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Cartas

ENTRE A MACUMBA DA SOGRA E DA MÃE

ENTRE A MACUMBA DA SOGRA E DA MÃE



Caro Pastor Caio, Graça e Paz! Gostaria de conversar um pouco com o senhor sobre algo que me aflige. Não sou vinculada a nenhuma igreja, mas freqüento a Presbiteriana, de vez em quando. Pois já fui membro durante 14 anos. Muitas "coisinhas" me afastaram da "igreja". Não é isto que me angustia. É o seguinte: Namorei durante 9 anos, 5 meses e 12 dias, antes de me casar. Hoje, tenho 9 anos, 2 meses e 23 dias de casada. E amo muito meu marido. Temos uma filha de 2 anos e 21 dias, que fica em nossa casa com minha cunhada (irmã do meu marido), enquanto trabalhamos o dia todo. Aí começa minha angústia... A família do meu esposo, apesar de "demonstrar" gostar de mim, sei que não queria que nos casássemos. Porque ele ajudava financeiramente em casa, coisa que os irmãos que ficaram , não fazem. Sinto que eles fazem "certas coisas", porque são muito ligados ao candomblé. E além disto, minha mãe me alerta muito sobre isso. Eu sinto que eles têm inveja de nós, pois temos uma vida razoávelmente, abençoada. Com a presença permanente da minha cunhada em nossa casa, me vejo totalmente sem liberdade, apesar dela cuidar muito bem da nossa filha. Sei que se não fosse ela, seria outra pessoa. Pastor não sei o que fazer, o que sentir. Às vezes sinto raiva de mim por não reagir. Mas tenho medo de magoar meu esposo que não sabe de nada disso que se passa comigo. Tenho plena certeza de que Deus está comigo. Mas preciso de uma luz, de um puxão de orelha, o que for. Porque também não sei se o que sinto está correto, ou se sou eu a estar errada. Se estou vendo coisas onde não existem... Aguardo uma palavra sua. E sei que ela vai me ajudar. Um forte abraço. ___________________________________________________________ Resposta: Minha amiga: Graça e Paz! Contra amor, fé, bondade, verdade, sinceridade, carinho, e boa vontade, não vale encantamento, nem macumba, nem despacho, nem feitiço algum. Ame-os e você estará protegida! Existe muita “paranóia evangélica” em muito do que você sente e narra. E a tal “paranóia” vem de sua família. Ou seja: em relação ao seu casamento, a pior macumba sendo feita é a de sua família. Sim, se sua sogra “faz algo”, esse algo não atrapalhou você de casar e de ser feliz. Ou seja: se ela “faz”, louve-se a discrição dela; posto que tudo o que você pensa que sabe, é fruto deles serem do Candomblé (portanto, supostamente desejosos de separar o marido de você em razão de dinheiro...); e, também é o resultado das freqüentes falas crentes e conspiratórias de sua mãe. Se eu tiver que lhe dizer algo, eis o que é: 1. Viva sua vida com gratidão. Essa “paranóia” é a própria “macumba”. E saiba: ela não vem diretamente do Candomblé, mas da paranóia evangélica. 2. Se você aceitar esse estado de suspeição, seu casamento acabará por se prejudicar. E, se isto acontecer, saiba: a feiticeira da separação terá sido sua mãe, não sua sogra. 3. Veja se ao invés de “julgar e condenar” a família “pagã” de seu marido, você não está apenas se escondendo atrás desse “problema” a fim de não dizer para você mesma que sente um grande ciúme dele com a família dele. 4. Também veja se sua mãe não gostaria muito de fazer com que ele ficasse longe da família dele apenas porque assim ele poderia ajudar mais ainda a você e a ela. Assim, pare com isto, e abrace o amor que Deus lhe deu, o qual, para você, tem dia, mês, hora, ano, e segundos de existência... tudo cheio de amor! Cuidado: a grande macumba é a sua suspeição baseada no preconceito. Porém, do ponto de vista real, a grande interventora em sua mente não é a sua sogra, mas a sua mãe. E se quiser ser sábia, nem toque neste assunto com seu marido! Encare-se, pois a macumba que pode fazer mal está dentro de você! Leia o site todos os dias, e você crescerá para deixar essa macumbinha de criança para trás, e, ao invés disso, usufruirá sua vida tão boa e gostosa com seu amado companheiro, sem as paranóias que hoje lhe perturbam o coração. Receba meu carinho e minhas orações! Nele, em cujo amor estamos Guardados de todo mal, exceto daqueles que produzimos em nós mesmos, Caio