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Cartas

Eu ouvi do púlpito da minha igreja: “quem não é dizimista, v

Eu ouvi do púlpito da minha igreja: “quem não é dizimista, v

-----Original Message----- From: Quem não der o dízimo para o pastor é ladrão? Sent: terça-feira, 21 de outubro de 2003 To: contato@caiofabio.com Subject: Dízimo Mensagem: Alô Pastor Caio: Já dei uma lida em dias anteriores, sobre dízimos. Você deixou bem claro sobre que não há barganhas com Deus. Há uns 20 dias nossa Igreja recebeu um Pastor de Portugal, e ele foi taxativo: “quem não é dizimista, vai para o inferno”; pois, segundo ele, também é ladrão. E fez as devidas “amarrações bíblicas” necessárias para defender sua afirmação. Gostaria que você falasse um pouco sobre “trazei todos os dízimos à casa do tesouro...” Que dízimos são esses? Se possível, explicar com mais detalhes o termo usado em cartas anteriores sobre o Templo-Estado. O que você acha do líder que só separa alguém para qualquer atividade se for dizimista? O que achei estranho foi o meu pastor não ter feito nenhuma colocação depois que o pastor retornou para Portugal. Estou ali a um bom tempo e o pastor da igreja nunca fez tal afirmação. Será que o próprio Jesus não nos alertaria, ou o Apostolo Paulo, sobre este "perigo"? Tem sido um prazer freqüentar o este site. Pelos laços do Calvário, um abraço. ************************* Meu amado: Paz! Se Deus ama a quem dá com alegria, pois que vantagem há em se dar qualquer coisa a Deus por obrigação? O Templo, agora, é você—sempre foi. Davi não era dizimista: ele dava a Vida. E Jesus, era? Será que Ele deu somente o dízimo da Graça na Cruz? Paulo cobrou alguma coisa de alguém? Não é mais em Jerusalém o lugar onde se deve adorar: Deus é Espírito. Acabou esse negócio de qualquer coisa “oficial” com Deus. Mas pra quem gosta de Igreja-Estado, a mais oficial de todas e a mais garantida, já existe vai fazer 1700 anos, e fica em Roma, num Estado chamado Vaticano. Essa pelo menos é durável. Afinal, o Estado Oficial vem vencendo os tempos! No mais pergunto eu aos “donos de igrejas”: quem vos constituiu “Estado Arrecadador” sobre o povo de Deus? Meu irmão: o ladrão é quem rouba as ovelhas. Não é a ovelha que está sem lã. O pastor entende, ajuda a ovelhinha a ficar saudável. Não cobra. Dá. Recebe apenas aquilo que é espontâneo. Pode crer: ladrão é quem inventa essa história, manipula-a, oprime o povo, toca terror, ensina a devoção do medo, instala culpas, se senta no lugar de Deus como se fora o próprio Deus; e ainda diz ser o Representante Oficial de Deus para as Arrecadações. Esse tipo de “publicano”—arrecadador do Império Romano—, não é o tipo de publicano que precede a ninguém—nem aos fariseus—no reino de Deus. Sabe por que? Porque ele é aquele “publicano” que Jesus disse existir quando alguém que se diz irmão, ofende, defrauda, e rouba o próximo, e sendo advertido, procurado pelo ofendido e pelas suas duas testemunhas; e, sendo exposta diante da assembléia a sua indisposição de se “converter à reconciliação” com o próximo—ele insiste irreconciliação. Jesus disse que apenas o ser irreconciliável com a Graça de Deus deve ser considerado, pejorativamente falando, considerado um “publicano e pecador” ( Mt 18). Portanto, há os publicanos que precedem a muitos no reino de Deus; e há também o “publicano” que deve ser desconsiderado alguém “fora da comunhão” apenas porque é indisposto a se reconciliar com o próximo. Esse “publicano” é pior que o fariseu, porque ele tem toda a falsidade do fariseu associada a toda a malandragem roubadora do “publicano”. Esses são os filhos do medo e que se tornam pastores do ódio; ou são os filhos do engano e de toda malícia e que pervertem os santos retos caminhos do Senhor. Parece duro, meu amado, mas o que posso fazer? É verdade! Portanto, se houver o pastoreio do medo, da tirania, da mágica, e da exploração—o ladrão é quem pastoreia desse modo! Você, eu e qualquer outro temos que dar a Deus com alegria e com gratidão. Deus não ama fidelidades mau-humoradas, culpadas e constrangidas pelo medo! A fidelidade para Ele é praticada com generosidade, alegria e gratidão! Sobre fazer um “estudo bíblico” para provar o que digo, sinceramente, não farei. Já é texto demais. É letra demais. E mais: eu você, seu pastor, o de Portugal, e todo o mundo, sabemos que o que estou falando aqui é a verdade acerca do que a Palavra ensina sobre Deus, não sobre Dinheiro e Arrecadação. Mas se o de que estamos falando aqui é acerca de Deus, conforme o Evangelho e de acordo com a Sua revelação, então, sinceramente, a resposta é: Examine a Escritura você mesmo e chegue a uma conclusão que pacifique a sua consciência; então, viva em paz e pela fé; pois tudo o que não provêm de fé, é pecado. Um beijão, Caio