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Reflexões

QUÂNTUM DE VIDA OU MORTE

QUÂNTUM DE VIDA OU MORTE




A consciência afeta o universo.

 

Sem consciência o que existe é apenas fenômeno.

 

Mas em havendo consciência, o que existe passa a ser existência.

 

Antes disso, mesmo existindo, não era...pois o que existe só passa a ser quando é Encontrado pela consciência.

 

Desse modo é que todas as coisas criadas por Ele, Nele, e por Meio Dele, também são ditas como sendo “nossas”.

 

“...todas as coisas existem por amor de vós”...afirmou Paulo.

 

“Tudo é vosso...” afirma a voz da redenção da humanidade em Cristo; que foi salva da declaração amaldiçoadora do “já não haverá limites para tudo quanto intentam fazer”; falado “antes” por Deus ao ver o desejo humano de chegar até ao céu para a glória de si mesmo, na Torre de Babel.

 

Todas as coisas foram feitas para a consciência grata. Pois sem gratidão nada do existe tem significado.

 

Somente a gratidão expressa a consciência de que “todas as coisas existem por amor de nós”.

 

É também apenas pela gratidão que todas as coisas tornam-se santificadas e puras, para os puros.

 

Pureza e gratidão não se separam nunca.

 

Pureza é a resposta do espírito ante a Graça.

 

E gratidão é o sêmen que fecunda os óvulos do ser com pureza.

 

Assim, todos os alimentos e todas as coisas são santificadas por meio das ações de Graça.

 

Eu iniciei dizendo que a consciência afeta o universo.

 

Para o bem e para o mal.

 

Hoje até a física quântica já nos dá conta de que partículas se conectam e se alteram mesmo quando à distância, pois que no mundo quântico, onde a Lei da Relatividade fica obsoleta—nas micro estruturas do universo—, tempo e espaço podem se excluir.

 

E mais que isto: partículas se conectam e se alteram, especialmente em razão de que são objeto de uma “interferência”: o olhar da consciência que a observa.

 

Daí os humanos alterarem o universo não apenas quando o poluem, mas também pelo olhar com o qual o percebem.

 

Cada vez mais a Física caminha para a certeza de que tudo o que existe, existe para a consciência.

 

Ora, é aí que as dimensões se tornam cada vez mais espirituais.

Tudo toca a tudo. Sendo que a consciência altera a tudo o que vê, pensa, ou imagina...

 

Sim! até o que imagina!

 

Os principados e potestades atuam comendo o fruto dessas produções e alterações.

 

Para o bem e para o mal.

 

Não é à toa que a Escritura diz que com a desobediência a criação foi invadida de espécies diferentes...”cardos e abrolhos”.

 

Sem falar que iniciou-se uma Era do Silêncio entre o homem e o resto da criação.

 

Mas o problema não está na criação. Ela fala. Ela geme. Ela grita. Ela chora. Ela anela a redenção.

 

O problema é a nossa surdez, que já não pode ouvir e entender a criação, e também não pára de sujeitá-la à nossa própria vaidade.

 

A consciência corrompida corrompe toda a criação.

 

O profeta Oséias nos diz que pela transgressão humana e em razão do estado de entorpecimento do entendimento espiritual dos humanos, padeciam todas as coisas....até as aves dos céus e os peixes do mar.

 

“Se o olhar de tua consciência for bom, tudo em ti será luminoso. Se, porém, os teus olhos forem maus, tudo em ti serão trevas...”

 

É a soma das consciências aquilo que dá forma ou des-forma o universo. É por isso que a consciência humana é tão importante.

 

Ser criado a imagem e semelhança de Deus, implica, sobretudo, ter consciência.

 

As iniqüidades acumuladas destruíram civilizações.

 

É a vingança da consciência na sua condição mais extrema: o Inconsciente Coletivo.

 

É o pão de Gideão—o trigo roubado pelos midianitas—o míssil que destrói as tendas dos comandantes.

 

Tudo volta!

 

Aquilo que o homem semear, isto também ceifará.

 

Somente a conversão à Graça de Deus muda esse existir contra a criação; pois somente a Graça nos dá o olhar da gratidão.

 

De tempos em tempos a acumulação da maldade das consciências cai sobre a terra como Dilúvios do Inconsciente...e um dia trará sobre este planeta o próprio Apocalipse.

 

Aliás, já trouxe!

 

 

Nele,

 

 

 

Caio

 

Escrito em 2003

07/01/2004