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Cartas

JÁ QUE NÃO PODE NAMORAR… FICA COM UM HOMEM CASADO

JÁ QUE NÃO PODE NAMORAR… FICA COM UM HOMEM CASADO



----- Original Message ----- From: "Tania Maria Borges" To: Sent: Saturday, March 12, 2005 2:17 AM Subject: Ajuda!!!! Graça e Paz Pr. Caio Fabio Meu nome é Tania, tenho 32 anos, sou solteira. Me converti à 10 anos atrás, e no ano de 2000 fui direcionada por Deus a um seminário internato bem rígido, onde homens e mulheres não podiam ter muito contato. Me formei em 2003 e sei que Deus tem planos com minha vida, tem me direcionado a trabalhar com educação cristã, pregações e com jovens. Porém, carrego comigo algo que me faz parar muitas vezes no meio do caminho: minha vida sentimental. Antes de me converter, era noiva de um rapaz e estávamos prestes a nos casar. Porém, ele engravidou uma moça que trabalhava com ele e se casou com ela. Eu fiquei sabendo disso no dia do meu aniversário. Foi um choque muito grande para mim, quase entrei em depressão... Foi aí que eu fui procurar ajuda de Deus, me entregando a Ele. Depois desse relacionamento, nunca mais me envolvi com ninguém. Estou sempre me entristecendo por isso, por achar que Deus não tem ninguém para mim. Às vezes entro em crise por isso, e fica muito difícil prosseguir... me sinto muito só... Há duas semanas atrás em uma dessas crises acabei entrando em contado com esse rapaz, meu ex-noivo. Ele ainda está casado, porém vive uma vida de solteiro. Marcamos um encontro e acabamos ficando juntos. Depois desse dia estamos sempre nos vendo e ele me diz que está com a esposa por causa do filho e que quer ficar comigo. Eu tenho plena consciência de que essa minha atitude não está agradando a Deus, tenho me sentido culpada, porém não agüento mais a solidão. Eu me sinto como uma mendiga, mendigando o amor de alguém. Eu sei que deveria me afastar dele, mas fico angustiada em saber que vou ficar sozinha novamente. Pr. Caio, às vezes fico pensando: será que Deus tem solidão para mim? Será que nunca vou encontrar alguém? Será que Deus quer que eu morra frustrada? Estou escrevendo porque preciso de ajuda. Não agüento mais pecar, mas também não agüento mais ficar sozinha. Por favor Pr. Caio, ore por mim e se puder me dar uma palavra de ajuda, ficarei muito grata. Tania Maria (nome fictício) _________________________________________________ Resposta: Querida ‘Tânia’: Graça e Paz! Uma conversão religiosa num ambiente restritivo e repressivo pode arruinar a vida de uma pessoa para sempre. Ora, se além disso ainda se vai para um seminário-internato que proíbe e demoniza a aproximação de homens com mulheres, mais desgraça ainda se torna a experiência. Seminário deveria ser um lugar de sêmen; ou seja: de semente... e de vida. Mas a maioria se tornou em Cemitério... um lugar onde as sementes da vida morrem. O que aconteceu com você é simples: Você veio de um trauma afetivo (com o noivo), converteu-se, entrou para um grupo que apavorou você em relação a ‘novos encontros’, e, assim, condicionou sua alma à única experiência sexual e afetiva que você tinha tido antes. Desse modo, medrosa quanto a conhecer novas pessoas... e correr o risco do encontro e do desencontro... você se agarrou à uma certeza: você está se dando à única pessoa que você amou... ainda que ele seja casado... pois, com ele, você já sabe tudo... e prefere ser ‘a outra’... do que ter que iniciar do zero uma nova experiência. Num mundo onde tudo é medo... a melhor coisa é ficar com o que já se conhece... No seu caso, o ex-noivo é pelo menos uma certeza de uma transa boa e com alguém a quem você hoje ‘dá o troco’, posto que ele hoje confessa o desgosto e o equivoco dele em relação a ter deixado você pela atual esposa. Assim, minha