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Reflexões

VIVENDO NUMA TERRA SEM “QUASE” NENHUM AMOR

VIVENDO NUMA TERRA SEM “QUASE” NENHUM AMOR




VIVENDO NUMA TERRA SEM “QUASE” NENHUM AMOR

 

Hoje a noite, não me lembro a razão, Adriana estava falando sobre como seria horrível viver na Terra sem esses que Jesus disse que seriam uns “quase”, uns poucos, em cujos corações o amor não se esfriou e nem esfriará.

 

Ela saiu do quarto e continuei pensando, e, no processo, associei o que Jesus disse sobre o tema, e o que Paulo afirmou que seriam as características dos homens dos “últimos dias”.

 

Creio; e para mim é questão de fé e constatação, que a humanidade caminha para uma “quase” auto-extinção; a qual, só não acontecerá totalmente por uma invasão divina no processo histórico; intervenção essa que Jesus chamou de a Vinda do Filho do Homem.

 

Em meio a tantas coisas ditas por Jesus sobre o assunto, há uma que para mim se torna a mais evidente de todas. Sim, mais que guerras, revoluções, terremotos, calamidades, revolta da natureza; ou os sinais relativos à Israel como nação; — há um sinal supremo, e que é o mais imaterial de todos, porém, também, o mais sensível de todos; o qual, em minha opinião, marca esse “tempo do fim” até mais do que “o sinal da pregação” do evangelho do reino de Deus a todas as nações. Isto porque até esse “sinal da pregação” é totalmente impoderável, apesar da presunção estatística da “igreja” de se pensar como o uníco agente do reino de Deus no mundo; e, portanto, aquele que decide onde estão as geografias da perdição e da salvação no planeta.

 

Sim, o mais forte de todos os sinais, é forte o suficiente para se fazer sentir em toda a Terra, apesar de ser algo de natureza imaterial.

 

A Grande Bomba é a morte do amor!

É isto mesmo. Falo da morte do amor; pois Jesus disse que no tempo do fim o amor se esfriaria como conseqüência da proliferação do espírito de iniqüidade.

 

E Paulo parece estabelecer o sinal mais evidente desse tempo do fim quando também faz questão de dizer que não queria que fossemos ignorantes a respeito de como seriam os homens das últimas gerações. Então faz também descrições do que acontece quando o amor desvanece pela proliferação da maldade.

 

Desse modo, à semelhança de Jesus, Paulo fala de seres inafetivos, de falta de afeto dos pais pelos filhos e dos filhos pelos pais; afirma que o espírito de competição, inveja, ambição perversa, traição, libertinagem, fundamentalismo, facção, e, sobretudo, a construção de um “Deus” de conveniência — sinais de ausência de amor que estariam e estarão mais que presentes na Terra.

 

Além disso, Paulo também fala de crenças “religiosas-cristãs”, fundadas na ambição do poder e na manipulação da verdade do Evangelho; todas elas dedicadas à manipulação dos homens também. Desse modo, essa seria a marca suprema desse espírito da última hora: a morte quase total do amor!

 

Ora, já é isso que se vê em toda parte. Pais esquecem os filhos aos quais geraram e nada sentem. Filhos desconsideram seus pais e se mostram inafetivos. Casamentos se acabam com muita facilidade, pois, terminado o encanto químico, não existe amor para sustentar a vida conjugal. Isto para não se falar na total falta de amor, de entendimento feito do material do amor, e de compaixão, que são os únicos elementos capazes de vencer a perversa vocação da inteligência humana para realizar tudo o que consegue, tanto para o bem como para o mal.

 

Desse modo se pode dizer que o que vai “quase” acabar o mundo inteiro é a falta de amor; muito mais do que de água, comida e saúde.

 

“O amor se esfriará de ‘quase’ todos”, disse Jesus.

 

Ora, não fossem esses “quase”, esses dinossauros do amor, esses sobreviventes das bombas da maldade, e não haveria, já hoje, nada de amor na Terra.

 

Você já imaginou como será viver num mundo onde os humanos percam sua humanidade essencial, que é o dom da compaixão-justiça?

 

Sim, como será possível viver num mundo onde não houver mais “quase” nenhum amor, de nenhum tipo, de nenhuma natureza; mas apenas o poder avassalador da maldade e do reino da vontade, do egoísmo e da perversidade que gera perversão?

 

Simplesmente não é possível haver vida; mas, no máximo, guerra pela sobrevivência!

 

O mundo ainda sobrevive porque os “quase” ainda são muitos. Porém, em breve, os “quase” serão quase nada mesmo. E, então, nesse tempo, a Terra será o inferno.

 

 

Nele, que nos chama à chama do amor que não se apaga,

 

 

Caio