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Cartas

IRMÃS CARMELITAS ABREM AS PORTAS!

IRMÃS CARMELITAS ABREM AS PORTAS!

 

 

 

 

----- Original Message -----

From: IRMÃS CARMELITAS ABREM AS PORTAS!

To: contato@caiofabio.com

Sent: Friday, September 12, 2008 2:48 PM

Subject: ACAMPAMENTO COM CATÓLICOS: Vc tem algo contra?

 

 

 

Reverendo Caio,

 

Aproveito o tema da carta [ SERÁ QUE VOCÊ ESTÁ SABENDO?], e venho contar sobre a iniciativa que começou a acontecer aqui em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

 

Era vontade nossa iniciar um trabalho aqui nesta região, cheia de templos, das mais diversas denominações, mas, também, cheia de gente doente, ferida, precisando compartilhar com amigos e pessoas que compreendem seus anseios e dores.

 

Para tanto, eu, meu marido e um irmão chamado Patrick, começamos a buscar um lugar para começar; e, sinceramente, só encontrávamos pessoas que dificultavam nossa busca.

 

Então, uma pessoa amiga, católica, mas grande admiradora da sua palavra, nos deu a sugestão de irmos a local próximo de nossas casas, que vem a ser um local de retiro, dirigido por freiras carmelitas, que quando consultadas, nos receberam de forma muito carinhosa, generosa.

 

Pediram-nos para explicar a finalidade do encontro, sendo-lhes dito que somos um grupo que ama o Evangelho e que nossa finalidade é tão somente estudar e aprender.

 

Explicamos sobre o uso dos vídeos e sobre a forma que os encontros teriam.

 

A resposta foi simples e objetiva:

 

"Esperamos que o grupo cresça e possa abençoar vidas".

 

Já tivemos a primeira reunião, fomos abençoados e pudemos abençoar vidas ali, apesar das imagens, que existem ali em razão da fé das irmãs, mas que para nós, nada significam.

 

Todos entenderam nossas colocações, pois existiam novos convertidos, católicos e nós, seguidores de Jesus.

 

Compartilho esta experiência por entender que o senhor gostaria de receber as notícias.

 

Com carinho,

 

Karla Ribeiro

___________________________________ 

 

Resposta:

 

 

Karla querida: Graça e Paz!

 

 

 

Não dá para ler os evangelhos, ver Jesus agindo, tocando, amando, acolhendo, e, sobretudo, dizendo que Sua grande surpresa sempre vinha de fora, do centurião, da siro-fenícia, do gadareno, da Galileia dos gentios — e não perceber que o eixo de significados espirituais sempre se move para onde não se sabe e nem se espera.

 

Além disso, Jesus disse também que muitos viriam do Norte, do Sul, do Ocidente e do Oriente; muitos que não buscavam nada, mas foram achados; os quais, disse Jesus, dariam melhor resposta ao Evangelho do que os filhos de Abraão; sejam eles judeus ou apenas os cristãos da carne, da letra e da presunção da eleição exclusiva e arrogante.

 

Um dia teremos vergonha até de termos julgado que tais coisas mereciam nossa seriedade ou reflexão.

 

Poucas coisas andam tão próximas à blasfêmia quanto a presunção que considera o outro um perigo e um contagio.

 

De fato, segundo Paulo, o grande perigo reside justamente naqueles que nós achamos que são os nossos mestres, aos quais ouvimos sem consulta ao espírito do Evangelho.

 

Hoje em dia quando sintonizo em algum canal de programas religiosos [o que é uma raridade], em geral fico menos ofendido com alguns padres do que com pastores.

 

O irmão, todavia, que emitiu suas preocupações, é gente boa de Deus, e, estava apenas expressando aquilo no que ele foi condicionado durante anos.

 

Fiquei muito feliz com a iniciativa de vocês, e, mais ainda, com a das irmãs carmelitas que os tem acolhido.

 

Há quatro anos estamos em uma escola católica, usando o teatro deles, o La Salle, e, de tal convívio, temos apenas boas coisas a dizer, todas relativas à limpeza, clareza e simplicidade deles no trato conosco.

 

Temos total liberdade em tudo, e nunca fui advertido acerca de nada.

 

Você pode imaginar o “Caminho da Graça” funcionando em um templo evangélico sem ter problemas? Sim! Sem que fossemos aqui e ali objeto de alguma ação, sugestão ou interferência?

 

É simples assim!

 

Receba meu carinho e minha alegria no Senhor pela iniciativa de vocês e das irmãs carmelitas.

 

 

Nele, que não reconhece as fronteiras dos homens,

 

 

Caio

 

12 de setembro de 2008

Lago Norte

Brasília

DF