Português | English

Cartas

BASTISMO EM FAVOR DOS MORTOS: uma doutrina Mórmon

BASTISMO EM FAVOR DOS MORTOS: uma doutrina Mórmon

----- Original Message ----- From: BASTISMO EM FAVOR DOS MORTOS: uma doutrina Mórmon To: Sent: Wednesday, January 18, 2006 11:40 PM Subject: SOCORRO URGENTE SOCORRO! Pr. Caio Fábio estou desesperado. Preciso de ajuda contra uma heresia Mórmon o mais rápido possível. Sei que és um homem de Deus atarefado, mas recorro a ti, pela sua sabedoria, e experiência maior que a minha (tenho 1 ano de igreja). Consegui, graças a Deus, tirar uma família da igreja dos mórmons e um missionário está quase saindo também, mas agora o bispo deles e outros missionários vão me confrontar "teologicamente"; e ainda não consegui refutar os argumentos deles sobre “o batismo pelos mortos”. Eles usam 1 Co 15:29 e 1 Pe 3:19-20. Embora estude muito, estou perdido nessas passagens. Eu preciso de sua ajuda para poder debater e não ficar sem respostas ou gaguejando na frente deles. A família está em duvidas sobre a igreja Mórmon (SUD); e esta é uma das pedras fundamentais da fé deles (que são muitas heresias). Esses textos me são muito difíceis de entender, meus pastores (que são evangelistas Pentecostais), não convenceram a mim, o que dirá dos mórmons. Preciso de ajuda, pois eu li um texto de um especialista em apologética mórmon que refutava e tripudiava de muitas interpretações protestantes dessas passagens. Por favor me ajude! Almas estão em jogo e reconheço que tens sabedoria e conhecimento para tal. Estarei orando para Deus me usar para abrir os olhos dos outros mórmons, mas seria bom ter um argumento firme e forte. Conto com o senhor, mesmo que não me ajude, eu te entendo e agradeço a Deus pela sua vida. Graça e paz para o Senhor! Amém! Felipe Leandro de Oliveira ____________________________________________________________ Resposta: Querido Felipe: Graça e Paz! Estamos falando de uma prática incomum na igreja primitiva, e que, segundo se saiba historicamente, no 1o século, era algo restrito à igreja em Corinto. Aliás, não apenas este aspecto de estranheza lá estava presente, mas uma série de outros equívocos, os quais vemos mencionados como problema apenas para os Coríntios. Para entender as cartas de Paulo aos Coríntios, tem-se que conhecer pelo menos um pouco do contexto histórico. Corinto era e é uma cidade marítima. Nos dias de Paulo a cidade era comercialmente importantíssima pela sua localização entre os mares Egeu e Adriático; razão pela qual o lugar era uma espécie de “São Francisco” (USA) da Grécia, ou, quem sabe, uma espécie de Rio de Janeiro, culturalmente falando. O Templo de Afrodite ficava plantado sobre a acrópole de Corinto, e tanto os homens para lá subiam a fim de ter relações sexuais com as sacerdotisas prostitutas cultuais, como também, regularmente, elas mesmas desciam a montanha, até a cidade, na qual havia também toda sorte de bacanais e orgias. Ora, tão forte era esse perfil da cidade, que no mundo grego, havia o verbo ‘corintianizar’, o qual era equivalente a surubar. A igreja em Corinto não era melhor do que o povo da cidade de Corinto. Daí, lá, mais do que em qualquer outro lugar, Paulo tenha tido seus embates mais doídos como ‘pastor-apóstolo’. Foi em Corinto que ele foi acusado de fraco, de feio, de ser inexpressivo, de só falar forte apenas por escrito, de se exacerbar nas emoções, de ter que se explicar quanto às suas companhias, inclusive feminina... (I Co 9). Também foi lá que ele disse que o homem que transava com a mulher do pai, deveria ser, em disciplina espiritual, entregue a Satanás, para a destruição da carne, a fim de que o espírito fosse salvo no dia do Senhor; recomendação essa que, na 2a carta, foi abrandada, sendo substituída por um apelo do apóstolo no sentido de que o homem fosse agora perdoado e acolhido, a fim de que o mesmo não morresse de dor de depressão. Enfim, Corinto