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Cartas

A CABANA – o que você acha?

A CABANA – o que você acha?

 

 

  

 

 

 

----- Original Message -----

From: A CABANA – o que você acha?

To: contato@caiofabio.com

Sent: Tuesday, February 03, 2009 7:35 AM

Subject: A Cabana

 


Reverendo Caio!

A paz de Jesus seja contigo, amado irmão!
Sou tua leitora deste lado do Oceano.
Há alguns que te acompanho e para além de apreciar os teus livros e textos, tenho admiração pela pessoa que és.
Tenho aprendido muito e crescido graças as palavras que Deus sabiamente coloca no teu coração e que de forma profunda, as transmites para este povo sedento, como é o meu caso.
Sim, porque saciei a minha sede e fome em Jesus, mas ela ainda não foi completamente saciada.
E hoje percebo porquê: porque ainda não me vejo quem eu sou Nele.
Tem sido um processo.
Gosto muito de ler.
E li um livro que tem levantado muita polêmica.
Uns acham-no herético; outros, uma benção.
Pessoalmente, eu gostei de o ler.
Não o li como um tratado de teologia, mas sim, como um conto.
Não é uma obra literária, mas o livro tocou o meu ser e ele veio numa altura em que eu perguntava várias coisas a Deus, que eu gostaria de o ver sem religiosidades, sem formalismos, sem idéias pré-concebidas.
E aí, o livro surgiu e foi como uma lufada de ar fresco.
Estou a falar do livro A Cabana, de William P.Young.
Não sei se já o leste.
Mas gostava que caso o faças, que pudesses dar a tua opinião, pois eu sempre a considero muito válida e sensata.
No mais meu amado irmão, eu continuo a ler os teus artigos, a crescer e a reter tudo o que de bom me trazem.
Que Deus te continue a abençoar na Palavra, no discernimento, em sabedoria e no amor imenso que tens pelo Evangelho.

Em Cristo, que é o nosso Caminho,

Vilma

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Resposta:

 

Minha querida Vilma: Graça e Paz!

 

Obrigado pela carta e um abraço também na Rosélia e no marido dela.

Não! Não li “A Cabana”, e, dificilmente o lerei.

Minha esposa, porém, leu o livro a pedido de várias pessoas, que queriam uma opinião, à sua semelhança.

Resumo:

Adriana acha que o livro é bom, que faz um trabalho legal para com certas pessoas e expectativas, especialmente quando trata de temas da vida, e, de algum modo, apresenta alternativas e explicações... Assim, ela acha o livro bom e capaz de ajudar pessoas que gostem daquele estilo de dizer...

Eu apenas ouvi breves relatos enquanto ela lia, e, para o meu gosto, seria difícil ler; pois, de fato, tenho muito problema com o homem colocando qualquer coisa na boca de Deus, ainda que sejam coisas boas e dotadas de bom senso na resposta. Sim! Pois são apenas palavras do homem ditas como Deus.

Fazer Deus falar de modernidades cientificas e existenciais ou psicológicas, e coisas do gênero, envolvendo os achados da “Ciência”, é bom por hora, até que a própria “Ciência” venha e refaça suas teorias e deixe “o Deus da Cabana” falando sozinho...

Mas fico feliz que muitos, por hora, estejam sendo abençoados.

Eu, todavia, não entendo a razão de, tendo a Palavra, se precisar de um conto estribado em ciência empírica + revelação bíblica; visto que seja é um direito do pensar fazer tais ligações, embora eu creia que Deus não tenha que virar personagem “de tal construção”, falando coisas que ficariam melhor na minha ou na sua boca, como gente falando, mas não na boca de Deus — especialmente em razão da transitoriedade das supostas verdades-finais declaradas pelo “Deus da Cabana”.

Muita gente boa, no entanto, tem dito que tem sido muito abençoada e consolada; e, portanto, tenho apenas força a dar a estas pessoas, mas, ao mesmo tempo, pedindo que saibam que é uma obra de ficção não apenas porque o seja mesmo, mas, também, porque sempre será grande ficção botar palavras na boca de Deus.

Recebe meu beijo e carinho, e minhas orações no sentido de que você mesma chame Deus para a sua Cabana, que é seu coração.

Sim! Pois, na sua Cabana, a conversa com Deus é real e profunda, muito mais!...

 

Nele, que em nós faz Morada,

 

 

Caio

3 de fevereiro de 2009

Lago Norte

Brasília

DF