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Reflexões

QUEM DISSE QUE HOMEM NÃO GOSTA DE VÉU NA FACE?

QUEM DISSE QUE HOMEM NÃO GOSTA DE VÉU NA FACE?

 

 

 

 

 

 

QUEM DISSE QUE HOMEM NÃO GOSTA DE VÉU NA FACE?

 

 

 

 

A capacidade humana de se deixar cegar pelo que de fato não é — é de fato impressionante.

 

É como andar com um véu na face, cegado pelo príncipe deste mundo — e isso enquanto as grandes questões pertinentes à vida são banalizadas ou retardadas até ao fim.

 

Andar cegado pelo vácuo, vacuidade, vaidade, vão, vanidade; e, assim, continuando a fazer do pau e da pedra os seus deuses; e hoje deuses de papel, de números digitais, e de ações abstratas na Bolsa; sem falar nos quase infinitos enganos emocionais, ou feitos de impressões ou de projeções de ódios, traumas, ou taras, os quais se transformam em tudo o mais que nós, humanos, nomeamos em obediência ao sistema  divino de induções e manipulações [consciente ou inconsciente] — sendo que todas as nossas paixões são os nossos deuses. 

 

Até Deus entra nessa...

 

Sim! O “Deus Idealizado” pela paixão religiosa, e que mistura na mente frágil do “amante de Deus”, “um Deus” e mais uns deuses humanos ungidos conforme o critério de admiração e apreciação de “unção” do ente “apaixonado por Deus”.

 

Assim, muita gente entusiasmada por Deus, de fato, ama a “um Deus” que se faz amar como desejo por fazer do “novo apaixonado” alguém que vê a “semelhança de Deus” em algum “grande homem de Deus” a ser ambicionado, desejado e buscado como padrão e idealização, diluindo o verdadeiro ser da pessoa.

 

Desse modo nasce a admiração como desejo e cobiça. E é por tal razão que “Deus” é amado na religião pela existência dos “santos”; sejam eles de gesso ou feitos de personas auto-oferecidas para adoração ou a veneração, à semelhança dos bruxos que abençoam ou amaldiçoam — conforme o “agrado”.

 

Os que estão no pólo oposto, sentados, gelados de fervor extraterrestremente febril, olhando estrelas e outros mundos, ficam cegados pelo Macro, e não sabem mais sentir os deliciosos cheiros das poeiras das choupanas.  

 

Discernir o bom combate é uma das coisas mais difíceis nesta hora.

 

Sim! E isso inclui ficar cegado por paixões ministeriais muito belas e dignas. Por coisas que são boas, mas não são as que Deus deu a você para acima de tudo ser e fazer. Tais coisas têm o poder de cegar você também.

 

Hoje minha oração mais séria é aquela que me leva a pedir ao Senhor para me livrar de me sentir obrigado a estar presente aonde nem sempre é a prioridade de Deus para mim. No passado eu quase morro tentando viver assim. Hoje não. Pergunto a Deus pelo significado daquelas coisas para o reino Dele em relação aos dons Dele em mim e ao que Ele pede de mim. Pois o que é para uns nem sempre é para todos. Assim, o que outros podem fazer bem, eu não faço nem que me implorem, pois isso inibe os dons dos outros, e esfria os meus verdadeiros dons.

 

Mas manter os olhos abertos, escolhendo os bons combates e deixando de lado todos os que são guerras de deuses, é uma das grandes tarefas que está posta ente o discernimento humano.

 

Digo: para quem deseja se dar ao que é e que de fato fica.

 

Examine em sua vida as razões e motivações que emulam você a ser ou fazer as coisas. Veja o que em você é você mesmo e o que é parte da “legião” que habita você nos retalhos que fazem o composer de sua persona.

 

Que trabalho duro. Sim! Desistir de toda imitação, de todo outro que não é você, de todo jeito que é apenas performance, de todo gênero que não é seu ser, e de tudo o mais que apenas encobre e traveste você!

 

No dia em que alguém pára de competir, de se comparar, de se medir em importância, em sabedoria, em inteligência, em poder, em beleza, em cultura, em riqueza, em pobreza, em humildade, em bondade, em paciência, em justiça; e ou em qualquer outro meio ou modo, forma ou medida; e apenas passa ser ele mesmo em Deus, buscando por si mesmo as coisas excelentes, e amando a Deus e ao próximo por nada, e fazendo isso de modo simples e natural — nesse Dia tal pessoa descobre o significado profundo de parar de ter medo; de não ter deuses; de ter expectativas exageradas; de ter falsas e ingênuas esperanças humanas; de não ter mais espaço para se escandalizar; embora sempre tenha toda a boa chance sempre aproveitada como oportunidade de se deixar alegrar com toda manifestação da Graça na vida.

 

Para esses se diz: Vem e vê!

 

 

 

Nele,

 

 

Caio

 

23/11/07

Lago Norte

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DF