era um lugar tão complicado, e a igreja que lá havia era tão estranha, que Paulo tem que com eles tratar as coisas mais malucas que se encontram em qualquer de suas cartas; a saber: instruções para acabar com a maluquice carismática deles, em cujos cultos prevalecia a balburdia, bem como até havia quem se levantasse em público e dissesse algo blasfemo como “Maldito seja Jesus!” (I Co 12-14). Além disso, freqüentar uma reunião cristã lá, havia se tornado algo insuportável até para Paulo, posto que os cultos estavam carregados das espiritualidades pagãs que os cercavam. Assim, havia quem comesse comida sacrificada aos ídolos gregos como Apolo, cujo templo ficava em frente ao lugar onde a igreja se congregava; bem como havia todas as expressões das algaravias estáticas presentes nos cultos pagãos, como um ‘falar em línguas’ sem sentido e simultâneo, o qual reproduzia a “confusão” dos cultos aos ídolos. Paulo chega mesmo a dizer que as praticas deles ainda eram ainda herança do tempo em que eles seguiam os ídolos mudos; e, acerca disso, diz o apóstolo: “... não quero sejais ignorantes...” A Eucaristia (ceia do Senhor) que eles praticavam, diz Paulo, “era para pior, e não para melhor”. Pois entre eles a loucura das divisões, ambições de poder, euforia por novidades cheia de sandice, empolgação com ‘obreiros fraudulentos’, e, sobretudo, o egoísmo social reinantes, tornavam a reunião Eucarística (a ceia), um festival de vaidades e de afirmações de poder econômico e social de uns sobre os outros. Ora, é também em Corinto que os ensinos dos “falsos apóstolos” ganham mais força ‘prática’ do que em qualquer outra igreja nos dias do apóstolo. A 2a epistola termina com a afirmação de que se até um anjo de luz ou mesmo Paulo, entre eles pregassem ‘outro evangelho’, que fossem considerados ‘Anátema’. Assim, além de todas as loucuras lá presentes e induzidas pelo falso ensino dos ‘apóstolos-paraguaios’, havia ainda a alma coletiva dos Coríntios, a qual era pagã em sua essência, e jamais havia se convertido à consciência adulta do Evangelho. Por isto Paulo os chama de meninos, e que só podiam beber leite, tamanha era sua imaturidade. Ora, é nesse contexto de correção de enganos que Paulo chega ao capítulo 15 de sua I carta aos Coríntios, tendo que tratar de uma das questões essenciais da fé, e que lá estava sendo relativizada: a ressurreição dos mortos no corpo. Desse modo, todo o argumento dele naquele capítulo segue essa linha de interesse. No entanto, para que se entenda melhor a fixação dos Coríntios na idéia da importância ‘vicária’ do batismo, devemos, antes de entrar no capítulo 15 — onde está presente essa questão sobre o batismo por causa dos mortos —, e olhar de modo amplo para a visão que aquela igreja tinha acerca da importância do batismo, o qual, para muitos deles, dado ao vínculo antigo com o paganismo, era visto de modo mágico e vicário. Vejamos então o que Paulo diz ao Coríntios acerca do significado do batismo: Há três outras referências a respeito de batismo em I Coríntios — são elas: 1:14-17, 10:2, e 12:13. Em 1:14-17. Paulo menciona o batismo para expressar a preocupação dele sobre contendas e facções nas reuniões entre os cristãos em Corinto: “Dou graças a Deus que a nenhum de vós batizei, senão a Crispo e a Gaio; para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome. É verdade, batizei também a família de Estéfanas, além destes, não sei se batizei algum outro. Porque Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho; não em sabedoria de palavras, para não se tornar vã a cruz de Cristo.” Paulo muda o eixo da importância do batismo para a fé no Evangelho, quando diz: “Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho”. Desse modo, Paulo está lembrando aos Coríntios que é a mensagem da morte de Cristo por nossos pecados (aceita pela fé genuína) que pode de fato regenerar e pode transformar a pessoa