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Cartas

DO TEMPO DA TONGA DA MILONGA...

DO TEMPO DA TONGA DA MILONGA...

 

 

 

 

 

----- Original Message -----

From: DO TEMPO DA TONGA DA MILONGA...

To: contato@caiofabio.com

Sent: Wednesday, May 16, 2007 11:02 AM

Subject: Revolver o passado

 

 

Meu Jovem Amigo!

 

Tenho acompanhado toda sua trajetória espiritual. Desde os tempos de Manaus (70-71) que percebi sua facilidade em fazer amigos e adiantar o lado deles sem visar outros objetivos.

 

Quando você voou de avião em 72, foi direto pro RJ, pela FAB, o velho CAN.

 

Ao chegar no Rio, observei a sua extrema positividade com a terra. Copacabana; Av.Atlântica; Cabral 1500;o velho tatame dos Gracie, etc. E ali pensei...O homem tem luz própria !... Vai se criar e iluminar quem estiver com ele.

 

É certo que houve vários entreveros, mas quem é iluminado, sai fora de todos os abismos.

 

Quem me deu seu paradeiro foi o meu grande amigo Augusto. Ele me mostrou a pagina em que você me citou. Fiquei envaidecido.

 

Estou em SP esperando o helicóptero ficar pronto para transladá-lo até Manaus, pra fazer o Gasoduto de Urucum a Manaus.

 

Abraços do irmão,

 

Kuriake

 

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Resposta:

 

 

Amado Kuriake: Graça e Paz!

 

 

 

Quando recebi sua carta muitas memórias me subiram do coração. Em especial você, Zé Cury, Alipinho, Celso, Nego Ayres, Arthur Neto, e a turma da Varig do início da década de 70. Faz tempo meu irmão!

 

Também me lembrei do tempo em que morei em seu Apê na Atlântica. Foi naquele período em que o Zé, o Dádá, e outros amigos tinham sido presos, e eu havia escapado por milagre (tinha ido a Niterói ver amigos). Quando voltei não tinha pra onde ir e você me levou pra sua casa. Dei trabalho, eu lembro. Mas você sempre foi amigo e paciente. Sempre ria com um ar de quem curtia e de quem achava que não iria dar certo... Era viagem demais. Rsrsrs. Mas sempre vi luz nos seus olhos. Luz e carinho.

 

As amizades continuam firmes. Sem freqüência definida para nada, para nenhum encontro ou evento.

 

Zé, Alípio, Arthur Neto, Rayson, Ayres, etc. — são sempre os mesmos, por mais diferentes que estejam. Um minuto sozinhos e parece que anos não se interpuseram.

 

São estranhas essas amizades da juventude, não são meu irmão!?

 

A gente até acha que se perdeu... Que não haverá mais encontros... Que tudo virou imagem em processo de se apagar... Então alguém aparece... Outro. Vários. E com cada um você vai redescobrindo a inapagabilidade do vivido. Assim, em segundos são feitas todas as re-atualizações, como se fosse num scanner.

 

Amigo, mantenha contato!

 

Estarei em Manaus na semana que vem. Veja aí no site (www.caiofabio.com) o endereço. Gostaria de poder abraçá-lo caso você esteja por lá.

 

Receba meu beijo!

 

 

Nele, que me amou sendo eu o principal dos pecadores,

 

 

Caio

 

17/05/07

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