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Reflexões

VOCÊ NÃO IRIA GOSTAR DO “MILÊNIO”- II

VOCÊ NÃO IRIA GOSTAR DO “MILÊNIO”- II

 

 

 

 

 

 

VOCÊ NÃO IRIA GOSTAR DO “MILÊNIO”- II

 

 

 

 

 

Outro dia escrevi um texto intitulado VOCÊ NÃO IRIA GOSTAR DO “MILÊNIO”! Nele eu estava longe de propor um estudo do assunto, mas apenas brincando com a noção “cristã” do “Milênio”. E, ao assim fazer, disse que se o “milênio” [mil anos de reino de Cristo] acontecer conforme a maioria aceita; ou seja: mil anos de obediência humana ao reino de Cristo sobre a Terra; sendo esse um tempo no qual se planta e se colhe; se constrói e se habita o que se construiu; não se tem filhos para viverem poucos dias ou anos; sendo que a longevidade do homem será como a da árvore; e a relação deste com o todo da criação voltará a ser harmônica, e, mais que isto: reconciliada — o FIZ com a intenção de dizer que se assim for, o “milênio” está mais para vida eco-comunitária, simples, com a leveza indígena, do que para o “Milênio Americano”, no qual, Jesus estaria sentado num trono em Jerusalém, aplicando a Lei instantaneamente [um Jesus Xerife, Juiz e Policial] sobre todos os infratores, até mesmo de sinal vermelho em cruzamento; enquanto a vida dos santos teria energia elétrica, carros, aviões, televisões, internet, presidentes de republicas, monarcas, etc. Enfim, um mundo exatamente como o mundo estiver na hora da Grande Catástrofe; porém, sem os problemas de guerra, violência, crises econômicas, pobreza, e loucura. Sim! Tudo capitalistamente ungido por Jesus.

 

De fato, eu não tenho a menor idéia de como será o milênio, e não creio que ninguém saiba além do que se possa chamar sonho e suposição.

 

Entretanto, a si tomar a sugestão do Apocalipse de que os mil anos vêm logo depois de uma Grande Catástrofe [sem precedentes]; e sabendo que a tal catástrofe advirá do sistema da Grande Babilônia; que é basicamente o sistema que existe entre nós, e que explora o planeta, escraviza os homens, controla almas humanas, e destrói tudo o que seja essencial à vida na Terra; sendo um verdadeiro diabo contra a vida e o meio ambiente — Sim! Levando tudo isso em consideração, a conclusão simples é a de que após isso tudo, o milênio aconteceria tendo os escombros da presente civilização sob os pés, o que poderia os humanos na categoria dos sobreviventes para a simplicidade, e não para uma outra forma técnica de “glória humana”. Ou seja: é justo pensar que o principio operante do “milênio” seja o da simplicidade, da reconciliação com a natureza, e com um estilo de vida saudável, porque seja fruto da saúde que advém do amor e da paz.

 

Ora, o outro texto está disponível aqui no site. Leia-o, por favor.

 

Entretanto, a leitura de algo que escrevi apenas para fazer pensar com as mesmas categorias do “milênio cristão”, e isso a fim de mostrar que por essas mesmas características o “milênio” teria que ser indígena em sua simplicidade traumatizada pelo surto de poder que teria acabado na Grande Catástrofe, fez suscitar dúvidas diferentes em algumas pessoas.

 

Um me perguntou: Você disse que depois o diabo será solto e corromperá a humanidade. E que dessa última vez é de vez! Então, não quero ficar em nenhum milênio que me faça correr o risco de perder a salvação!

 

Ora, eu não estava falando de salvação existencial em momento algum, até porque a noção de “milênio” é carregada de significado de Era, de Tempo Comum, e de Comunidade. Assim, falava do fenômeno humano como um todo, e não da salvação de ninguém, tema este já bem explicado aqui no site.

 

Outro queria saber a minha posição: se Amilenista, Milenista, Tribulacionista, Pré-tribulacionsita, ou mesmo Pós-tribulacionista. Todas essas coisas não passando, para mim, de um monte de tolices, as quais você, pelos nomes, pode pesquisar na Internet, poupando assim meu tempo.    

 

Minha resposta:

 

Todas essas coisas são invenções humanas à semelhança de uma Tábua de Tarô Escatológica. Sim! Pois, supostamente, por uma das linhas que se adote [de preferência “a verdadeira”] se poderá saber com bastante precisão o que vai acontecer no futuro da humanidade, sendo que alguns vão mais longe e marcam até datas para os acontecimentos.

 

É paganismo futurologista!

 

Não! Eu não sei como é nada. Sei apenas o que está claro. O que está dito. E ouso algumas divagações ditas como divagações, mas nas quais fico longe da loucura de buscar saber como o que acontecerá virá a acontecer ou a se manifestar.

 

Posso apenas dizer que, em Cristo, tanto faz. O que importa é que Ele voltará e haverá novo céu e nova terra nos quais habita a justiça.

 

Nele, em Quem quero ser achado fazendo a boa obra,

 

 

Caio

 

11/02/08

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