interior, e não o rito externo do batismo; o qual, tem sua importância completamente condicionada pela existência ou não de fé no Evangelho e no que Jesus fez e consumou para sempre. O batismo é importante, entretanto, apenas como um sinal externo da fé e da obediência instalados no coração do discípulo. Ora, essas alusões de Paulo ao batismo como rito, mostram que os Coríntios davam muita importância ao rito batismal (o que, para o apóstolo, tinha apenas importância secundaria e condicionada à fé no coração), e também que o apóstolo sentia a necessidade de os guiar a um ensinamento equilibrado acerca de tal significado. Então, em 10:2, o apóstolo usa a palavra “batizou”, descrevendo os Israelitas quando cruzaram o Mar Vermelho: “... todos foram batizados em Moisés na nuvem e no mar.” Ora, apesar desse ser um uso figurativo do termo, Paulo dele se utiliza para construir na lembrança deles a prioridade da fé e da regeneração interna sobre a questão do batismo (1:14-17). Assim, Paulo faz uma observação perspicaz dizendo que todos os Israelitas que saíram do Egito eram “batizados,” e que figurativamente foram ‘batizados’, mas que, assim mesmo, não agradaram a Deus: “Mas Deus não se agradou da maior parte deles; pelo que foram prostrados no deserto” (10:5). Afirmando isto, Paulo mostra que não há nenhum significado em qualquer batismo que não seja um sinal visível de uma convicção interior, no coração. Finalmente, em 12:13, Paulo menciona o batismo como um argumento para a unidade Cristã: “Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito.” Portanto, para o apóstolo, o batismo que batizava era o do Espírito Santo, e não aquele que era apenas um rito feito com água. Aqui, outra vez, não é o rito do batismo que vale, mas a realidade da união com Cristo que o batismo representa (Romanos 6:3-4), forjado não através da água, mas pelo Espírito. O orgulho dos crentes em Corinto quanto ao batismo é uma pista importante para se entender o significado de I Coríntios 15:29. Pois como já vimos e veremos, o apóstolo associa o batismo pelos mortos a um ‘grupo herético’ dentro da igreja, cujo falso ensinamento recebeu atenção especial em I Co 15. O melhor modo para entender qualquer texto na Bíblia é examinar os versos que o cercam, bem como o todo da Escritura acerca do assunto. Entretanto, mais do que qualquer coisa, tem-se que ver como Jesus, a Palavra encarnada, tratou os assuntos, e que importância deu a eles. Assim, quando nós lemos I Coríntios 15:29 em seu contexto, fica nítido que é a ressurreição e não o batismo, o único tema dominante ao longo de todo o capítulo. Nos versos 1-11, Paulo declara que após Cristo ter morrido pelos nossos pecados, foi ressuscitado dentre os mortos, fato este que foi amplamente atestado por quase 500 testemunhas, a maioria das quais ainda estava viva naqueles dias. Então nos versos 12-49 o apóstolo coloca em ordem uma série de argumentos, sempre ligados ao debate acerca da importância da realidade da ressurreição do e no corpo. Ora, aqui o leitor moderno precisa lembrar-se que a fé judaico-cristã na ressurreição, era considerada loucura, verdadeira tolice entre os gregos antigos (Corinto era uma cidade grega). A menção que Paulo faz do batismo pelos mortos no verso 29 é apenas um dos argumentos introduzidos para servir de apoio na defesa que ele faz da ressurreição; e o faz usando a ilogicidade espiritual do batismo pelos mortos, mostrando que até a ‘heresia’ deles precisava da ressurreição para ter algum valor, ainda que de fato não tivesse, visto que era apenas a ‘heresia’ de alguns deles, não de todos; e jamais uma convicção apostólica. Então a pergunta agora é: então quem em Corinto praticava o batismo pelos mortos? E o mais importante: essa prática tinha a aprovação do apóstolo? “Alguns entre vós…”, diz Paulo, “batizam-se pelos mortos”. Portanto, não era a igreja toda e nem mesmo uma prática