Português | English

Cartas

ELES DIZEM QUE EU SOU O CARA

ELES DIZEM QUE EU SOU O CARA

-----Original Message----- From: ELES DIZEM QUE EU SOU O CARA Sent: quinta-feira, 4 de dezembro de 2003 17:10 To: contato@caiofabio.com Subject: SOU OBRIGADO A SER LÍDER? Mensagem: A paz! Prezado Caio, Louvo mais uma vez pela tua existência entre nós! Por que digo isto? Digo isso por que tu és a diferença para a nossa geração. Você diz o que pensa, mas sempre de acordo com o que a Palavra; e a Graça de Deus nos ensina. Bom, pra começar tenho apenas 24 anos. Estou noivo, pra casar e sou seminarista... Eu acho que era um fundamentalista da maior igreja pentecostal histórica do Brasil. Fui ensinado desde de pequeno de um certo jeito. Mas de um tempo pra cá estou verdadeiramente tendo experiências da Graça de Deus em minha vida. Bom, eu “tô de saco cheio” desse negócio de “ministério” e “obreiro”. Já não prego há uns 3 meses. Tenho recebido muitos convites, mas tenho escolhido não pregar. Já vi muita coisa errada... Congreguei numa igreja, que na minha primeira reunião de obreiros teve P..........(é aquela palavra mesmo, a adarrop) E MUITOS palavrões. Logo em seguida, uns meses depois, esse mesmo pessoal e o pastor, me chamou para tomar vinho no gabinete pastoral, junto com outros obreiros. Isso me arrasou. Não que eu não tome vinho, muito pelo contrario. De vez em quando eu tomo um bom vinho. Não gostei foi da incoerência: um discurso para os “crentes”, e outro para os “bastidores”. Enfim, andei com os maiores VASOS—se é assim que eu posso dizer—do RIO DE JANEIRO, e vi e observei muita MENTIRA, ADULTERIO, FORNICAÇÂO, ROUBOS, DESVIOS, PASTORES HOMOXESSUAIS QUE PREGAM CONTRA O HOMOSSEXUALISMO, ENFIM... COISAS DESTE TIPO, e que acontecem muito em nossos dias. Então, voltei para a minha igreja de origem; uma igreja conservadora. Tenho aprendido muito lá. Meu Pastor é um homem bom. O problema é que eles me querem na liderança, e eu já não agüento mais esse negócio de ficar liderando. Eu estou sendo liberto do espírito de RELIGIOSIDADE. O que faço? Eles dizem que eu sou o cara. Já eu penso que eu estou muito novo, e tenho muito que aprender... Eu vi, e estou sentido na pele que eu não quero mais isso para a minha vida; até porque a classe hoje está sendo esnobada, por causa dos malucos que tem por ai. E eu sinto que eu não quero mais este negócio de ministério; e aí? o que faço? Eles devem estar pensando que eu não quero assumir a liderança porque “já pequei com a minha noiva”; sabe como é, né? Eles desconfiam de tudo.... Beijo, Cordialmente, ********************** Resposta: Meu amado irmão: Paz e Prosperidade! Não é bom para um homem agir contra a própria consciência! Sei que você sabe disso. Lutero apenas formulou aquilo que outros haviam escrito até com sangue. Creio que seja melhor você seguir esse fluxo. Não existe nenhuma relação especial com Deus pelo fato de alguém oficialmente realizar um “ministério”. Ministério é a vida! No entanto, há algo que eu quero dizer a você. Você mencionou que não queria mais esse negócio de ministério, sobretudo, porque já “viu muito” e não quer se identificar com a “categoria”, que anda “esnobada”. Ora, uma coisa é não desejar o “titulo”—hoje em dia a “alcunha”—de pastor. Outra completamente diferente é deixar de usar seus dons e talentos para a glória de Deus e o bem do próximo. Pelo amor de Deus! Nunca confunda as coisas! Se eu fosse você, diria a verdade a eles. Tipo: Gente, eu preciso de um tempo pra mim. Já andei muito envolvido com atividades, e agora quero ter o privilégio de deixar as coisas descerem mais profundamente em mim. Se eles ficarem olhando para você com ar de “me engana que eu gosto”, então, diga assim, bem na lata, e com toda pureza: Eu sei que vocês acham que eu não quero assumir compromissos porque pensam que eu já transei com minha namora. Conquanto este seja um tema que diga respeito somente a mim e a ela, no entanto, quero deixar claro que não aconteceu. Só estou dizendo isto porque sei como se costuma pensar numa hora dessas, quanto alguém recusa um convite tão honroso! E ponto! E olhe que assim fazendo você já deu até explicação demais. Até hoje eu não consigo entender como há igrejas e pastores que forçam uma barra danada para terem alguém fazendo algo na igreja apenas porque a pessoa demonstra talento—mesmo que diga que naquele momento não está podendo, ou até que não está a fim. Parece até pecado! Que opressão! Que criancice! Então, siga com um bom coração a sua própria consciência. Ah! Só uma coisa: de preferência fique longe da Comunhão da Pilantragem, pois não há coração crente que sobreviva nesses covis. Um beijão. Nele, Caio