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Cartas

Anais do Sexo: Quase... (V)

Anais do Sexo: Quase... (V)

-----Original Message-----
From: Acerca do Pecado
Sent: quinta-feira, 28 de agosto de 2003
To: contato@caiofabio.com
Subject: Existe distinção entre pecado objetivo e subjetivo?



Mensagem:

Minha dúvida é a seguinte: Existe o pecado objetivo? ou o pecado é considerado somente na subjetividade de cada pessoa?
Respeitando que você não quer tocar mais no assunto sobre sexo oral, anal, normal... mas tirando o princípio do que é pecado, de repente me pareceu que o pecado é algo subjetivo...

Não sei se deu pra entender minha dúvida.
Não estou falando da nossa posição em Cristo, de justificados, mas de nosso estado real de pecadores.

Citei os textos de Marcos e Romanos porque me parecem coisas subjetivas, mas aí para uns o pecado seria uma coisa e para outros outra coisa.

Um abraço,
******************************
Resposta:

Existe pecado.

Há aqueles que ficam somente na subjetividade.
Há outros que se tornam objetivos.

Mas nenhum pecado viaja do objetivo para o subjetivo.
Ao contrário: sempre vai do subjetivo para o objetivo.

No caso dos sexos e seus anais, a questão está não em como se faz, ou do que se gosta.

A questão é de quem se gosta; de quem se não gosta, mas se "usa" assim mesmo; do que se gosta de usar, mas não se gosta de quem se usa; e de porque se gosta daquilo que se gosta.

O problema não é o sexo anal.

Antes o problema é a “fissura” em ter que se ter ou fazer sempre.

Assim como a questão não é sobre o tipo “normal” de sexo, mas sim sobre a "anormalidade" da busca de um padrão de “normalidade”—o que já é anormal, se for uma “fixação”.

Deus olha a normalidade do ser, mesmo em seu estado caído.

Por “anormalidade” refiro-me ao espírito de "uso" e de "abuso" que se faz do próximo; a anormalidade é tratar o próximo como se ele fora apenas um objeto; ou mesmo um fetiche.

Nesse caso, tanto faz como se faz; o por que se está “fixado” no tema já realiza o pior, mesmo que nada de pior se esteja fazendo.

Odiar e matar—ambas são homicídio diante de Deus.

Mas diante dos homens, somente a última é pecado.

E por quê?

Porque os homens não podem julgar segundo o coração, mas apenas conforme a aparência.

Daí o ladrão que morria ao lado de Jesus na Cruz, ter sido absolvido por Deus de todo o pecado, mas não ter sido livre de morrer pelos seus crimes objetivos, conforme a lei.

Espero que tenha entendido.

Aqui no site há longo texto sobre as diferenciações entre as expressões de pecado.

Navegue e leia.

Um beijão,


Caio