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Cartas

Deus Tem Gosto Musical?

Deus Tem Gosto Musical?

-----Original Message----- From: Fabio Sent: sexta-feira, 27 de junho de 2003 11:19 To: contato@CaioFabio.com Subject: Música e estilos.... Mensagem: Oi Caio. Eu de novo! Já estou até mais íntimo... Chamando o senhor de Caio. Eh,eh,eh,eh... Gostaria de saber o que o senhor acha do heavy metal cristão. Bandas como oficina G3, Mortification e tantos outros que usam o som pesado para evangelizar. Eu também faço isso...sou guitarrista de uma banda de heavy metal que se chama Cetro de Ferro. Faço isto para falar de Deus aos da minha idade. Existe muita resistência da igreja em relação a isto. Todos os estilos: funk, metal, pagode e etc... são lícitos quando o assunto é louvor? Grato pela resposta. Um grande abraço do seu amigo, Fabio ************************************************** Resposta: Meu amigo querido: Música é música, gosto é gosto e público é público. Cada um ouve o que gosta...e no fim é tudo a mesma coisa. Órgão, hoje um instrumento sacro-santo, já foi proibido nas igrejas porque era tocado nos bordeis e nos lugares de devassidão. Só briga com isto quem pensa que seu próprio gosto musical é também o gosto de Deus. Nesse caso, que matem a tudo a o que não gostam! Afinal, supostamente, Deus só gosta do que eles gostam...eles sabem o gosto de Deus. Deus gosta até de barata...essa é que é a verdade...pois, pelo menos no que me conste, o Diabo não criou nada ainda. Sua “arte” é perverter os usos e criar algo ainda pior: os inimigos do uso...que fazem mais a vontade dele—o Diabo—que os próprios usuários. Os tipos de música que você mencionou não fazem meu gênero. Mas é só uma questão de gosto. Sou daquela geração dos Beatles e dos Rolling Stones... Entendeu? O que vem nesse “tom” entre melhor em mim. Uma música como “This Long and Winding Road” me afeta sempre… Entendeu? Só questão de gosto! Meus filhos são ecléticos: um canta no Municipal (música clássica), outro ama Djavan e cia, outro gosta dos sons thecno, e a menina prefere os hits e houses... Então, acabo ouvindo tudo...e de vez em quando descubro em todos esses mundos musicais coisas que muito me agradam. Então, incluo na minha lista...que não pára de crescer. Paulo diria: Fiz-me de pop para ganhar os pops; de funkeiro para ganhá-los; e toquei heavy metal para ver se salvava alguns. A única coisa que acho é que tem muita gente com vontade de ouvir, pular, dançar e gostar do que gosta—e que esconde seus gostos sob os pretextos “evangelísticos” para poderem gostar do que gostam, sem a perseguição dos escribas e fariseus. O que se tem que saber é o seguinte: Cada hora pede o seu próprio som. E cada som pede a sua própria hora. A questão é ter sentido de “propriedade”, de bom senso. Sobre a música como problema para Deus, eu diria o seguinte: Deus deve sofrer barbaridades não é com as músicas, mas com as pregações. Na música o problema é o gosto de quem ouve. Na pregação não se trata de gosto...ou é...ou não é...e é de Deus! Aí, meu amigo, não há escolha: tem de ser o conteúdo do Evangelho! Um abração, Caio