fruto da não realização da morte psicológica do pai dentro do filho) — e a leve insinuação de que meus instintos relacionados às mulheres e às lutas daí poderiam decorrer; saiba: eu me sentia absolutamente normal em minha sexualidade até que a menina-moça me deu do fruto da árvore; e eu comi e gostei. Mas gostei muito. Mesmo. E como no “interior”, e especialmente no Amazonas, tais pulsões sempre encontram guarida à volta, de meninas a mulheres mais velhas — o que daí decorreu foi a minha fome precoce encontrando a vontade de comer das mulheres que, em se dando, achavam que também comiam. Quanto ao desejo assassino, saiba: nunca me vi com tais pulsões. E mais: meu amor pela luta também vem de meu pai (você leu no livro); e, depois dele, veio de meu encontro com a “inteligência do Jiu-Jitsu”. Sim, eu amei aquela luta, a qual, para mim, era um jogo de muita inteligência, mais do que de qualquer outra coisa.

Sobre religião e sagrado, saiba: já nasceram mortos para mim (Está no livro). Ou por que você acha que minha tese de ordenação (ordenação que não pedi e nem queria — o livro conta!) foi justamente sobre aquilo que hoje é o que mais choca todo mundo quando falo; e que é a base de minha fé, desde sempre: a Ordem de Melquizedeque, e o Deus que age fora de todos os portões sagrados?

O mais, se você ler o site dando a mim um mínimo de crédito em cada confissão, lhe dará uma perspectiva muito mais ampla de tudo o que lhe disse. E ainda: se você desejar, o que é bom acerca disto tudo, é que para cada coisa que você disse que me teria acontecido em razão de... — tenho livros da época, mostrando que aquilo ali já havia sido vencido ou processado por mim fazia tempo. Ou seja: leia meus livros desde 1980, e você verá com muito mais clareza os elementos que não apenas forjaram o meu ser; mas, além disso, verá que algumas de suas analises e seus vinculamentos a processos em minha vida, são atrasados em relação ao meu processo interior conforme documentado em meus livros.

Quanto à Kierkegaard ser um dos responsáveis pelo meu tipo de percepção espiritual, saiba: ele me encantou justamente porque encontrei nele o que eu cria meio sozinho, não fosse à fé de meu pai. Ou seja: nele encontrei vínculo, não fundamento. Além disso, não tenho Gurus e nunca os tive; nem mesmo meu pai o foi ou o é. Porém, se tivesse que considerar influencias ao meu pensamento, antes de Kierkegaard, eu teria que pedir a você para ler os livros de Jacques Elull. Afinal, recebi muito mais influencia dele do que de meu amigo Kierkegaard. Tudo isto, todavia, é pirulito! Sim, porque você disse que eu re-li os evangelhos e mudei. Na realidade, a razão pela qual eu gostaria que você lesse os livros de “antes”, é justamente para você ver que nada me mudou; exceto na minha percepção acerca da inconversibilidade do fenômeno evangélico. Antes eu cria. Mas de 1991 em diante eu perdi a fé no fato dos evangélicos desejarem o Evangelho!

Quanto a mim e aos evangélicos, saiba: foi tudo ao contrário. Ou seja: porque eu já era uma pessoa “de fora”, desde Manaus, sempre tendo a mídia desejosa de dialogar comigo, é que os evangélicos pegaram a carona. Mas nunca foi o inverso. Só me aclamaram presidente da AEVB porque eu era o único que se fazia ouvir desde há muito.

Quanto ao momento presente dos evangélicos e sua analise de seu complexo de inferioridade, concordo com tudo; e, tanto em livros anteriores como também aqui no site, há farto material que comprova a minha corroboração acerca do que você disse.

Ah! Um detalhe: sou autodidata e nunca fiz nenhum curso de filosofia. Em Universidades, tanto no Brasil como fora dele (à exceção de dois ou três cursos básicos no Fuller Theological Seminary), sempre fui para falar em classes especiais ou em semanas de atualização teológica; e nada além disso. Portanto, nunca fiz curso de Filosofia.

E, apenas para piorar, devo dizer que praticamente toda a minha visão “psicanalítica” vem não de Freud, mas de Jesus e Paulo (apesar das idiossincrasias do último). Ou a gente não leva Freud à sério apesar das idiossincrasias dele!? Este, todavia, seria tema para uma longa conversa. Aliás, você está convidada para uma boa conversa.

Obrigado por todo o seu carinho. Pude senti-lo em tudo o que você escreveu!


Receba meu carinho e minha alegria pela sua irmandade!


Nele, que sabe quem somos,

 

Caio