comum a todos, mas apenas a “alguns entre vós…” A pergunta retórica de Paulo no verso 12 expressa o raciocínio do capítulo: “Ora, se se prega que Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, como então dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos?” Uma coisa importante que se deve notar é que a série inteira de argumentos nos versos 13-49, especificamente, é apontada para refutar estes falsos mestres dentro da congregação (“alguns entre você”), os quais estavam negando a ressurreição escancaradamente. A ordem dos argumentos usados por Paulo dá sentido ao que estou dizendo: 1. Se não houver nenhuma ressurreição, Cristo não ressuscitou (vv. 13,16) 2. Nossa pregação é vã, nós ainda permanecemos em nossos pecados (vv. 14,17). 3. Nós somos considerados como falsas testemunhas, pois pregamos algo que não é verdade: que Cristo ressuscitou (v. 15) 4. Os mortos em Cristo estão perdidos (v. 18). Então, para quê se batizar por eles? E se Cristo ressuscitou, por que também batizar-se pelos mortos?... se em Cristo tudo já está consumado? 5. Sem a ressurreição nós somos os mais miseráveis dentre os homens (v. 19), visto que estamos na Terra apenas para morrer e nada mais. 6. Como a morte veio por um homem (o Adão) e seus descendentes, assim também a ressurreição veio por um homem (Cristo) para tudo que pertencem a Ele (vv. 20-22) 7. A ordem da ressurreição: primeiro Cristo, as primícias, e depois todos que estão nele na sua vinda (v. 23-28) 8. O ensinamento dos falsos mestres que negam a ressurreição se torna incoerente quando eles se batizam pelos mortos, pois a prática está baseada na esperança da ressurreição (v. 29) 9. Por que sofremos ainda pelo evangelho se não há nenhuma ressurreição? (v. 30-34) 10. Ressurreição é como uma semente que morre primeiro para então produzir vida (vv. 35-38) 11. A natureza do corpo da ressurreição é diferente da do corpo mortal, como a carne de humanos, mamíferos, e peixes são diferentes uma da outra (v. 39) 12. O corpo de ressurreição é de maior glória que o corpo carnal, como o sol é de maior glória que a lua (vv. 40-41) 13. Mais contrastes entre o corpo da ressurreição e nossos corpos mortais (v. 42-49). No verso 29 há outra pergunta retórica: “De outra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos? Se absolutamente os mortos não ressuscitam, por que então se batizam por eles?” Paulo aqui aponta o fato que desde que é o corpo humano que é batizado, esses que executam tal rito por procuração por uma pessoa falecida, fazem assim porque eles têm a esperança da ressurreição futura daquela pessoa. Assim, a função primária do verso é ainda outro argumento em defesa da ressurreição, não uma validação do que “alguns” faziam, posto que Paulo apenas usa veneno contra veneno, ao mostrar que até a heresia deles, para ser mais coerente, precisa daquilo que eles negavam: a ressurreição. Ou seja: Paulo como que diz: “Vocês são burros até pra fazer heresia!” O fato de Paulo mencionar tal pratica não quer dizer que ele aprovou, ensinou ou praticou tal coisa, conforme já vimos que não. E isto é visto pela maneira impessoal com a qual ele se refere a esse ‘pessoal’... esses “alguns dentre vós...” Se o rito fosse uma parte legítima do ensino do apóstolo, ele teria dito mais ou menos como “o que fará você?. . .”; ou: “o que faremos nós?. . .” Os que nos batizamos pelos mortos? Está claro que Romanos 9:1-3 e 10:1-4 mostra a grande preocupação que Paulo tinha pelos de sua raça que estavam longe da mensagem do evangelho. Certamente havia alguns da própria família do apóstolo que tinham morrido sem o batismo em água ou com água. Se Paulo ensinou realmente o batismo pelos mortos, é inexplicável que ele se exclua de modo tão claro desses que praticavam tal rito, como de fato deixa transparecer na expressão: “que farão (eles) os que se batizam pelos mortos?” Também note que o apóstolo contrasta