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Cartas

E os pastores, o que pensam?

E os pastores, o que pensam?

-----Original Message----- From: CELIO AUGUSTO Sent: domingo, 31 de agosto de 2003 To: contato@caiofabio.com Subject: E os pastores, o que pensam? Mensagem: Saudação na paz do Senhor! Querido pastor e irmão em Cristo Jesus: Antes de tudo estou grato a Deus por novamente ver você envolvido nesta seara, após aquela situação difícil a qual você foi submetido. Mas, com todo respeito, gostaria de saber como foi está volta por cima; quando muitos até mesmo falavam que jamais seria possível; e como os irmãos, pastores e amigos estão vendo você agora? De seu irmão em Cristo Jesus, Celio Augusto **************************** Resposta: Meu irmão Celio: Paz! No que concerne, tenho umas poucas coisas a dizer: Não dei nenhuma volta por cima. Estou Nele. Se subo aos céus, Ele está lá. Se deito no fundo do abismo, Ele está lá também. Se desapareço da vista de todos, lá nesse “lugar de ninguém” Ele está também. Se vou morar na ilha mais remota dos mares, Ele habita a mesma choupana! Portanto, pergunte a Ele onde Ele esteve comigo, e quais lugares Ele me levou a conhecer. Só posso dizer que nunca voltei...estou sempre indo! Com relação a “ como estão te vendo agora?”—posso dizer apenas o seguinte: Os irmãos sempre estiveram junto, no mínimo em oração. Os pastores, não sei como me vêem agora; mas sei que os pastores-irmãos agiram como irmãos agem: no mínimo com oração. E os amigos são tão poucos que conto nas duas mãos: esses nunca deixaram de me ver! Se por “irmãos, pastores e amigos” você se refere àquela multidão de aduladores, tenho também poucas coisas a dizer: Os “irmãos” nunca são culpados; são, no máximo, imaturos ou ignorantes—mas a grande maioria não quer ver o seu mal, nunca. Os pastores, bem, houve de tudo entre eles: os que choraram e sempre oraram; os que andaram a minha procura, e sempre aguardaram que eu aparecesse no horizonte para darem uma festa; os que deram uma “festa” quando deixaram de me ver no horizonte; os que gritaram “Oba, chegou a minha vez!”—como se eu algum dia tivesse tido o poder ou o desejo de “barrá-los” no baile; os que ao ouvirem as primeiras informações de que eu poderia estar pisando o “solo pátrio” e foram para seus púlpitos, congressos, reuniões de “pastores-pasteurizados”, ou para a televisão ou para o rádio, e disseram: Isto é um absurdo. Se, se ele voltar, não pode mais falar. Tem que ficar com o bum-bum no banquinho para sempre! Também houve ainda os que perguntaram: será que eu preciso ter um “caso” para minha cara aparecer na capa da sua revista?—pergunta feita por uma “malinha de vento” ao dono da Revista Eclésia, quando se anunciava a minha volta ao Brasil. Houve também os que não sabiam o que fazer: diziam-se meus “amigos” e foram a vida toda tratados como tais (alguns até como se filhos fossem), mas que na “hora” de dividir o despojo correram como abutres sobre a carniça—esses não sabem onde colocam a mão para cobrir a vergonha do escrachamento de suas atitudes já irreversivelmente reveladas. E houve até os que se reuniram, com toda a elegância que o momento pedia, e decidiram, que eu era “uma página virada na história”, e se dispuseram, por amor à “caminhada”, a tomar colegialmente o lugar que eu nunca busquei! Como eles me vêem hoje? Bem, sinceramente, eu não sei e não estou nem um pouco interessado no assunto. Sei apenas acerca daqueles que nunca foram, mesmo quando eu havia partido; e que me receberam como se eu nunca tivesse ido—a maioria desses são hoje amigos de fato. Na página de entrada deste site—em “Caio Fábio visto por Amigos”—, você verá os nomes de alguns desses amigos de hoje e sempre. Obviamente há uma multidão de outros pastores amigos cujos nomes ali não estão. Mas todas as figurinhas carimbadas de antes, que andavam pela minha casa, que viajavam comigo, que escreviam em minha Revista, que não perdiam os Congressos e amavam ser convidados para falar neles; e amavam as “oportunidades” que eu lhes dava; sim, a ausência dos nomes deles naquela lista significa a inexistência de qualquer reconhecimento meu por qualquer coisas que eles tenham feito para serem ali incluídos como amigos. Quem não chorou e não tentou “quebrar”, também nada fez para ajudar! Alguns desse “dantes amigos” não têm a menor idéia do quanto sei que fizeram, dos comentários que emitiram e de como os disfarces deles eram tão frágeis! Houve muitos que antes se orgulhavam de mim e me tinham como “referência-de-quase-tudo”, mas que não tiveram nem a misericórdia de esperar o povo chorar sua própria tristeza, e já estavam fazendo os preparativos para tomarem de assalto aquilo que não era meu, que nunca conquistei, que nunca busquei, e que nunca me encheu os olhos. Eu sou apenas quem sou; e, em mim não encontro nada bom que não seja pura Graça; e mais: nunca conquistei nada: Deus sempre me deu tudo, de mão beijada. A única coisa que eu busquei para mim, deu na confusão que deu. Nunca fiz mal a nenhum deles. Posso encontrar-me com eles na presença de Deus Hoje. Eles é que não sabem se estão preparados para isso. Quem veio, como homem e irmão, e me pediu perdão pelas cocrodilagens, em Cristo eu perdoei. Quem ainda não veio, está perdendo a chance de se reconciliar com o irmão ainda no caminho... Eu, todavia, já perdoei a todos diante de Deus. E o que aqui digo nada tem a ver com ressentimentos, mas com o desejo de vê-los aprenderem o que é ser homem. Depois eles terão que aprender o que é ser cristão. Antes de ser homem, não dá pra ser cristão! Quanto a mágoas só algumas pessoas poderiam ter. Conto-as nas mãos: as pessoas diretamente implicadas nas ocorrências de minha vida pessoal. Os demais, gostaram de ter um pretexto para botar as unhas de fora e revelarem—com suposto álibi—, o que sempre carregaram no coração. Eu nunca andei atrás de ninguém. Eles é que se queixavam que eu não tinha tempo. Corriam atrás de mim. Portanto, como eu nada fiz contra a eles—à menos que se sentissem de “caso” comigo eu não soubesse!—, e como eles sempre souberam como e onde me achar quando lhes interessava, eles que venham me procurar agora também. Estou onde sempre estive. Só que agora com muito mais consciência de quem as pessoas são, e de como é a natureza humana—especialmente a minha própria natureza. É somente na Graça que vivo! Espero ter sido claro. Receba meu carinho, divulgue este site, e ore por mim. Nele, Caio