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Cartas

COMO VOCÊ VÊ AS PROFECIAS?

COMO VOCÊ VÊ AS PROFECIAS?

 

 

 

----- Original Message -----
From: COMO VOCÊ VÊ AS PROFECIAS?
To: contato@caiofabio.com
Sent: Friday, September 01, 2006 7:01 AM
Subject: É o mesmo espírito?


Bom dia, Pastor,

Freqüento o Caminho da Graça no La Salle com a minha esposa, e tenho sido muito edificado.

Gostaria de saber sua análise a respeito daqueles que buscam saber, através das "profecias", o que Deus teria para  elas. Sei de inúmeras frustrações e erros através dessas buscas, por isso eu vivo através da Fé e não de profecias.

A pergunta é a seguinte: Os que buscam "profecias" e aqueles que no mundo vão a "adivinhos"... ou "mãe fulana de tal"... não estariam sob o mesmo espírito? Ou seja: “o que me reserva?”, “o que será que virá?” etc.

Obrigado!

Carlos Carvalho
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Resposta:


Carlos, meu querido: Graça e Paz!


Que bom que Deus, pelo Evangelho, está enchendo a sua vida de fé e confiança!

Aqui no site há diversas manifestações minhas acerca do tema das Profecias. Vá às Cartas e você as encontrará.

Creio em profecias, mas não creio em profetas de plantão. Profecias desse tipo que você mencionou existem, mas não são feitas em escala industrial como se vê no meio pentecostal ou carismático. Por isso, raramente são genuínas.

Quem procura profecias acaba apenas encontrando profétidos e profetadas.

Tenho dito que embora tenha ouvido muitas profecias, entretanto, dentre todas, muito poucas me vieram como genuínas.

A maioria é ou coisa da vaidade do profeta, ou é insegurança dele, ou é fruto da pressão que fazem sobre o profeta (que fica na obrigação de atender a demanda), ou é cobiça e doença do profeta, tomado pelo espírito do adivinho que fatura sobre a impressão que causa nos tolos, ou pode ser mera capacidade de perceber, como acontece nos fenômenos de percepção psicológica, ou pode ser apenas paranormalidade, mas não algo que veio de Deus, tendo apenas vindo de uma capacidade de ler mentes, memórias e traumas. Por último, pode ser profecia.

Todavia, a profecia genuína procura a gente, e não nós a ela. Além disso, uma profecia só pode ser aferida de dois modos.

A primeira é pela coerência ou não com a Palavra. Se for coerente com a Palavra, dou ouvido, não para fazer qualquer coisa, mas apenas para guardar no coração, como Maria fazia.

A segunda é quando se trata de algo que não se referencia na Palavra, mas que não se choca contra ela; e, portanto, sem ansiedade, deve apenas ser guardada para fins de conferência e cautela, mas jamais a fim de guiar a vida por ela.

Tais profecias (do segundo tipo) só se provam verdadeiras ou falsas com o tempo. Por isso a sabedoria de Moisés mandou que se observasse o que foi profetizado. Pois, em sendo algo divino, cumprir-se-á com o tempo.

As profecias, entretanto, especialmente no meio pentecostal ou carismático, acabam sendo um horóscopo de crente, uma consulta mesa-branca-evangélica. Entretanto, na maioria das vezes, o que prevalece no profeta é o espírito de domínio e controle do bruxo, ou, então, prevalece o espírito pagão dos consultantes.

Já contei aqui no site que apenas uma vez na vida procurei um senhor com claros dons proféticos, e o fiz depois de quinze anos de observação. Todavia, quando estive com ele, devidamente disfarçado por não querer condicionar a mente do homem (se fosse o caso) — não perguntei nada, não disse nada, não informei nada. Daí o que ouvi naquele dia ter sido tão relevante para mim. Especialmente porque alguns anos depois tudo começou a se cumprir, e sem qualquer participação minha.

Outra coisa importante é que além de que não se deve buscar profetas e nem profecias, também não se deve viver em função delas. Pois, quando é assim, o homem vive pela fé na profecia, e não em Deus. E é muito fácil para a alma imatura passar a crer mais no profeta do que em Deus, e mais na profecia do que na Palavra.

Ora, o fim disso é trágico, e você sabe bem do que estou falando.

Fora tudo o mais, especialmente a Palavra escrita, Deus me fala muito em sonhos. Não os sonhos dos outros, mas os meus próprios. Assim, medito muito mais nos sonhos que tenho do que em qualquer profecia, especialmente porque com os anos vi que Deus me falava muito por aquele meio, o que me fez desenvolver bastante o dom de interpretação de sonhos. Mas, em geral, uso tal discernimento apenas para interpretar meus próprios sonhos. Entretanto, apenas corrijo rotas por meio deles, mas nunca estabeleço um programa de vida em razão deles.      

Receba meu beijo e todo carinho!

Vejo você e sua esposa no domingo, na reunião “dos do Caminho”, La no La Salle.

 

NEle, cujo testemunho é o espírito da profecia,

 


Caio