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Cartas

DESCONSTRUINDO O DESCONSTRUÍDO CAIO!

DESCONSTRUINDO O DESCONSTRUÍDO CAIO!

 

 

 

----- Original Message -----
From: DESCONSTRUINDO CAIO!
To: contato@caiofabio.com
Sent: Friday, August 11, 2006 6:03 PM
Subject: Ser homem como Caio Fabio!

 

Olá Pr. Caio,

Tudo Bom?

Fico lendo suas cartas, sua briga com gente grande: Linhares, Mala Frauda, IURD... Gente grande aqui pra nós, que estamos embaixo... Esses homens na Televisão são homens super Homens...

Mas você? Você passa por um turbilhão, e não desiste; cai, e não se machuca; mostra-nos quem eles realmente são: homens como eu e você, ou pior que nós (no caráter).

Caio amigo! Suas palavras são macias. Ler você é meu lazer...

Como faço pra escrever tão bem assim como você escreve?

Isto é um dom ou você treinou e estudou pra isso?
 
Caio! Você nunca abaixa a cabeça; nunca desiste; nunca não existe para Caio Super-Homem...


Como faço pra ser um homem com as suas qualidades...???

Um beijão de quem está aqui embaixo, e às vezes para quem a realidade parece um filme, com um capítulo diferente a cada dia...

Fernando

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Resposta:

 

Amigo Fernando: Graça e Paz!


Super-Caio! O quê? Só se for super-pecador! Só for Caio na Graça! Só se for Caio - Nele! Se não, é super-Queda!

Homens grandes? Nunca conheci nenhum. Todos pecaram igualmente. E igualmente carecem da glória de Deus!

Super-homens da televisão? Não! A televisão raramente permite ver alguém real. Só mostra imagens e projeções que escondem o verdadeiro ser.

Caio indestrutível? Que não se machuca quando cai? Que levanta sempre? Não conheço esse Caio tampouco. Onde ele anda? Quem ele é? O Caio que conheço se machuca quando cai; e só levanta se for erguido por outras Mãos.

O Caio que não desiste nunca? Que não conhece a palavra Nunca? Não! Caio desiste! Caio até dês-existe! Caio já diz o que é e o que faz naturalmente: cai...! Sim, cai e desiste! Fica prostrado... Mas é levantado por outras Mãos!

Caio revela quem os outros são? Não! Apenas diz quem todos somos! Por isso diz que o Evangelho (Boa Nova) não pode ser adulterado! Não! Não deseja expor os outros. Nenhum outro... Assim, ninguém é enfrentado quando a confissão é a do Evangelho! Mas quando dizem... “Nós somos super!” — Caio, que trás no nome a lembrança para si mesmo quanto ao que naturalmente é e faz, se insurge! Não contra os outros, mas sim contra a negação de si mesmo (Caio!) e de seu Bem (a Graça) na boca falsificadora dos demais... Por isso Caio não luta para mostrar que os outros são como nós ou piores no caráter. Sim! Esse não é o objetivo; mas apenas revelar que porque todos são iguais, não pode haver outro Evangelho! Pois só poderia haver mais de um Evangelho, se nem todos nós fossemos um... Se nem todos fossem membros dos “iguais...” E nem todos fossem carentes da glória de Deus!

Escrever? Bem? Aprendeu? Nasceu sabendo? Não! Não crê que assim seja ou faça. Nunca tentou nada! É apenas um vagabundo apaixonado! Nunca escreveu porque desejou ser escritor. Só escreveu e escreve porque tem uma mensagem que, não dita, o mata! E se mal-posta, o faz maldito. Tenta “dizer bem” apenas porque não quer dizer mal o que é bom! Mas não luta para isso. De fato sabe que o bem-dito é apenas o sincero! Assim, escreve! Nada além disso! Não gasta tempo com letras. Não refaz o que escreve. Não consegue ler-se ou ouvir-se... Não consegue corrigir-se no papel; só na vida... E quando é levado a isso! Do contrário, cansa-se de si mesmo!... E desiste!

A única coisa que Caio nasceu sabendo...? Já sei: É pecar! Ah! Nisso ele é intrinsecamente dotado!

Caio? Sim, eu caio! Apesar de que no latim o nome significa alegria e cajado! — sei que Caio só é verdade se não for “o Caio”, mas apenas eu, caindo Nele. Pois sei que até o que levo no nome-latim, não se cumpre em mim... A menos que a Graça me faça de “Caio caído” em Caio alegre, em Caio cajado e andante...! — Mas nunca eu mesmo, de mim mesmo, e nem como projeção ou construção irreal do meu eu!

E você quer as qualidades do Caio? Por quê? Você já as tem todas! O que você e todos nós que somos caio precisamos — é da qualidade que nos é imputada por Aquele que a todos levanta, quando dizemos: “Eu caio!”

Pois só se pode ficar em pé pela admissão da Queda!

Iria escrever mais... Mas Caí em mim, e ouvi: “Que mais a dizer sobre Caio?” Então me respondi: “Nada além de uma constatação: estou escrevendo do chão! Talvez por isso não tema cair, pois já caí; e não tema morrer, pois já morri; e não tema o abismo, pois meu chão não é mais feito de terra da Terra, mas sim da Rocha do Céu!”


Receba meu carinho e amor!

 

Nele, em Quem sou e fora de Quem não passo e não posso,

 

Caio