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Cartas

FIQUEI VOANDO...

FIQUEI VOANDO...

 

 

 

 

 

 

----- Original Message -----

From: FIQUEI VOANDO...

To: contato@caiofabio.com

Sent: Monday, September 03, 2007 12:02

Subject: tenho aprendido muito

 

 

Querido Pastor Caio, como acho bom lhe escrever, ler seu site, que considero uma bênção para todo aquele que por um motivo ou outro se perdeu na caminhada, bom também para aqueles que estão caminhando e não querem se confundir e claro, para quem não começou ainda a caminhar, para que conheça uma Boa Nova, realmente boa.

 

É assim que tenho lido tudo o que escreve e me sentido alimentada, como a verdadeira Boa Nova, aquela que realmente traz uma novidade. Aquela que transforma porque não tem como não ser assim.

 

É um alívio pra alma saber que o evangelho de Cristo é simples, que é leve e infinitamente bom para o homem. Aprendi a ler a bíblia a partir de Jesus. E como Ele ficou mais importante do que quando eu lia a bíblia que, entre outras coisas, continha Jesus. Ele parecia menos. Agora Ele é Gigante, agora Ele é Jesus na minha vida.

 

Aprendi também que algumas questões bobas, devemos deixar para trás porque não trazem benefício nenhum.

 

Voltando para minha casa dia desses, de ônibus, estava pensando no que havia lido no site. E fiquei com meu coração muito grato pela sua vida, pelo amor que você demonstra para com todos, pelas palavras mais duras com a intenção única de ajudar. E observei que você é assim porque reflete os ensinamentos de Jesus, e que se você é assim, é porque primeiro Ele foi e é. Então me enchi de enorme gratidão a Deus por tudo, me senti voando (nunca voei, mas deve ser uma sensação como a que experimentei). Vi Jesus, não como aquele histórico homem que morreu na cruz pela humanidade mas como se estivesse ouvindo tudo o que Ele fez por mim pela primeira vez.

 

Tenho indicado o site a amigos, imprimo o que leio e dou pra outras pessoas lerem, falo sobre as Boas Novas que leio aqui para minha mãe, que apesar de crente, é cheia de preconceitos e doutrinas de igreja. Vejo que ela para e pensa no que digo. Peço a Deus que ela acolha com o coração e não somente com os ouvidos. Ontem chamei meu pai, que é cego, para ouvir pela TV o seu programa. Ao final ele me disse: “Minha filha, eu sou cego, não sei ler e sou burro como um sabugo, mas o que esse moço falou, é nisso que eu acredito”.

 

Fiquei muito feliz. Faço essas coisas com tranqüilidade porque sei que o que encontro no site e em suas palavras é o Evangelho de Cristo para salvação de todo aquele que crer.

 

Fiquei muito feliz ao ler sobre a melhora de seu pai. Que bom que nenhum dos planos Dele podem ser frustrados. Os nossos sim, mas os Dele, nunca!

 

Muita paz pra vocês. Aquela que excede todo entendimento.

 

Com amor fraternal, em Cristo,

 

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Resposta:

 

 

Querida amiga: Graça e Paz!

 

 

Sua alma é um doce. Que o Senhor a preserve!

 

Você disse e eu me alegrei:

 

“Vi Jesus, não como aquele histórico homem que morreu na cruz pela humanidade, mas como se estivesse ouvindo tudo o que Ele fez por mim pela primeira vez.”

 

Ora, é assim sempre que o Evangelho entra em alguém. A história fica menor, bem pequena, e cresce a consciência da relação.

 

A maioria, entretanto, vive da História e para a História.

 

Da História do Jesus Histórico, que é maravilhosa e incomparável; e ainda têm a coragem de chamar pra briga comparativa de feitos e significados, o pobre do Buda, o coitado do Maomé e os meigo Confúcio.

 

“A tumba está vazia! Jesus é Maior!” — dizem.

 

Mas Jesus pergunta: “Sim! E aí? Fiquei maior na História? Eu? Maior que a História? Não me façam de Ídolo. A quem me comparareis?”

 

Para a História do Jesus Histórico quando se dedicam a fazer o Evangelho algo materialmente palpável e que se torne uma Torre de Babel, uma das Maravilhas do Mundo; de preferência imortalizando os nomes dos proponentes dessa tão nobre causa-eterna. Para tais aficionados a História é a eternidade da crença.

 

Essa é a fé dos crentes em geral. A crença no Cristo Maior.

 

Mas Jesus pergunta:

 

“E em que isto mudou sua vida? Você anda em paz? Você ama com simplicidade? Você caminha em perdão? Você ama a todos com o meu amor? Sou o Maior? Você crê no Maior? Então, o Maior tem que ser o menor; e aquele que Dirige seja o que serve”.

 

Entretanto, quando a Palavra se torna vida em nós, e quando Jesus deixa de estar “lá” para ser aqui, em mim, então, tudo fica novo como se de repente o que era Saudade [História] se tornasse Abraço [Relação].

 

Há dois tipos de crente:

 

1.        Os saudosos; 2. Os relacionados.

 

Os saudosos crêem na História de Jesus; e que é verdade e fato. Mas não muda ninguém. Impressiona, empolga, dá uma base para uma crença forte; a mais forte de todas. Ora, o “Cristianismo” é a ilustração.  

 

Os relacionados crêem em Jesus numa relação intima e existencial de fé, e que neles é real, mais real do que a História, pois a História é para ser observada, e a Relação é para ser provada.

 

De fato, Cristo ressuscitou dos mortos na História [tempo-espaço], mas o que disso vale é o poder da ressurreição, que é para nós, que é força para viver conforme o Evangelho, e que é poder de Deus em nós; e mais que isto: que é a garantia de nossa paz; pois, Ele morreu pelas nossas transgressões e ressuscitou para a nossa justificação.

 

Enquanto a pessoa é apenas da História, ela é religiosa. Quando a História deixa de ser a base de sua crença, em razão da supremacia da Experiência da Fé; então, a História continua o que ela é: fato; mas, daí em diante, para a pessoa, o grande fato é agora o Encontro.

 

Ou seja: “Já não é mais pelo que tu disseste desse homem, mas porque nós mesmos temos visto e crido que Ele é o Filho de Deus”.

 

A fé na ressurreição Histórica tem que nos levar ao caminho da experiência do Poder da Ressurreição em nós.

 

Ora, isto é o que nos relaciona ao Jesus Vivo e Ressuscitado; e quando isto se torna poder existencial, e toma conta do nosso coração; daí surge a experiência de Deus em nós...

 

Então, aí não nasce um religioso, mas um discípulo da vida em Jesus.

 

Sobre seu paizinho, saiba:

 

Quanto menos “instruído” na religião o individuo é, mas facilmente ele entenderá aquilo que os “Nicodemos” não conseguem compreender em razão de seu aprisionamento às lógicas e doutrinas das crenças da religião.

 

Esta é a diferença entre ele e sua mãezinha.

 

Continue voando... Voa quem está no vento... E quem nasceu de novo, está no vento e segue o vento...

 

 

Um grande abraço!

 

Fique forme na Palavra!

 

 

Vejo você no La Salle...

 

 

 

Nele, que é nosso Encontro,

 

 

 

Caio

 

03/9/07

Manaus

AM