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Reflexões

“SE PRECISAR, USE PALAVRAS!”

“SE PRECISAR, USE PALAVRAS!”

 

 

 

 

 

 

“SE PRECISAR, USE PALAVRAS!”

 

 

 

Numa Olimpíada, ninguém se atreve a fazer um exercício ou a disputar uma prova, sem que tenha treinado muito, até quase à loucura; e, então, e somente então, tal pessoa se atreverá a expor-se ante o mundo, pois, pode até não ser o melhor, mas, com certeza, sabe o que diz saber, por isso, atreve-se a demonstrar.

 

As realidades relativas ao abstrato, no entanto, como somente pela prática existencial da vida podem ser demonstradas, carregam a tentação de que se prescinda da prática, a qual pode ser camuflada por linguagem e imagem. Afinal, na boca e no papel cabem quaisquer irrealidades.

 

Não é assim na Olimpíada. Lá, ou a pessoa sabe para demonstrar, ou, então, fica calada; quer dizer: quieta.

 

Não vale competir com discurso. Na Olimpíada o discurso é o ato, não a fala.

 

Para Jesus assim era também. Ele diz que quem desejar saber se algo de Deus é verdade ou não, então, que pratique.

 

De outro modo, diz Ele, tal pessoa, por mais que se “informe sobre o Evangelho”, jamais saberá nada; pois, em Deus, no Caminho, na Verdade e na Vida, só é verdade aquilo que se prova como verdade; visto que a verdade não é para ser discutida e nem discursada, mas vivida. Do contrário não se tem nenhum outro modo de conhecê-la e de evidenciá-la.

 

A Religião, todavia, como existe do discurso e dos arrazoados, criou a categoria dos que sabem de Deus, por haverem estudado Deus, e, por tal razão, estarem supostamente preparados para falar de Deus; e, em Seu nome, ensinar como as pessoas devem ser e se comportar.

 

Jesus, no entanto, nunca chamou ninguém porque a pessoa falasse bem, mas, apenas, porque tal pessoa desejasse ou não viver e encarnar a Palavra na qual dizia crer.

 

No Evangelho o homem é o que ele come.

 

Se comer a Palavra, ela se fará vida nele. Se não comer, mesmo que leia a Bíblia diariamente, nada será verdade nele, ainda que ele entenda o suficiente para ensinar a outros.

 

É simples assim!

 

É como na Olimpíada: quem sabe, prova; quem não sabe, assiste, embora tenha muitas opiniões.

 

 

 

 

Caio

 

18 de agosto de 2008

Lago Norte

Brasília

DF