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Reflexões

SABEDORIA NÃO É CANJA E NEM CALDO DE GALINHA!

SABEDORIA NÃO É CANJA E NEM CALDO DE GALINHA!

 

 

 

 

 

SABEDORIA NÃO É CANJA E NEM CALDO DE GALINHA!

 

 

Qual a sua grande ambição nesta vida?

 

Hoje tudo passa tão rápido, e o sentido da vida se mostra tão fugidio, que, a maioria das pessoas, se deseja algo, quase sempre tem a ver emprego, dinheiro, casa, casamento, filhos e conforto.

 

No passado, esses eram também os elementos a serem elencados em qualquer lista de sonho de futuro. Entretanto, mais comumente do que hoje, muitos também desejam imitar o pai, a mãe, o avô, um professor, um padre, um pastor... — que fossem sábios; ou, ainda: se desejava obter sabedoria.

 

A sabedoria, diz a Bíblia, vem do temor do Senhor; e consiste em que se deixe a língua ferina, a boca perversa, o olhar altivo e arrogante, e toda forma de precipitação e imprudência. E mais: que se ouça muito e que se aprenda a virtude do silencio e da paciência.

 

Entretanto, as Escrituras também ensinam nos textos de sabedoria, que se dê ouvidos à experiência em amor de pais que sejam prudentes. Quem assim faz, sempre ponderando nos conselhos de pais que aconselhem, poupa a si mesmo de muitas dores.

 

Hoje, entretanto, há poucos pais que sejam pais do ponto de vista da Escritura. Além disso, e, também, por causa disso, os filhos já nem pensam nos pais quando se trata de resolver problemas; ou ainda: de evitar entrar em dificuldades.

 

A imensa expectativa transferida para a escola, a creche e a igreja no que tange a educar os filhos, denuncia antes de tudo o estado de falência nos vínculos entre pais e filhos em geral.

 

Educação essencial à vida somente se obtém no ninho de uma família ajuizada em amor e verdade.

 

Antigamente todo pai e mãe desejavam ser parte da vida e das soluções nas vidas dos filhos. Hoje, eles, quando se preocupam, levam os filhos ao terapeuta.

 

De vez em quando ouço um pai ou outro, politicamente corretos, me dizerem que são “pais participativos”, querendo com tal declaração se diferenciarem dos pais não-participativos.

 

Para mim até o “pai participativo” é ridículo, pois, se para ser pai, tem-se agora que dizer que se é um pai que participa na agenda dos filhos, é sinal de que o sentido intrínseco e visceral da paternidade já não está presente para além da manifestação educada e civilizada de paternidade.

 

O fato é que como as coisas andam a sabedoria não é quase nunca lembrada e buscada como o grande tesouro de um ser humano para a prática do que seja vida.

 

Minha oração é no sentido de que cresça em todos nós a vontade de aprendermos os passos da sabedoria, e que ambicionemos também os ensinos da prudência e do bom senso.

 

 

Pense nisso!

 

 

Caio

 

14 de agosto de 2008

Lago Norte

Brasília

DF