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Cartas

FRATERNIDADE NO CAMINHO - Caio

FRATERNIDADE NO CAMINHO - Caio

 

 

 

 

 

FRATERNIDADE NO CAMINHO - Caio

 

 

 

Logo que decidi voltar a pregar, ainda em agosto de 2000, na comunidade da Urca, na qual minha mulher servia como pastora há anos, ajudando nossos amados Cúrcio e Silvinha — eu jamais esperava estar iniciando um processo que tomasse as formas e dimensões que tomou.

 

Paulo Leite, fiel amigo e Presidente da Igreja Congregacional no Brasil, bem como o Pr Washington Souza, que me convidava semanalmente para dar uma entrevista no programa de televisão dele na Band quando o Dilúvio passou, foram pessoas da primeira hora, e sem nenhum interesse além da amizade.

 

Assim, mesmo que fugindo de compromissos, devagar foi pregando aqui e ali [conforme a amizade], enquanto dizia “não” à multidão de convites que me vinham de todo tipo de igreja, pastor e ministério, aqui e fora do país.

 

Era convite não apenas para pregar, mas para ser bispo, apóstolo, líder de grupos ou até presidente de ONGs Internacionais cristãs. Mas os convites me davam erisipela...

 

Meu mano reverendo Guilhermino Cunha, pastor da Catedral Presbiteriana do Rio me convidou para ficar lá, com ele, o que me significou um tempo longo de reflexão a fim de decidir, pois, somos amigos, e por ele tenho toda amizade e gratidão; bem como pela Catedral, minha igreja desde há muito tempo. Meu pai e minha mulher também achavam que esse seria o caminho normal. Eu, porém, sentia que era outro o caminho de Deus para mim.

 

Depois o Presbitério de Niterói me reintegrou às minhas funções pastorais na IPB, mas, outra vez, após ter pedido afastamento unilateral por cinco vezes antes disso [desde agosto de 1998], agora, com tudo feito e pronto, não senti que era tampouco aquele o caminho de Deus para mim.

 

Enquanto isto acontecia o Café com Graça!...

 

Eu, todavia, sabia que aquilo era importante, mas que ainda não era o que Deus tinha preparado. De fato o Café foi a minha “gruta de Adulão”. E quanta gente boa nasceu ali!... E eu mesmo!?! Quanto fui falado por Deus enquanto pregava aos outros!?!...

 

Veio então o convite da Igreja Episcopal Carismática do Recife, na qual tenho muitos amigos amados, começando pelo Bispo Paulo Garcia, e, sobretudo, na amizade de décadas que tenho com o Reverendo Alexandre Ximenes, hoje bispo, e que me convidavam para ficar ali, com eles, coberto de todo carinho e amor. Mas também não senti que aquele era o caminho de Deus para mim.

 

Enquanto isso... O site entrou no ar e milhares e milhares de pessoas começaram a se conectar e a se abrirem, falando do coração. Literalmente eram milhares e milhares e não parava de crescer.

 

Assim, surgiu a idéia da Irmandade Virtual. Em razão de muitos pedidos fizemos uma reunião em São Paulo.

 

Ora, em meio a tudo isso havia o Rômulo, a Doró, o Luciano e a Gina. Luciano e Gina tinham passado um ano conosco no Café, em Copacabana, e o Rômulo e a esposa sempre iam até lá me ouvir nos fins de semana.

 

“Caio! Vamos pra Brasília! Vamos levar tudo pra lá! Pense nisso!” — me diziam os irmãos Rômulo e Luciano.

 

Então, estranhamente, logo depois da partida de meu filho Lukas, meu coração queimou outra vez. E o lugar do recomeço seria Brasília, e por razões que me vinham exclusivamente do coração, e de nenhuma outra lógica.

 

Nesse meio tempo o site “bombava”. Literalmente milhões de pessoas liam o que eu escrevia todos os dias ou semanas. Eram números de um grande Portal, e que cumpriam a profecia do irmão João, aquela que está aqui no site acerca do “Portão dos Invisíveis”, e que me foi entregue por ele, sem consciência de nada, em agosto de 2000.

 

Assim, todos os dias havia gente pedindo ajuda. Pessoas sós de coração e que se identificavam com meu ensino no Evangelho. Todos queriam que eu começasse algo. Foi quando depois de muito orar decidi iniciar a primeira Estação do Caminho, aproveitando o fato de que o Marcelo Quintela já tinha uma longa história indireta comigo, desde a infância dele. Foi por essa razão de natureza histórica e de continuidade, relacionada a alguém que ouvira o Evangelho de um tio, a quem eu batizara, e que levara umas fitas minhas para a casa do Marcelo ainda menino, e ele e toda a sua casa vieram a crer no Senhor, que decidi que iniciaria o processo fora de Brasília com ele.

 

De lá para cá muitas Estações e centenas de outros se uniram ao Caminho. Hoje, minha alegria é imensa, pois tenho também ao meu lado manos amados e maduros como o Carlos Bregantin, o Chico, o Luiz Wesley e vários outros que estão chegando.

 

Hoje, entretanto, uma nova situação se configura. Há milhares de amigos pastores ou não, os quais andam aqui no site com avidez todos os dias, e que são edificados e mentorados pelo que digo e escrevo, e que me pedem já faz algum tempo que iniciemos uma Fraternidade no Caminho da Graça. Ou seja: algo que exista não como “Caminho da Graça”, mas sim como uma Fraternidade de pessoas que se identifiquem com a mensagem, mas que, por razões diversas, não podem se integrar diretamente a uma Estação do Caminho, embora tenham total identificação com os conteúdos e com o ensino que reparto.

 

Assim, estamos criando um Blog chamado “Fraternidade no Caminho” e que reunirá todos os do Caminho, bem como todos aqueles que tenham identificação com os conteúdos e com os espírito do que estamos ensinando, mas que não podem deixar o que fazem e nem onde estão a fim de se integrarem a um grupo do “Caminho da Graça”.

 

O processo:

 

1.         Assim que o Blog estiver pronto avisarei no site;

 

2.         Todos os interessados deverão inscrever-se no Blog, de preferência deixando uma foto e todos os dados pessoais;

 

 

3.         Marcaremos um encontro de todos e nele elegeremos um grupo de irmãos que anualmente serão os responsáveis pela Fraternidade no Caminho;

 

4.         Todos os anos o grupo de líderes-servos será renovado para a tarefa da manutenção da comunhão entre os irmãos;

 

 

5.         Os encontros terão a finalidade de aproximar esse imenso grupo de Gente Boa de Deus que anda sem comunhão nos próprios corpos ministeriais nos quais servem.

 

Desse modo, sem discussão, mas apenas atendendo ao pedido de centenas e centenas de amigos, estou dando o ponta-pé inicial nessa comunhão da qual o “Caminho da Graça” participa, mas não é o dirigente.

 

Agora, portanto, chegou a hora de ver se quem pede tanto tem mesmo a disposição de assumir o que diz desejar mais que tudo como comunhão.

 

Todas as informações devem ser remetidas para chico@caiofabio.com

 

 

 

Nele, que foi levantado a fim de reunir os filhos de Deus que andam dispersos,

 

 

 

Caio

 

23/11/07

Lago Norte

Brasília

DF