irmã, há o medo do encontro; há o trauma com o fato de que sexo é pecado; há a vontade de ter o homem que deixou você um dia; há um tesão acumulado horrível; há uma horrível carência afetiva; há a raiva de ter sido manipulada pela religião; há a naturalidade de que uma mulher de sua idade quer amar e ser amada. Portanto, o que lhe acontece vai desde aquilo que foi traumático àquilo que é normal. Infelizmente a ‘experiência’ evangélica, na maioria das vezes, cria tais ambientes interiores extremamente favoráveis à doença que hoje a aflige. O seu ‘ex’ não ama você. Ele está apenas vivendo o tédio do casamento, e, no meio disso, aparece uma ex-noiva que virou ‘freira evangélica’ (isso por si só já dá o maior tesão)... e que telefona melosa e querendo saber como ele está..., e, inevitavelmente, encontram-se... e ele ‘pega’ ela... ela que agora é novidade para ele... Sim, ela vira musa... Ora, ele gostou imensamente de ter alguém que nunca o tenha esquecido... e que tenha até mesmo se mantido ‘virgem’ para ele... todos esses anos... e que não quer ter mais ninguém além dele... embora sofra em razão do ‘adultério’... (o que aumenta ainda mais o desejo)... É claro que ele tem que dizer que o presente tédio do casamento dele é ‘falta de amor’ pela mulher... o que não necessariamente é verdade... Você, por seu turno, não o ama... Apenas sofre de rejeição... E amou ser vista, agora, como objeto de um equivoco presentemente corrigido por ele... Ora, como também estava sem ninguém fazia muito tempo... abriu-se para a experiência com a força de anos de afetividade amargurada e tesão reprimido... o que gerou esse caldo quente e malucamente cheio de desejos... De fato, não me leve a mal, mas você está é morta de desejo de sentir que está viva. Apenas está acovardada quanto a tentar conhecer alguém novo... e, pela insegurança, agarra-se doentemente à vinculação com o ex-noivo. Sempre falo aqui do significado de coar mosquitos e engolir camelos... E você é um caso típico disso, como é comum com os evangélicos. Isso porque ao invés de namorar, conhecer outras pessoas—preferencialmente livres...—, entrega-se a uma situação que é ruim por todos os lados; posto que psicologicamente é ruim, e, do ponto de vista da saúde relacional... é um desastre... Sim, é algo que somente tira a paz, adia o que pode ser bom, e destrói a auto-imagem... pois a mulher que se sujeita a viver assim... acaba por amar a si mesma muito pouco. Largue essa doença. E cure-se com os bons e livres prazeres... ‘antes que cheguem os maus dias... e os anos nos quais você dirá a si mesma que não pode ter mais prazer’. Portanto, abra-se; namore; conheça outros rapazes; dê a si mesma o direito de andar conforme a sua própria consciência... sem exageros nem para mais (como agora... tendo um caso...), nem para menos (como antes... não tendo ninguém). Não perca mais tempo. O diabo já tirou muitos anos bons de vida de você. Não deixe que ele continue a roubar o seu tempo de viver. Normalidade é o encontro entre a necessidade moderada e a gratificação responsável e consciente. Seja normal, e tudo será bom! Obviamente que quando falo de ‘normal’ não atrelo meus conceitos às noções burguesas de ‘normalidade’... e nem a qualquer outra noção legal... seja religiosa... seja a da legalidade do ‘politicamente correto’. Você é adulta, e já sabe o suficiente do Evangelho para deixar de ser tutelada pelos doentes da religião. Ande conforme sua fé e sua consciência. Sugiro que você leia o site, pois, nos conteúdos dele, expresso o que penso que seja uma vida tranqüila, feliz, normal e aberta para continuar crescendo em Deus e auto-descobrimento. Receba meu abraço e minhas orações! Nele, que disse que não é bom que o ser humano fique só, Caio