o grupo herético que praticava isto com ele e a comunidade de discípulos de Corinto. Quando se refere aos crentes da comunidade ele sempre usa os pronomes “vós” ou “nós”, incluindo a si próprio; mas nunca “alguns entre vós”. Se nós perguntamos quem são aqueles “eles” de que fala o verso 29, o contexto aponta claramente para trás, ao verso 12. “Eles” são esses dentro da congregação que estão negando a ressurreição, e para quem a passagem inteira aponta como refutação. Então o argumento de Paulo fica claro: Estes falsos mestres são contraditórios, pois ao passo que negam a ressurreição, ainda se ocupam com um ritual que está baseado na esperança da ressurreição. Ironicamente, a Enciclopédia de Mormonismo adere a esta mesma interpretação do verso: “. . . Paulo recorre claramente a um grupo distinto dentro da Igreja, um grupo que ele acusa de inconsistência entre ritual e doutrina.” Assim, longe de endossar o batismo pelos mortos, Paulo na verdade associa isto com um grupo a quem ele já identificou como estando em grave heresia. Será que Paulo usou uma pratica a qual não concordava para apoiar algo que ele defendia (a ressurreição)? Veremos que esta objeção levantada por alguns não tem consistência: Primeiro, Paulo já associou essa prática aos falsos mestres. Sendo assim, parece que não precisou de nenhuma refutação especial. Segundo, a história mostra que a prática na realidade nunca foi amplamente difundida. Somente algumas seitas isoladas praticaram isto, inclusive a seita dos Marcionitas do segundo século, e a Sociedade de Efrata, um grupo ocultista cristão na Pensilvânia (1700). Na verdade estes dois grupos não têm quase nada em comum, e menos ainda com o ensino do mormonismo. Assim a reivindicação de que a doutrina do “batismo pelos mortos” fazia parte da fé original e que se perdeu com a alegada “grande apostasia” carece de base histórica e bíblica. Paulo já no inicio da epístola declara que “Cristo me enviou não para batizar mas para pregar o evangelho” (1:16) — o que é, em si, uma afirmação de que o batismo não tem nenhuma importância se não se fizer acompanhar pela fé em Cristo, e no batismo espiritual em Sua morte e ressurreição. Ora, este é um golpe direto na doutrina do batismo pelos mortos, o qual aponta o batismo como indispensável para ressurreição e para a vida eterna. Sobre o mesmo tema, no 2o século, Tertuliano disse o seguinte: “Ora, no fato de ‘alguns’ terem se batizados pelos mortos, vemos a fixação deles no tema. Agora é certo que eles adotaram esta [prática] com a pressuposição de que lhes fizeram supor que um ‘batismo vicário’ seria benéfico para a carne de outrem em antecipação à ressurreição. Pois a menos que esta seja uma ressurreição corporal, não haveria nenhuma petição segura por este processo de batismo corporal pudesse promover” Por último, devo dizer o seguinte: tudo o que Jesus não disse que tem importância, jamais terá importância. Sim, se Ele não disse que é essencial (e Ele só ensinou o que essencial à vida presente ou por vir), não tem qualquer valor. Desse modo, o batismo pelos mortos, praticado em Corinto, era fruto da heresia de alguns que lá estavam, e que negavam a ressurreição dos mortos e no corpo, sem se darem conta de que até a heresia que apregoavam necessitava do pressuposto da ressurreição para ter qualquer que fosse o seu valor; embora não tivesse, posto que a única ‘vicariedade’ que o Novo Testamento conhece é a de Jesus, como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Assim, correndo para a praia, e com minha mulher aguardando, foi o melhor que pude lhe dizer. Portanto, mesmo pedindo perdão pela pressa, garanto que ainda assim foi o melhor que, na correria, consegui lhe escrever. Espero que lhe seja útil. Nele, em Quem o único batismo que vale não é feito com água, mas em fé na Sua morte e ressurreição, onde todos fomos batizados de uma vez e para sempre, Caio